16.12.2015

Leitura: “Quando Ele nos abre as Escrituras”

Leitura:

«É a estrada bela, e é andando nela que se encontra repouso para a vida (Jr 6,16). Encontramos lume e sentido, para voltar à estrada dos dois de Emaús, a quem já ardia o coração (Lc 24,32). É a estrada que desce de Jerusalém para Gaza. A estrada é no deserto (At 8,26), como a de Isaías (35,8; 43,19), mas pode sempre encontrar-se nela o sentido e a água (At 8,35-36). É a estrada de Damasco, em que podemos sempre cair de nós abaixo e ouvir chamar o nosso nome de uma forma nova e diferente (At 9,4; 22,7; 26,14)», escreve o autor na apresentação. Apresentamos dois excertos do livro: o primeiro aplica-se ao próximo domingo, o quarto e último do Advento, e o segundo centra-se na solenidade do Natal.

 

Papa autorizou proclamação das «virtudes heroicas» de Teresa Saldanha

Papa autorizou proclamação das «virtudes heroicas» de Teresa Saldanha

Três anos antes do seu nascimento, em 1834, os conventos tinham sido fechados e os religiosos expulsos. Em Lisboa, a sua cidade natal, grassava a fome, as epidemias, a ignorância, o analfabetismo, a exploração das mulheres e crianças nos trabalhos fabris. A obra de Teresa Saldanha nasceu no Bairro de Alfama, um dos mais pobres e populosos de Lisboa, mas foram mais de trinta os locais da capital abrangidos pela sua ação evangelizadora e de promoção. E a sua obra rapidamente se estendeu de norte a sul do país. Os últimos patriarcas de Lisboa referiram-se a Teresa de Saldanha, reconhecendo o seu carisma, a sua santidade.

 

«Os pobres são a riqueza da Igreja», e não o dinheiro, sublinha papa

«Os pobres são a riqueza da Igreja», e não o dinheiro, sublinha papa

A pobreza «é a primeira das bem-aventuranças», frisou Francisco, citado pela Rádio Vaticano, acrescentando que a pessoa pobre de espírito é aquela que «só está agarrada às riquezas de Deus», pelo que deve ser afastada a Igreja «que vive agarrada ao dinheiro, que pensa no dinheiro, que pensa como ganhar dinheiro». «Como é sabido, houve um tempo em que dioceses, para passar a Porta Santa, diziam ingenuamente às pessoas que se devia fazer uma oferta: esta não é a Igreja de Jesus», vincou o papa, para quem «os pobres são a riqueza da Igreja».

 

José Tolentino Mendonça: 50 anos, 50 poemas

José Tolentino Mendonça: 50 anos, 50 poemas

O poema é um exercício de dissidência, uma profissão de incredulidade na omnipotência do visível, do estável, do apreendido. O poema é uma forma de apostasia. Não há verdadeiro poema que não torne o sujeito um foragido. O poema obriga a pernoitar na solidão dos bosques, em campos nevados, por orlas intactas. Que outra verdade existe no mundo para além daquela que não pertence a este mundo? O poema não busca o inexprimível: não há piedoso que, na agitação da sua piedade, não o procure. O poema devolve o inexprimível. O poema não alcança aquela pureza que fascina o mundo. O poema abraça precisamente aquela impureza que o mundo repudia.

 

Agenda para hoje

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