10.11.2015

Arte e espírito: acentuar convergências, esbater oposições

Arte e espírito: acentuar convergências, esbater oposições

O presidente do Conselho de Administração da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva considera que arte e espírito podem convergir, apesar de serem muitas vezes analisados enquanto dinamismos opostos. A perspetiva de António Gomes de Pinho foi recolhida minutos antes do primeiro encontro do ciclo de debates “Espírito da Arte / Arte do Espírito”, que decorreu a 5 de novembro, em Lisboa, projeto resultante da parceria entre a Fundação, que acolhe os encontros, e o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

 

“Cuidado ecológico e espiritualidade cristã” no “Observatório da Cultura”

A encíclica “Louvado sejas”, do papa Francisco, é a semente da mais recente edição do “Observatório da Cultura”, publicação do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura que retoma agora a periodicidade bianual. Dedicado ao “Cuidado ecológico e espiritualidade cristã”, o “Observatório da Cultura abre com os textos de Luísa Schmidt (“‘Laudato si”: uma esperança inovadora”) e Viriato Soromenho-Marques (“Crise ambiental e condição humana: a propósito da ‘Laudato si””). Conheça os restantes artigos e leia a nota de apresentação deste número.

 

Florença organiza encontros entre crentes e não crentes e autarca diz que papa fala ao coração de todos

Florença organiza encontros entre crentes e não crentes e autarca diz que papa fala ao coração de todos

O presidente da autarquia italiana de Florença, que o papa visita esta terça-feira, considera que a presença de Francisco «não pode ser lida só como um evento religioso, mas um evento que interessa a toda a cidade, entendida como grande comunidade laica». «Estou convencido de que o papa não fala só aos crentes, aos religiosos, aos cristãos católicos, mas a todos, incluindo aqueles que não creem ou que creem e pertencem a outras religiões», declarou o responsável máximo do município, Dario Nardella, à Rádio Vaticano.

 

Jorge Luís Borges, escritor sem fronteiras entre teologia e literatura fantástica

Jorge Luís Borges, escritor sem fronteiras entre teologia e literatura fantástica

«Para Borges, as fronteiras são sempre móveis e subtis. Nunca há uma cortina de ferro entre verdade e ficção, entre vigília e sonho, entre realidade e imaginação, entre racionalidade e sentimento, entre concreto e abstrato. Ou entre teologia e literatura fantástica», declarou o cardeal Gianfranco Ravasi. Igualmente presente no debate, a jornalista e ex-senadora María Eugenia Estenssoro afirmou que o poema “Cristo na cruz” «é um dos mais comovedores relativamente à transcendência e à figura de Jesus», sublinhando que «ainda que Borges o tenha negado, está demonstrado que sabia muito sobre o cristianismo, talvez mais que muitos fiéis formais».

 

“As sete últimas palavras de Cristo na cruz” com textos da Bíblia, Oscar Wilde, Patti Smith, Simone Weil, Cohen e Pascoaes

«Joseph Haydn pretendeu compor música que fosse imediatamente acessível e profundamente humana, de tal forma que o ouvinte, mesmo o menos esclarecido, se sentisse emocionado no mais profundo da sua alma», refere a nota de apresentação deste «concerto-meditação». Depois do século XVI, as últimas palavras de Cristo na cruz «inspiraram abundantemente os crentes, filósofos e artistas, alimentando as meditações de Max Jacob ou de Simone Weil, bem como a prosa febril de Bernanos», sublinha a folha de sala.

 

Arte e diplomacia: Exposição de pintura assinala 80 anos de relações entre Vaticano e Cuba | IMAGENS |

Arte e diplomacia: Exposição de pintura assinala 80 anos de relações entre Vaticano e Cuba

Patente até 17 de novembro num espaço pertencente ao Vaticano, a mostra, organizada pela embaixada de Cuba na Santa Sé e a galeria de arte italiana Bettini&Co Gallery, conta com o apoio do Conselho Pontifício da Cultura e instituições transalpinas. Os visitantes poderão admirar 27 desenhos e esculturas, maioritariamente executadas nos últimos 15 anos, obras que narram o «mundo fantástico dos maias e dos astecas» em confronto com a atualidade.

 

Sofrer mas não sucumbir

Sofrer mas não sucumbir

«À noite, quando o dia cai atrás de nós, costumo caminhar ao longo do arame farpado, e do meu coração levanta-se sempre uma voz que diz: “A vida é uma coisa esplêndida e grande. A cada novo crime ou horror, devemos opor um novo pequeno suplemento de amor e de bondade, conquistados em nós mesmos. Podemos sofrer mas não devemos sucumbir.» Comove-me imaginar a cena de uma jovem mulher que num campo de concentração nazi anda à noite ao longo do arame farpado da reclusão e, diante do horror que a rodeia, consegue pronunciar estas palavras de vida e de esperança.

 

Agenda para hoje

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