É novo » 3.4.2015

Manoel de Oliveira distinguiu-se pela «ardente procura do absoluto» e fez do cinema «uma grande arte do espírito»
«É com emoção que o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, órgão da Igreja em Portugal, se associa a quantos nesta hora relevam a perda de uma figura de primeiro plano da cultura portuguesa e reconhecem a extraordinária importância do seu trabalho artístico», escreve D. Pio Alves. «Para mergulhar simbolicamente no país que somos, o seu cinema tornou-se um mapa particularmente fecundo», acrescenta o bispo auxiliar do Porto, que conclui: «Por tudo isto, a cultura portuguesa e a Igreja em Portugal lhe estão gratas».

Cinema de Manoel de Oliveira questiona o mistério do mundo e a complexidade humana
Manoel de Oliveira nasceu no Porto a 11 de dezembro de 1908, estuda cinema com o italiano Rino Lupo e realiza o seu primeiro filme aos 23 anos. “Douro Faina Fluvial” é um documentário – um filme sinfonia ou sinfonia urbana – de estilo vanguardista posto em prática por Walter Ruttmann e depois por Dziga Vertov, Jean Vigo e Joris Ivens – cineastas maiores da história do cinema – entre outros, mas que só terá continuidade em 1942 com “Aniki Bobo”, mais neorrealista, mas com a célebre cena expressionista do sonho.

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