É novo » 25.4.2015

A Revolução de Abril: um sobressalto religioso?
A esta distância, alguns ficarão um pouco surpresos com a designação e com os objetivos de um dos primeiros estudos sociográficos sobre os valores e comportamentos religiosos dos portugueses, realizado em 1973: «Estudo sobre Liberdade e Religião», (promovido pelo Instituto Português de Opinião Pública e de Estudos de Mercado e coordenado por Luís de França). Este inquérito deixou-nos um retrato (certamente parcial) da sociedade portuguesa, num momento muito próximo dos acontecimentos de 1974.

A palavra da Igreja para as primeiras eleições livres em Portugal após o 25 de Abril
Os bispos manifestavam a convicção de que «o bom senso da generalidade do povo português» conduziria à escolha, de «entre todos os partidos que prometem uma sociedade mais justa, livre e feliz, os que dão maiores garantias de seriedade, competência e sintonia com a maneira de ser dos portugueses, recusando, pelo contrário, aqueles que apontam para as vias do ódio e da violência ou da aventura utópica».

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É novo » 24.4.2016

Festival de cinema IndieLisboa volta a ter prémios da Igreja católica
A 12.ª edição do festival de cinema independente IndieLisboa, que começou esta quinta-feira, vai voltar a ter no palmarés dois prémios atribuídos pela Igreja católica a obras que privilegiem valores espirituais e humanistas. O prémio “Árvore da Vida” com mais antiguidade, no valor de dois mil euros, divididos em partes iguais pelos Secretariados Nacionais da Pastoral da Cultura e das Comunicações Sociais, distingue as obras inscritas na Competição Nacional, longas e curtas metragens portuguesas que têm, na sua maioria, a primeira apresentação mundial no festival.

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É novo » 23.4.2015

Iconografia pascal na igreja de Herz Jesu: Portas da Paixão (1/3) | IMAGENS |
A primeira obra de arte que confronta o visitante interpela-o ainda no adro. Fundida com a arquitetura, integra a totalidade da fachada principal, que é afinal, toda ela, um grande portal duplo de um azul intenso que se mistura por vezes com o céu. A aproximação à igreja revela progressivamente a criação do artista Alexander Beleschenko, que preencheu cada superfície da vasta retícula vidrada que compõe o portal com dezenas de cravos, agrupando-os como letras cuneiformes que reescrevem passagens da Paixão segundo S. João.

O espírito da diferença
A beleza da vida social depende principalmente do jogo e do entrelaçar das diferenças. A beleza da terra não se deve apenas à grande variedade de borboletas e flores. É muita a beleza que vem das diferenças, modos e formas de fazer economia, empresa, banca. Maior ainda é a beleza que nasce das diferenças entre pessoas, do encontro de talentos diversos, do diálogo entre motivações.

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É novo » 10.4.2015

Tempo Pascal: Celebração das “entranhas” de Deus
O olhar de Deus dirige-se ao ser humano como aquele que ele criou e com o impulso com que as entranhas orientam em direção ao seu fruto. Esta dimensão de Deus Pai não anula, de maneira nenhuma todas as outras dimensões, com as quais estamos habituados a pensá-lo. Pelo contrário, a justiça, a santidade e a majestade são outra forma de se manifestar o mesmo amor do Pai. A misericórdia de Deus, ou seja este amor das entranhas, é, no entanto, o seu principal traço característico, aquele a partir do qual todos os outros podem melhor ser compreendidos; aquele no qual irrompe já o escatológico, o último e o definitivo, podendo, por isso ser o fundamento de toda a esperança.

S. Teresa de Ávila, amizade e oração
A oração de Teresa de Jesus não brotou do laboratório da intelectual mas do oratório da crente que buscava e invocava Deus. Como a amizade, põe o amor a circular, numa forte corrente afetiva, que contagia a vida. Como a amizade é um estilo de vida, também a oração de Teresa o é. Não é um exercício ocasional, como não se é amigo de vez em quando. É vida e não só um certo tempo ao lado da vida. É no afazer e no acontecer de cada dia que se tece a história de amizade com Deus. A oração é vida diante de Deus.

Colóquio “Desporto, Ética e Transcendência” junta teologia, literatura e espiritualidade ao mundo desportivo
José Couceiro, treinador de futebol, Gonçalo M. Tavares, escritor, Ribeiro Cristóvão, jornalista, e Leila Marques, ex-atleta paralímpica de natação, são alguns dos intervenientes no colóquio internacional “Desporto, Ética e Transcendência”, que decorre a 20 de maio, em Lisboa. O alto rendimento tornou-se «metáfora da superação de si e lugar de sacralização de quase ilimitados recursos tecnocientíficos», enquanto que «no quotidiano dos cidadãos a nova moral passa pela ascese desportiva, em ordem ao bem-estar», pelo que o desporto constitui «um dos mais importantes laboratórios» da contemporaneidade.

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É novo » 3.4.2015

Manoel de Oliveira distinguiu-se pela «ardente procura do absoluto» e fez do cinema «uma grande arte do espírito»
«É com emoção que o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, órgão da Igreja em Portugal, se associa a quantos nesta hora relevam a perda de uma figura de primeiro plano da cultura portuguesa e reconhecem a extraordinária importância do seu trabalho artístico», escreve D. Pio Alves. «Para mergulhar simbolicamente no país que somos, o seu cinema tornou-se um mapa particularmente fecundo», acrescenta o bispo auxiliar do Porto, que conclui: «Por tudo isto, a cultura portuguesa e a Igreja em Portugal lhe estão gratas».

Cinema de Manoel de Oliveira questiona o mistério do mundo e a complexidade humana
Manoel de Oliveira nasceu no Porto a 11 de dezembro de 1908, estuda cinema com o italiano Rino Lupo e realiza o seu primeiro filme aos 23 anos. “Douro Faina Fluvial” é um documentário – um filme sinfonia ou sinfonia urbana – de estilo vanguardista posto em prática por Walter Ruttmann e depois por Dziga Vertov, Jean Vigo e Joris Ivens – cineastas maiores da história do cinema – entre outros, mas que só terá continuidade em 1942 com “Aniki Bobo”, mais neorrealista, mas com a célebre cena expressionista do sonho.

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