É novo » 19.3.2015

Abraçar a pequenez, renunciar à exaltação
No centro da nossa fé cristã encontra-se o mistério que Deus escolheu para revelar o mistério divino mediante a submissão sem reservas ao impulso descendente. Deus não só escolheu um povo insignificante para transmitir a Palavra da salvação ao longo dos séculos, não só escolheu um pequeno resto desse povo para cumprir as promessas divinas, não só escolheu uma humilde jovem de uma cidade desconhecida da Galileia para a tornar o templo da Palavra, mas também decidiu manifestar a plenitude do amor divino num homem cuja vida desembocou numa morte humilhante fora das muralhas da cidade.

Padre, tenho fome!
Os meus olhos contemplavam o campo aberto na secura do deserto. Ali, no deserto, de repente, quinze anos de sofrimento gritavam salvação. O meu peito, estava apertado naquele abraço que jamais esquecerei, envolvido pelos braços magros daquele corpo franzino e frágil que se agarrava a mim como o náufrago que de repente encontra a redenção. Nos olhos, já não vivia só a imagem do campo seco. A secura dera lugar às lágrimas. Era mais um… mais um dos muitos que eu vira, dos muitos que vejo e encontro, nos encontros e desencontros para onde a vida me atira… Este era diferente, este tinha-o abraçado a mim!

S. José, Bento XVI e um retábulo português
Há pouco tempo vi em casa de uns amigos uma representação de S. José que me fez pensar muito. É um alto-relevo proveniente de um retábulo português da época barroca, em que se mostra a noite da fuga para o Egito. Vê-se uma tenda aberta, e, perto dela, um anjo de pé. Dentro da tenda, José está a dormir, mas vestido com a indumentária própria de um peregrino, calçado com botas altas, necessárias para uma caminhada difícil. Se na primeira impressão parece um pouco ingénuo que o viajante apareça também como adormecido, pensando melhor começamos a perceber o que a imagem nos quer sugerir.

Música: Novo disco da Comunidade de Taizé chega a audiência mais vasta | VÍDEO |
A comunidade ecuménica de Taizé, em França, assinou um acordo com Deustsche Grammophon/Universal Music para a produção de um disco que, em virtude da rede desta conhecida editora musical, vai alargar a audiência do novo CD. «Aqueles que já participaram nos encontros internacionais em Taizé vão encontrar nesta gravação o ambiente que experienciaram. Muitos outros vão descobrir um reflexo dessa oração contemplativa», sublinha a página da comunidade referindo-se à obra intitulada “Taizé – Music of unity and peace” (Música de unidade e de paz) (15,00 €, 68 min.).

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Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais
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