É novo » 1.4.2015

Vaticano regressa à Bienal de Arte de Veneza com Prólogo de S. João e parábola do Bom Samaritano
Na 56.ª edição de um dos mais prestigiados eventos culturais a nível mundial, a presença do Vaticano, em continuidade com a participação inaugural, retoma a questão dos primórdios do universo e da humanidade, mantendo a inspiração bíblica.

Universidade Católica abre novas licenciaturas em Design e Património
A formação pretende estimular «a iniciativa e a criatividade visando o desenvolvimentos técnico-estético da arte e do design no seio das mudanças atuais», ao mesmo tempo que fomenta «os valores da autonomia, da responsabilidade e da liberdade de acordo com a matriz pedagógica da instituição».

O “Golgotha” de Frank Martin, referência da música sacra contemporânea | ÁUDIO |
«Por uma espécie de pudor, eu nada fiz para que as minhas obras religiosas fossem executadas. Para mim era suficiente tê-las composto, embora o meu sentimento habitual seja o de que uma obra só está acabada, depois de ser executada; embora pense, também, que as minhas obras musicais religiosas, a serem executadas o fossem numa igreja, no enquadramento do culto, sem o nome do autor.»

Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador»
«O essencial é que o homileta ponha a Palavra de Deus no centro da sua vida espiritual, conheça bem o seu povo, reflita sobre os acontecimentos do seu tempo, procure constantemente desenvolver as capacidades que o ajudem a pregar de forma apropriada e, sobretudo, consciente da própria pobreza espiritual, invoque na fé o Espírito Santo como principal artífice no tornar dócil aos divinos mistérios o coração dos fiéis.»

Espírito orante
O espírito orante é alimentado pela simples consciência de que Deus é. De que Deus está perto de nós em todos os momentos. De que Deus está mais perto de nós do que o ar, o sopro que respiramos. De que Deus está disponível, de que é um silêncio no meio do caos, uma voz no meio da confusão, uma promessa no centro do tumulto.

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É novo » 31.3.2015

Novas igrejas de todos os tempos: Desertos de betão | IMAGENS |
Talvez no tempo da Quaresma possamos ver nesta igreja um sentido renovado. Num período em que procuramos a simplicidade no quotidiano pessoal e uma reflexão acerca do essencial, esta igreja parece mostrar-nos uma faceta de deserto quaresmal para onde nos podemos retirar do bulício da cidade, onde podemos procurar profundidade no silêncio. Talvez seja uma experiência arquitetónica ainda hoje radical.

Leitura: “Pensamentos” de Santa Teresa de Jesus
Com o coração iluminado pela Beleza que fere, mas que fortalece e guia na superação de outras feridas, arrastadas das circunstâncias, e enfrentando o pesadume que, desde Simone Weil, o nosso tempo entendeu melhor em duelo ou em dueto com a Graça, a alma profunda e clara deixa passar suas lições, suas virtudes e suas mercês, como o cristal que Santa Teresa mais de uma vez chama à função de símile. Então, com María Zambrano compreendemos por que razão a poesia de Santa Teresa quer liminarmente cantar o «Vivo já fora de mim», mais além de si mesma, disposta para o voo em direção Ao que a chama para ser conhecido e mais amado – “y tan alta vida espero”…

A vida como culto, como cultura e como cultivo
Vivemos vidas que não são nossas; respondemos a perguntas que ninguém fez; queixamo-nos de doenças de que não padecemos; aspiramos a ideais alheios e sonhamos os sonhos dos outros. Não há exagero, é mesmo assim: quase todos os nossos projetos de felicidade são quiméricos. As ideias que afirmamos acariciar não são nossas; as nossas aspirações são as dos nossos pais e até nos apaixonamos por pessoas de quem, na verdade, não gostamos. O que nos terá acontecido para sucumbirmos diante desta impostura?

Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos que em Lahore, no Paquistão, foram mortas 14 pessoas em duas Igrejas Cristãs: Católica e Comunhão Anglicana. Vemos, ouvimos e lemos que a madre superiora de uma congregação, na Índia, foi violada durante um assalto ao convento onde residia. Vemos, ouvimos e lemos notícias sobre refugiados cristãos assírios, caldeus e sírios no Líbano. Vemos, ouvimos e lemos o grito do Patriarca de Antioquia, Ignatius Joseph III Younan, após o sequestro, por parte do Estado Islâmico, na Síria, de 150 cristãos: «Eles não respeitam a vida humana».

O que tem de santa a Semana Santa?
Mais uma vez é Semana Santa. O que ela tem de santa? Nada de santa se a nossa vida não se aproximar da vida do Santo Filho de Deus, que morreu e ressuscitou possibilitando a todos saírem dos seus túmulos existenciais. Nada de santa se a nossa vida não melhorar. Para algumas pessoas ela será só uma semana como as outras do quotidiano, sem um significado especial, ou será uma semana com feriado prolongado. Mas, quem desejar, perceberá o significado desta semana e procurará viver a mística que dela emana.

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É novo » 27.3.2016

Casa Fernando Pessoa evoca Ruy Cinatti com Peter Stilwell e Fernando Martinho
«Fui desmontando essas arcas e preparando a documentação toda para ser entregue na biblioteca da Universidade Católica e vi que havia uma caminhada espiritual feita no meio da sua vida profissional e pessoal; estava em luta consigo próprio e com as grandes questões da época: o desenvolvimento, o colonialismo», explicou Peter Stilwell.

Revisitar o filme “Jesus de Montreal” | VÍDEO |
Daniel Colombe é um jovem ator. Um padre, responsável por um santuário em Montreal confia-lhe a montagem de uma representação da Paixão de Cristo. Mas não pretende a reprodução dos modelos devocionais paroquiais, nem a repetição de uma encenação por ele próprio criada e repetida durante os últimos anos. Quer algo que promova a atualização dessas práticas da memória cristã, de modo a que a via sacra possa interessar à urbanidade moderna dos crentes.

Cantares quaresmais e documentários revivem tradições cristãs em Idanha
A 2 e 3 de abril, no mesmo local, decorre o 2.º Curso Livre sobre Religiosidade Popular, que inclui a exibição de quatro documentários: “P’ra irem p’ró céu” “Pão da festa”, “Divino, ferido e chagado – Um ato de inverno” e “Senhora Aparecida”. O programa do curso livre sobre religiosidade popular prevê, além de conferências e exibição dos documentários, o acompanhamento noturno de celebrações quaresmais de Quinta e Sexta-feira Santas.

Exposição: “O esquecimento de Deus”, entre sagrado e profano | IMAGENS |
«A partir de fotografias inominadas e avulsas o pintor converte em paisagens e figuras, em movimentos de dança e de contemplação, a essencialidade ritual, produzindo a ilusão de vermos o povo de Deus, esse povo primordial que em tudo se confunde com o que somos», descreve o texto da folha de sala. “O esquecimento de Deus” nasce da ideia representada em variados mitos, em que, por um lado, os deuses se esquecem dos seres humanos após a criação do mundo e, por outro, há o esquecimento de Deus por parte da humanidade.

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É novo » 26.3.2015

De que estamos famintos se estamos fartos?
Notícias recentes baseadas em dados da FAO referem que atualmente deitamos fora cerca de um bilião de euros por dia em alimentos desperdiçados, o que significa cerca de um terço dos alimentos não consumidos! Contudo, ao mesmo tempo, estima-se que existam cerca de 805 milhões de pessoas com fome! De que estamos fartos? E que fome é esta que nos move e faz querer mais e mais, tanto mais que nos leva a desperdiçar?

Curso livre de história e teologia da espiritualidade cristã divulga «riquíssimo património da Igreja»
«Na sabedoria dos espirituais que nos precedem encontramos graças específicas que nos podem ajudar a buscar Deus hoje, a encontrar um novo vigor, motivação e sentido na atividade orante e apostólica a que somos chamados.» É com base nesta convicção que vai decorrer o primeiro módulo do Curso livre de História e Teologia da Espiritualidade Cristã.

Bob Law e os desenhos de campo metafísicos | IMAGENS |
Law privilegiava uma relação física (e não visual ou ótica) com o mundo, desejava uma fusão total com a paisagem. Pretendia assim criar uma transcendência com os seus desenhos – e mostrar como o sujeito pode transformar-se e projetar-se através da sua obra. Deste modo, pode manifestar-se através de uma oscilação entre a presença e a ausência, entre o visível e o invisível.

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É novo » 25.3.2015

«Herberto Helder é imortal com a sua obra» | ÁUDIO |
«Quando morre um poeta com a dimensão de Herberto Helder o que sentimos é que não apenas morreu um poeta mas a poesia», assinalou o poeta e sacerdote, também nascido na Ilha da Madeira. «Acredito que os vindouros continuarão a ler com o mesmo entusiasmo, com a mesma paixão, a descobrir o mundo, a tatear um segredo, um mistério da vida pelas palavras e pelos versos de Herberto Helder», apontou.

Homenagem a uma palavra lida em Herberto Helder
Por vezes de um dia que vivemos, de um filme, de um poema… por vezes de alguém, conservamos uma palavra. Não saberemos explicar porquê, mas essa palavra aloja-se dentro do nosso pensamento, atravessa vagarosamente os nossos silêncios, fecha-se à chave dentro de nós. Estamos, depois, sempre a vê-la. Anos e anos passaram e nunca pensámos nessa palavra ou no que ela nos traz. E, depois, estamos sempre a vê-la escrita ou a ver letras dispersas que quase, quase a escreveriam.

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É novo » 24.3.2015

Quem abraça a cultura abraça a liberdade, democracia e diversidade
«A cultura leva-nos a ter de perceber que a identidade e a diferença se completam, a tal ponto que, fechando-se uma cultura sobre si mesma, torna-se depressiva e decadente, recordatória, mas incapaz de avançar, ficando cega à memória e ao entendimento dos outros», considera Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura.

Artes plásticas, ciência, música e literatura no “Meeting Lisboa”
O artista plástico Pedro Calapez, o historiador Henrique Leitão, Prémio Pessoa 2014, e o escritor Afonso Reis Cabral são alguns dos convidados do “Meeting Lisboa”, que vai propor debates e exposições centrados no tema “Se a felicidade não existe, então o que é a vida?”.

“A Arte transforma?”: Escritores, cineastas, músico e pintor respondem
A sessão inaugural deste ciclo conta com a presença de Lídia Jorge, escritora, Luís Filipe Rocha, cineasta, e Manuel San-Payo, pintor, enquanto que no segundo encontro, a 23 de abril, intervêm Inês Gil, cineasta, João Madureira, compositor, e Jacinto Lucas Pires, escritor. A interrogação que junta estes artistas é sugerida pela Quaresma, já que a arte, pelo seu potencial transformador, implica um movimento de abertura ao futuro e ao novo.

Revista “Communio” debate “Unidade da Igreja”
A mais recente edição da revista “Communio” é dedicada à “Unidade da Igreja”, tema que se confronta «com a realidade histórica que a parece contradizer pela manifesta dificuldade concreta dos cristãos em se manterem unidos». «Perante as divisões que se foram criando ao longo do tempo, a Igreja de hoje está consciente da sua obrigação de procurar novos caminhos de união», aponta o texto de apresentação.

Leitura: “Abramo-nos à luz do Senhor” revive catequeses do papa Francisco
«Diz o profeta Oseias: “Caminhei contigo e ensinei-te a caminhar, como um pai ensina o seu filho”. Como é bonita esta imagem de Deus! Também connosco é assim: Ele ensina-nos a caminhar. É a mesma atitude que Ele mantém em relação à Igreja.» Leia um excerto.

Viver a Quaresma pela Cartuxa Scala Coeli, Évora
Na Cartuxa, os Estatutos encarregam-se de dar certas normas práticas para a vivência quaresmal. Assim por exemplo, como especial oração quaresmal recitamos todos os dias os sete Salmos Penitenciais com as Ladainhas dos Santos, e cada dia, menos aos domingos, recitamos, nas Vésperas, o salmo 50, eminentemente penitencial.

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É novo » 19.3.2015

Abraçar a pequenez, renunciar à exaltação
No centro da nossa fé cristã encontra-se o mistério que Deus escolheu para revelar o mistério divino mediante a submissão sem reservas ao impulso descendente. Deus não só escolheu um povo insignificante para transmitir a Palavra da salvação ao longo dos séculos, não só escolheu um pequeno resto desse povo para cumprir as promessas divinas, não só escolheu uma humilde jovem de uma cidade desconhecida da Galileia para a tornar o templo da Palavra, mas também decidiu manifestar a plenitude do amor divino num homem cuja vida desembocou numa morte humilhante fora das muralhas da cidade.

Padre, tenho fome!
Os meus olhos contemplavam o campo aberto na secura do deserto. Ali, no deserto, de repente, quinze anos de sofrimento gritavam salvação. O meu peito, estava apertado naquele abraço que jamais esquecerei, envolvido pelos braços magros daquele corpo franzino e frágil que se agarrava a mim como o náufrago que de repente encontra a redenção. Nos olhos, já não vivia só a imagem do campo seco. A secura dera lugar às lágrimas. Era mais um… mais um dos muitos que eu vira, dos muitos que vejo e encontro, nos encontros e desencontros para onde a vida me atira… Este era diferente, este tinha-o abraçado a mim!

S. José, Bento XVI e um retábulo português
Há pouco tempo vi em casa de uns amigos uma representação de S. José que me fez pensar muito. É um alto-relevo proveniente de um retábulo português da época barroca, em que se mostra a noite da fuga para o Egito. Vê-se uma tenda aberta, e, perto dela, um anjo de pé. Dentro da tenda, José está a dormir, mas vestido com a indumentária própria de um peregrino, calçado com botas altas, necessárias para uma caminhada difícil. Se na primeira impressão parece um pouco ingénuo que o viajante apareça também como adormecido, pensando melhor começamos a perceber o que a imagem nos quer sugerir.

Música: Novo disco da Comunidade de Taizé chega a audiência mais vasta | VÍDEO |
A comunidade ecuménica de Taizé, em França, assinou um acordo com Deustsche Grammophon/Universal Music para a produção de um disco que, em virtude da rede desta conhecida editora musical, vai alargar a audiência do novo CD. «Aqueles que já participaram nos encontros internacionais em Taizé vão encontrar nesta gravação o ambiente que experienciaram. Muitos outros vão descobrir um reflexo dessa oração contemplativa», sublinha a página da comunidade referindo-se à obra intitulada “Taizé – Music of unity and peace” (Música de unidade e de paz) (15,00 €, 68 min.).

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