É novo » 12.2.2015

De uma economia de exclusão a uma economia de comunhão: que responsabilidade para os cristãos?
Temos a obrigação não só de nos informar sobre a realidade como de formar uma opinião que não se deixe enredar em preconceitos e falsas pseudoverdades. Mas é igualmente importante aprender a converter o nosso olhar, ou seja não tomar a realidade com que deparamos como se fosse uma inevitabilidade, uma fatalidade ou como um castigo, designadamente no que respeita às vítimas da situação.

Esperança, apesar do absurdo, aconteça o que acontecer
O modelo paulino da esperança é um ancião que se torna viajante, um aposentado que se faz à estrada, um homem que, em princípio, podia estar a viver dos seus bens, como um jovem de mãos vazias. Porque o crente é um peregrino de mãos pobres e vazias e olhos atirados para o alto. Todavia, tornamo-nos facilmente calculistas até à exasperação, tendo a prudência «como desculpa». Mas esperar contra toda a esperança não é uma sugestão “naïf” É levantar os olhos deslumbrados e confiantes – esta é a decisão de quem espera».

«Um filho ama-se porque é filho»
A alegria dos filhos faz palpitar os corações dos pais e reabre o futuro. Os filhos são a alegria das famílias e da sociedade. Não são um problema de biologia reprodutiva nem uma das muitas maneiras de autorrealização. Não, não! Os filhos são um dom. Entendeis? Os filhos são um presente. Cada um é único e irrepetível; e ao mesmo tempo inconfundivelmente ligados às suas raízes. Ser filho e filha, com efeito, segundo o desígnio de Deus, significa trazer em si a memória e a esperança de um amor que se realizou precisamente ao acender a vida de outro ser humano, original e novo.

Sem família: a solidão invisível
Desperta uma imensa ternura e piedade pensar nesta mulher que a velhice tornou substancialmente invisível. Podemos imaginá-la a vaguear, algo confusa, entre as salas, a aguardar em vão nas salas de espera, com aquele ar de resignação paciente de tantos dos nossos idosos que aprenderam o quanto é inútil ter pressa. Talvez tenha feito perguntas, ou até, em silêncio, se tenha instintivamente confiado à familiaridade do lugar, tranquilizada por ver determinados rostos. O certo é que muitos a olharam sem a ver verdadeiramente, como se fosse transparente. Uma sombra.

“Condições para a Justiça”: Laborinho Lúcio e Ana Luísa Amaral no “Terraço em Diálogo”
Este conjunto de diálogos é uma das iniciativas que fazem do “Terraço” um espaço aberto, que acolhe, e que é há mais de 30 anos abençoado pela presença de muitos e pelo gosto da partilha, da busca coletiva de uma consciência e de uma forma de ação com vista à construção de uma sociedade mais justa e mais feliz, de acordo com os critérios do Evangelho.

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