É novo » 3.2.2015

Novas igrejas de todos os tempos: Políptico | IMAGENS |
O políptico de Santa Joana Princesa é uma pintura do arquiteto Luiz Cunha para a igreja homónima também de sua autoria, em Aveiro (1976). É um quadro composto por sete partes, que recria o retrato da Padroeira de Aveiro e a sua exemplar vida de devoção a Jesus Cristo. No centro deste políptico, o autor reproduz a tábua do séc. XV, uma das obras-primas da iconografia portuguesa, de uma forma fiel mas pessoal, acrescentando elementos novos.

«Aqui estou»
Fábricas, escritórios, salas de aula, campos e casas podem ser – e são – lugares de encontro fundamentais da vida, teofanias, até. Deparamos com encontros decisivos em lugares do viver ordinário, enquanto estamos no trabalho, portanto (até por isso trabalhar é importante). Pode-se participar em milhares de cerimónias litúrgicas, centenas de peregrinações e dezenas de retiros espirituais, vivendo experiências esplêndidas; mas os acontecimentos que realmente nos transformam surgem na vida de todos os dias, quando – sem ir à procura dela nem dela estar à espera – uma voz nos chama pelo nome, nos lugares humildes da vida.

Morte, vida, fé
A fé, na sua mais profunda radicalidade, mais não é do que a pascaliana aposta em que seja Agostinho que tenha razão e que, nesse abismo interior, esteja Deus e não o nada, que a aniquilação mais não seja do que uma mera noção teórica em nós posta para que possamos apreciar em sua verdadeira grandeza isso que é o dom de possibilidade de vida sem fim. Ou, então, é tudo vão, como Paulo, desassombradamente, diz. É a sublime esperança da ressurreição de Cristo que nos mantém vivos, não a matéria que comemos e bebemos.

Questões para quem crê e não crê: O Deus dos massacres
Não é possível ficar indiferente quando se descobre nas páginas do Antigo Testamento os massacres ordenados por Deus, perpetrados com zelo e entusiasmo pelos seus mensageiros. Tomemos um exemplo no livro de Josué. Uma frase resume bem toda uma lista de crueldades sagradas descritas nos capítulos 6 a 10: «Josué feriu toda a terra (…) sem poupar ninguém» (10, 40). Que dizer igualmente da última “bem-aventurança” do Salmo 137, 8-9: «Cidade da Babilónia (…), feliz de quem agarrar nas tuas crianças e as esmagar contra as rochas»? E mesmo Cristo nos convida a usar a espada, porque Ele não veio «trazer a paz» (Mateus 10, 34).

Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura | Secretariado Nacional dos Bens Culturais | Secretariado Nacional das Comunicações Sociais

Anúncios