É novo » 30.1.2015

Bíblia, Cristo e a «verdade» são prioritários na comunicação da Igreja, afirma presidente do Pontifício Conselho da Cultura
«Devemos comunicar a raiz da nossa fé, que é, indubitavelmente, a palavra, a Bíblia», sobretudo num tempo «em que já não se recorda o passado», vincou o cardeal Gianfranco Ravasi na conferência “Parábolas mediáticas e parábolas evangélicas – Comunicar a fé no tempo da internet”, que decorreu na Universidade Católica, em Lisboa A comunicação eclesial deve também «regressar ao essencial» que «é Cristo», apontou o cardeal, que lembrou a atração que Jesus exerce sobre escritores não crentes, como Jorge Luis Borges, autor por quem Ravasi manifestou particular estima.

Palavra da Igreja na era da internet deve ser essencial, simbólica e relacional
Se os profetas irrompessem/ pelas portas da noite/ com as suas palavras abrindo feridas nas rotinas do nosso quotidiano// (…) Se os profetas irrompessem/ pelas portas da noite/ à procura de um ouvido como pátria// Ouvido humano/ obstruído por mato e por silvas/ será que saberias escutar?

A voz e a rua | VÍDEO |
No quadro da iniciativa “Escutar a cidade”, fui desafiado para escolher uma obra musical que pudesse ser um lugar de convocação para o diálogo que no passado dia 15 de janeiro se inaugurou. Não procurei propriamente uma obra decisiva na história da música europeia, ou uma obra fortemente representativa dos idiomas musicais que proliferam na nossa atualidade. Procurei uma obra simples na sua transparência, direta na sua forma de comunicar e capaz de contar uma história. Uma obra que pudesse ser o lugar dessa metáfora da escuta, da atenção à voz do outro (a voz é, talvez, o que de mais interior tem a cidade).

Tudo está perdoado?
De que vale dizermos que perdoámos quando o fazemos com condicionalismos mais ou menos explícitos? Perdoar passa pelo  esquecimento completo e absoluto dos atos que provocaram as ofensas. Este perdão tem de vir da razão, pois perdoar é um ato de vontade, mas acima de tudo do coração, com total sinceridade, sem nada que possa de algum modo ferir ou provocar o ofensor porque perdoar é também resgatar o outro para uma relação verdadeiramente honesta sem condições.

Respirar, pensar, lutar, amar: os verbos da oração
Com uma certa liberdade filológica, Giacomo Leopardi, no seu “Zibaldone”(1817-1832) associava o verbo «meditar» ao termo latino “medeor”, «medicar»: seria, portanto, uma espécie de medicina da alma. É certo que a meditação orante constitui uma necessidade da fé; tanto é assim que a oração constitui um fenómeno antropológico universal. Tentaremos em seguida delinear um mapa essencial da sua estrutura, mostrando as suas recaídas vitais e pessoais. Serão quatro os pontos cardeais deste guia que acompanhará a nossa subsequente peregrinação espiritual no Saltério, como epifania da fé.

Papa adverte «elites eclesiais» que se fecham em «grupinhos», «desprezam» os outros e «desertam» do «povo»
«Deus salva-nos num povo, não nas elites, que nós, com as nossas filosofias ou o nosso modo de entender a fé tenhamos feito», afirmou o papa na missa a que presidiu, no Vaticano. «Há o perigo de esquecer que Ele nos salvou singularmente, mas num povo. Num povo», vincou o papa, sublinhando que o autor da Carta aos Hebreus, a que pertence o excerto proclamado nas missas desta quinta-feira, afirma: «Prestemos atenção uns aos outros».

“A teoria de tudo”: O amor mais forte do que as diferenças, em filme para consolar | VÍDEO |
O diálogo entre ciência e fé está marcado pela história do amor que vence a diferença. Assim, as convicções ateístas de Hawking aparecem mitigadas pelo seu forte sentido de humor e inteligência ao serviço da compreensão da esposa. Ela, por sua vez, assume as dificuldades de comunicação com o marido, não só físicas como também espirituais, com uma generosa capacidade de doação. Os dois são retratados também com os seus limites, ele demasiado encerrado nas suas necessidades, e ela demasiado ingénua quanto às suas forças.

Franco Zeffirelli explica livro sobre o filme “Irmão Sol, Irmã Lua” e fala sobre a esperança que reencontrou com S. Francisco
«Encontrei pessoalmente o segredo para dar paz às minhas agitações e às minhas dores fazendo tesouro de uma condição a que o homem deve recorrer como a um segredo absoluto: o bem, que é motor de todas as virtudes e conforto para todos os males do mundo.» «Francisco é o espírito gémeo de cada um de nós, e diferentemente de todos os outros santos que são pilares da nossa fé, não é sentido como um espírito superior e muitas vezes inapreensível que se deve aceitar através de uma disciplina da alma mais do que pelo convencimento dos nossos corações.»

O Evangelho das imagens | IMAGEM |
O Reino de Deus é como um grão de mostarda.

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Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais
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