É novo » 27.1.2015

Leitura: “Roteiro dos navegantes – As respostas da fé”
A própria circunstância de, nos nossos dias, não ser raro um filósofo sem pertenças confessionais e um teólogo católico se sentarem num cruzamento a interrogar-se, a falar, a ouvir já é um indício, pequeno mas significativo. A convicção comum que os une é a de Pascal, quando reconhecia que «o Homem supera infinitamente o Homem». Por mais que se tente embelezá-lo com produtos de luxo, distraí-lo com o borboleteamento das curiosidades da rede e deixá-lo sem rédeas morais, todos os dias ele se apaixona, sofre, goza, se surpreende, se estupidifica, se exalta, se desespera, se sente intimamente agarrado, pensa e morre. Então, para continuarmos na metáfora, experimentemos propor-lhe uma navegação conduzida à maneira augustiniana e seguindo portulanos inabituais, isto é, cartas náuticas que indiquem diversos percursos e ancoradouros, mas sempre «significativos», quer dizer, dotados de significado, com sentido.

O amor não faz cedências ao poder
Sempre houve impérios e ainda hoje os há. Mas agora estamos a deixar-nos adormecer por eles e cada vez mais se torna difícil reconhecê-los. E não os reconhecendo, não se lhes dá o seu nome verdadeiro, não se sente a opressão, não se inicia qualquer caminho de libertação. Fica-se apenas com a “soberania” dos consumidores, cada vez mais infelizes e sós nos próprios sofás. A leitura e a meditação do livro do Êxodo é um grande exercício espiritual e ético, porventura o maior, para quem deseja tomar consciência dos “faraós” opressores, sentir de novo dentro de si o desejo de liberdade, ouvir o grito de opressão dos pobres, tentar libertar pelo menos alguns deles. E para quem deseja imitar as parteiras do Egito, que amam todas as crianças.

«Estamos todos ao serviço do único e mesmo Evangelho», sublinha papa Francisco a Igrejas e Comunidades Eclesiais cristãs
«A mulher de Sicar interpela Jesus sobre o verdadeiro lugar da adoração a Deus. Jesus não toma partido em favor do monte nem do templo, mas vai ao essencial derrubando todo o muro de separação. Remete para a verdade da adoração: “Deus é espírito; por isso, os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”», apontou. Este episódio, prosseguiu Francisco, é um apelo à convergência: «É possível superar muitas controvérsias entre cristãos, herdadas do passado, pondo de lado qualquer atitude polémica ou apologética e procurando, juntos, individuar em profundidade aquilo que nos une».

Arte inspira debate sobre sínodo
A iniciativa visa apresentar as principais igrejas do território «nas vertentes da arquitetura, pintura, escultura e música», dando a conhecer «o património religioso local», mostrando-o e contextualizando-o nas comunidades em que foi construído.  Os organizadores citam o Catecismo da Igreja Católica quando refere que o ser humano «exprime também a verdade da sua relação com Deus Criador pela beleza das suas obras artísticas».

«São principalmente as mulheres a transmitir a fé», diz papa, que pede aos católicos para deixarem de ser envergonhados
O papa Francisco realçou que a fé «é um dom do Espírito Santo» que passa através do «belo trabalho das mães e das avós», bem como de outras mulheres, parentes ou que não pertencem à família.  «Porque é que são principalmente as mulheres a transmitir a fé? Simplesmente porque aquela que nos trouxe Jesus é uma mulher. É o caminho escolhido por Jesus. Ele quis ter uma mãe; também o dom da fé passa pelas mulheres, como Jesus por Maria», salientou. Na missa a que presidiu, o papa acentuou também que «uma coisa é transmitir a fé e outra é ensinar as coisas da fé».

O Evangelho das imagens | IMAGEM |
«Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe.»

Agenda para hoje

Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura | Secretariado Nacional dos Bens Culturais | Secretariado Nacional das Comunicações Sociais

Anúncios