É novo » 16.1.2015

Para que queremos o poder político?
Sempre esteve e continua a estar em confronto, no exercício do poder político democrático, por um lado, uma conceção e uma prática de poder como significando um poder “sobre”, um “domínio sobre” e, por outro, uma outra que faz residir o poder na promoção do bem comum, no “poder com”, no serviço à comunidade, como conjugação de todos os esforços e possibilidades sociais para, sob uma determinada orientação política, promover o desenvolvimento social justo e sustentado.

Igreja tem o dever de «pensar para além do totalitarismo da sociedade do trabalho»
O crítico literário António Guerreiro vincou hoje, em Lisboa, que os católicos têm o dever de apresentar alternativas a um modo de vida dominado pela atividade profissional e que renuncia a dimensões essenciais da existência humana. O conferencista sublinhou que «é preciso pensar para além da sociedade do trabalho», e salientou que «a Igreja sabe muito bem o que é o ócio, o lazer, a contemplação», conhecendo também o que significa a atividade laboral enquanto «servilismo».

A viagem do papa e a fraterna diversidade
Quando o papa afirma que «não se deve permitir que as crenças religiosas sejam abusadas por causa da violência ou da guerra», fá-lo dirigindo-se aos representantes religiosos de uma nação particular, pensando uma Igreja local específica de exígua minoria que viveu, como todos os habitantes, anos de sangrenta guerra civil. E, todavia, a sua mensagem conserva um alcance bem mais amplo.

Questões de fé para quem crê e não crê: Os escritos “canónicos”
«Não compreendo porque é que alguns livros são considerados como apócrifos. O que é que permite dizer que um livro é inspirado ou não por Deus? Parece-me que os apócrifos foram excluídos da Bíblia porque se apoiavam em lendas e davam asas à imaginação. O Génesis e o Apocalipse não fazem o mesmo?» Tecnicamente falando, trata-se da “canonicidade” da Sagrada Escritura, questão que atormentou a Igreja dos primeiros séculos e que estava ligada à necessidade de elaborar uma unidade de medida teológica – daí a palavra “cânone”, que remete, em grego, para a régua que permite efetuar medições, uma espécie de metro primordial – para evidenciar qual é a Palavra de Deus autêntica colocada por escrito.

Concursos de fotografia, literatura e cinema no 5.º centenário do nascimento de Santa Teresa de Ávila
Abertos ao público em geral, os três concursos, que distribuem um total de 4500 euros em prémios, visam fazer chegar a todo o mundo a mensagem e a figura de Santa Teresa (1515-1582), nascida há 500 anos. Os jurados avaliarão os trabalhos inéditos relacionados com a Doutora da Igreja que tenham em conta «a sua pessoa, a sua obra, os seus escritos ou os seus ensinamentos em qualquer período da história, assim como a validade dos mesmos no mundo atual».

Papa diz que nas Filipinas «a mensagem serão os pobres», critica insultos à fé e anuncia encíclica para o verão
O papa Francisco revelou que nas Filipinas, país onde foi recebido hoje por dois milhões de pessoas, «a mensagem serão os pobres», tendo em conta o apoio às vítimas do tufão Yolanda, que em novembro de 2013 causou pelo menos oito mil mortos. No encontro de 45 minutos que teve com os jornalistas a bordo do avião que o levou de Colombo, capital do Sri Lanka, até Manila, capital das Filipinas – que a par de Timor Leste é o único país de maioria cristã na Ásia –, Francisco falou dos atentados de Paris, da liberdade e dos limites ao direito de expressão, e da próxima encíclica, sobre questões ambientais, que deverá ser publicada no verão.

Jornal do Vaticano destaca iniciativa “Escutar a cidade”
«A inspiração veio da exortação apostólica “Evangelii gaudium” do papa Francisco: ser Igreja “em saída”, chegar às margens, as periferias, as fronteiras internas da sociedade, experimentar novos modos de narrar a fé, fazer comunidade», explica o jornalista na abertura do texto. Para Jorge Wemans, «fundador do jornal “Público” e representante do Movimento dos Profissionais Católicos (Metanoia), a Igreja não vive para si mesma mas para servir os homens e as mulheres reais do tempo de hoje». «”Por isso escutá-los não é só uma opção mas uma coisa fundamental do modo de ser católico”, explicou, fazendo votos de que a Igreja se coloque numa atitude de “escuta permanente”», lê-se no texto.

Cinema: “O jogo da imitação” | VÍDEO |
Baseado no romance de Andrew Hodges, “Alan Turing – História de um enigma”, o filme visa ressarcir a figura (após o “mea culpa” tardio do governo inglês, em 2009), colocando no mesmo plano o génio e uma personalidade extremamente vulnerável. A narração oscila, assim, entre admiração e compaixão por um homem extraordinariamente dotado, e todavia extraordinariamente só.

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