É novo » 7.1.2015

Uma espiritualidade para os leigos
Pode-se legitimamente falar de uma espiritualidade leiga ou laical? Seria essa uma espiritualidade vivida por leigos ou uma maneira leiga de viver a espiritualidade? Ou, pelo contrário, deve-se simplesmente falar de uma espiritualidade cristã, sem mais distinções, deixando à liberdade do Espírito Santo, que sopra onde quer, o cuidado e a criatividade de ir colocando suas inscrições como melhor lhe pareça nas tábuas de carne que são os corações humanos?

Revista “Brotéria” analisa evolucionismo, ambiente, família e literatura
Evolucionismo e naturalismo, ecologia, família e literatura são alguns dos temas desenvolvidos nas mais recentes edições da “Brotéria – Cristianismo e Cultura”, publicada pelos Jesuítas portugueses desde 1902. Neste artigo disponibilizamos algumas das passagens mais significativas dos textos apresentados.

Sete imagens de evangelização no papa Francisco
O impacto eclesial e mundial do papa Francisco não se deve fundamentalmente aos seus discursos e aos seus escritos, que muitos não leram na totalidade, mas aos seus gestos simbólicos (abraçar crianças, beijar pessoas com deficiência, comer com os trabalhadores do Vaticano na cantina, alojar-se fora do palácio apostólico, viajar numa pequena viatura utilitária…) e a algumas das suas imagens e expressões visuais, captadas e compreendidas por todos com grande facilidade. Estas frases, acrescentadas no meio de uma homilia ou de um discurso, têm um grande poder evocativo e mediático; são como a versão moderna das parábolas e imagens que Jesus empregava no seu tempo.

Igreja tem responsabilidade de propor filmes que ajudem a crescer na vida | VÍDEO |
Assistimos a um paradoxo: no momento em que mais filmes se realizam com sentido espiritual, verifica-se uma clara tendência do consumo para o cinema mais comercial. No entanto, a venda direta do cinema digital permite aceder a muitas películas mais simples e com pressupostos mais modestos, mas que têm grande significado do ponto de vista espiritual. Esta é uma responsabilidade que temos com os espetadores, para que confrontem as suas escolhas com sentido crítico e optem por filmes que os ajudem a crescer na sua forma de ver a vida. A di-versão não é verter-se para fora mas aprofundar para dentro.

Maria Filomena Molder fala das coisas «amargas» e «inesperadas» do Eclesiastes
“Lança o teu pão sobre as águas”, primeiro versículo do capítulo 11 do livro de Qohélet (Eclesiastes) é a designação de um ciclo de quatro conferências sobre o livro bíblico que Maria Filomena Molder vai apresentar no mês de março. «Qohélet não é o nome de ninguém. Na Vulgata passou a “Ecclesiastes”, aquele que reúne, congrega, chama à reunião. Que tem ele para nos dizer? Coisas amargas, que despertam a repulsa, coisas inesperadas e surpreendentes, coisas que se contradizem e não podem deixar de se contradizer. Nenhuma delas nos deixa indiferentes.»

A “sagrada” família de Rembrandt
É significativa a atmosfera realista desta pequena cena, mesmo no menino Jesus que dorme placidamente e que Maria quer proteger da luz com o pano que estende. A ternura do conjunto revela um aspeto “atualizante”: Rembrandt tinha experimentado mais de uma vez na sua vida a perda de um filho recém-nascido. O quotidiano continua a manifestar-se com a figura de José, concentrado no seu trabalho de carpinteiro. E é precisamente no seu gesto – como no de Maria – que se entrevê a dimensão teológica que o pintor queria atribuir ao retrato.

Cinema: “Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)” | VÍDEO |
Iñarritu descobre uma nova maneira de fazer cinema, realiza talvez a sua obra mais livre e sincera e desvincula-se das chantagens emocionais (“Biutiful”), atingindo com “Birdman”, estreado na abertura do 71.º Festival de Cinema de Veneza, o ponto mais alto da sua filmografia. Graças também à prestação do redivivo Michael Keaton e de todos os outros atores, de Edward Norton a Galifianakis, passando por Naomi Watts.

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