É novo » 1.1.2015

«É preciso defender os pobres, e não defender-se dos pobres», diz papa, que convida a exame de consciência no último dia do ano
Há alguns dias dizia um grande artista italiano que para o Senhor foi mais fácil tirar os israelitas do Egito que o Egito do coração dos israelitas. Tinham sido, “sim”, libertados “materialmente” da escravidão, mas durante a marcha no deserto, com as várias dificuldades e com a fome, começaram então a experimentar nostalgia pelo Egito, quando «comiam… cebolas e alhos». No nosso coração aninha-se a nostalgia da escravidão, porque é aparentemente mais reconfortante, mais do que a liberdade, que é muito mais arriscada. Como nos apraz cairmos na armadilha dos muitos fogos-de-artifício, aparentemente belos, mas que na realidade duram apenas poucos instantes. Este é o reino do momento.

Para que os velhos votos de Natal sejam novos todos os dias
A vivência do Natal pode e deve ser a inteligente oportunidade para escrever um capítulo novo na história da sociedade, da vida pessoal e familiar. Esta tarefa é urgente, pois existe uma lista de intermináveis desafios a serem superados – da corrupção endémica (…), passando pelas disputas e manipulações que encobrem malfeitos e arrogâncias de todo o tipo, até a perda lamentável do encantamento e da ternura, que sustentam o respeito pelo outro, em todas as circunstâncias. Os votos de Natal produzem efeitos, particularmente, quando o coração humano os traduz em propósitos a serem verdadeiramente assumidos.

Cultura do encontro marcou viagens internacionais do papa Francisco em 2014
O testemunho dos cristãos, muitas vezes pago com a própria vida, foi também uma dimensão que acompanhou Francisco nas suas deslocações: «Tanto na Coreia, onde a história da Igreja se caracteriza pelo martírio, na Albânia, onde o martírio em tempos recentes, sob o comunismo, foi muito forte, como no Médio Oriente, onde o martírio é também a realidade atual». «O papa encontra esta realidade e recorda-nos a importância desta dimensão na vida da Igreja de todos os tempos, e também no nosso.»

Deus é um ninho onde encontramos abrigo e repouso
Erguendo o olhar para o alto, descobriremos que Deus não impõe a sua presença, mas oferece-a como possibilidade de relação. Pertence a nós, aos nossos ouvidos, à nossa boca, ao nosso coração, dizer o sim que nos abre à sua presença. Só então saberemos que o seu Reino não contempla cetros ou ordens, não possui exércitos e não declara guerras. A omnipotência que o sustenta é aquela fragilíssima do amor que acolhe.

Papa assinala 450 anos do Rio de Janeiro com vídeo na Praia de Copacabana durante passagem para 2015
Os 450 anos do Rio de Janeiro, cidade fundada pelo português Estácio de Sá, vão ser assinalados pelo papa Francisco em vídeo que será transmitido nos ecrãs gigantes instalados na Praia de Copacabana durante a passagem de 2014 para 2015. Na mensagem, o papa, que visitou a antiga capital do Brasil na sua primeira viagem internacional para participar na Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013, felicita o Rio de Janeiro pelo aniversário, que ocorre a 1 de março.

«Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração»: Primeiro Evangelho de 2015 | IMAGEM |

Mensagem do papa para o Dia Mundial da Paz: Não podemos ser cúmplices da escravidão nem fugir do sofrimento
A mensagem envolve vários setores da sociedade: as mulheres, para que seja reconhecido o seu papel social; as empresas, a fim de que garantam aos seus colaboradores um trabalho digno, salário adequado e cadeias de fabrico e distribuição de bens e serviços livres do tráfico. «Há alguns de nós que, por indiferença, porque distraídos com as preocupações diárias, ou por razões económicas, fecham os olhos. Outros, pelo contrário, optam por fazer algo de positivo, comprometendo-se nas associações da sociedade civil ou praticando no dia-a-dia pequenos gestos como dirigir uma palavra, trocar um cumprimento, dizer «bom dia» ou oferecer um sorriso; estes gestos, que têm imenso valor e não nos custam nada, podem dar esperança, abrir estradas, mudar a vida a uma pessoa que tateia na invisibilidade, e mudar também a nossa vida face a esta realidade.»

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