É novo » 2.12.2014

A declaração do “cante” como Património imaterial da Humanidade
Na decisão favorável da UNESCO pesou o contributo do “cante” para a solidariedade e fraternidade entre as pessoas. De facto, assim é: não conheço em Portugal, ao nível do canto popular, outro que aproxime tanto as pessoas. Vê-se nele claramente o esforço de cada um associado ao esforço de todos. O cante, tal como é executado, transmite bem a ideia de fraternidade: quando cantam desfilando, os homens fazem-no abraçados uns aos outros, reforçando o sentido de grupo e moldando a relação entre eles.

“Os católicos e o 25 de Abril”: Mais de 30 autores recordam ação da Igreja na transição para a democracia
O número de católicos nobremente empenhados no fim da ditadura e pugnando pelos ideais da liberdade foi-se também incrementando, de forma significativa, ao longo dos anos, sobretudo depois de 1958. Porém, vem de muito mais longe a génese da oposição ao regime anterior por parte dos católicos. Convirá referir, no entanto, que “católico” não era, nem é, sinónimo de Igreja hierárquica, ela própria refém de contradições, dividida entre uma vassalagem dócil ao regime e as corajosas denúncias dos excessos salazaristas, as quais viriam a valer 10 anos de exílio ao então bispo do Porto.

O espiritual no desenho | VÍDEO |
Caminho e despojamento, Bíblia e pantógrafo: 2.º retiro de Diários Gráficos na “Casa Velha”, Ourém, orientado em outubro de 2014 por Mário Linhares.

Restauração da Independência de Portugal: Os difíceis tempos da Igreja antes e após 1640
Com a dominação filipina [a partir de 1580] instaurou-se um novo período na vida política que teve evidentes repercussões nas relações entre a Igreja e o Estado. Este ciclo, que se prolongará por 60 anos, durante o qual o prestígio e a influência de que até então Portugal gozava na capital do mundo católico foram abalados, teve duas fases distintas. A primeira, durante o governo de Filipe I (1581-1598), em que o monarca busca em Roma e em dignidades da Igreja portuguesa apoios para a sua causa, não tomando quaisquer medidas que pudessem suscitar a animosidade do clero, numa conjuntura em que a política filipina ia no sentido de criar consensos em volta da sua legitimidade à posse da coroa. A segunda, que se inicia com a subida ao trono de Filipe II e que se encerrará em 1640, pautou-se por um conjunto de posições antirromanas e de ataque a privilégios da Igreja.

Concertos de Natal regressam às igrejas de Lisboa
A edição de 2014, maioritariamente em igrejas da capital, revela «uma profusão de espaços» e «o riquíssimo património eclesiástico da cidade em que arte e espiritualidade convergem numa programação musical de exceção, pela diversidade estilística e temporal das obras que integra, pela elevada qualidade musical dos seus intérpretes», sublinha a nota de apresentação da iniciativa. Conheça o programa.

O espírito do Natal
Numa tira de banda desenhada publicada recentemente, uma criança contava a uma amiga que, para este Natal, tinha pedido aos seus pais que não lhe oferecessem presentes, mas antes “espírito natalício”, e que eles tinham ficado desconcertados, sem entender nem saber o que fazer. A mensagem pareceu-me muito acutilante, e certamente coloca-nos a pergunta: o que é o espírito natalício? Dá a impressão de que para responder haveria que fazer uma corrida de obstáculos através de muitos impedimentos, entre outros os que nos impõe o acelerado consumismo de fim de ano.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
Escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e revelaste-as aos pequeninos.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Lançamento de cancioneiro e CD: “A Igreja é do povo e o povo é de Deus”
Letra de poetisas de Ribeira Seca, Machico, Madeira; música do P. José Martins Júnior
Apresentação: Fr. Bento Domingues, op
18h30
Associação José Afonso

Porto
Cinema: Ciclo “Pessoas de causas”
À procura de Sugarman
Casa Diocesana de Vilar
21h00
Organização: Pastoral Universitária

Porto
Documentário: A Igreja algures
2.ª parte: A caridade
Introdução de António Almiro Mendes
Centro de Cultura Católica (Casa da Torre da Marca, R. D. Manuel II, 286)
21h00-22h00
Entrada livre

Porto
Debate: Deus na era da ciência
Anselmo Borges, Carlos Fiolhais, Javier Monserrat (Universidade Autónoma de Madrid)
Fundação Cupertino de Miranda (Av. Boavista, 4245)
21h30

Lisboa
Debate: E a leste?
José Milhazes, Henrique Monteiro
Casa-Museu Medeiros e Almeida
21h30-23h00
Entrada livre

Anúncios