As lojas que vendem vento…

Hoje, do meu mundo, sobra-me a minha cidade, sobra-me um espaço onde cada vez mais me perco no vozear estonteante de messias desejados, de virgens mais castas que a casta Susana, a gritar inocência, que se vão passeando pelas lojas, pelas tais lojas que vendem vento, com nomes sonantes e tudo! Não, não fui eu, não fomos nós… foram eles… sempre eles, os outros, os sem nome, os inomináveis, eles sim… são os culpados… nós não, nunca! Hoje, na minha cidade, sobra-me o fastio do centro comercial, atafulhado de miríades de cores e de provocações. Cheios! Cheios até mais não poder ser de lojas que vendem vento, como se não houvesse amanhã! Continuar a ler…

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