A Presença do Corpo na tela: Helena Almeida e a “TEla Rosa para Vestir”

«Olhamos para o corpo e o corpo termina de repente nos pés, nas mãos. Acaba ali. Porque é que estou cingida a esta forma?» (Helena Almeida, 2006). Helena Almeida (1934), apresentou em 1967, na Galeria Buchholz, um conjunto de trabalhos que, apesar de serem expostos como pinturas, porque penduradas na parede, davam a ver aquilo que tradicionalmente não se vê: o lado de trás, as costas da tela. Helena Almeida questionou desde cedo, o espaço da pintura e denunciou uma preocupação em transcender a fisicalidade da superfície/espaço da pintura. É um percurso que aqui se inicia: a tela torna-se primeiro objeto manipulável até se tornar corpo – uma tela habitada. Continuar a ler…

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