Perdulários da cidadania

Quem reclama direitos cívicos não pode esquecer-se dos deveres correspondentes. Não há bons cidadãos sem o cumprimento das leis. Os abstencionistas crónicos são cidadãos passivos. Assim, perdem força moral para escolher os bons políticos ou para expulsar os maus, como já defendia, há vinte e cinco séculos, Aristóteles na democracia ateniense. Quem se abstém deixa os seus créditos por mãos alheias e em risco de quem os malbarate. A abstenção pode tornar-se um vírus perigoso que contamina a democracia. Admitindo que a abstenção é um mau sintoma da saúde cívica e política, convir-nos-ia saber se o que está realmente em causa é a descrença na política, o descrédito nos partidos ou a fraqueza das instituições e a fragmentação da democracia representativa. Por favor, não nos cansemos de ser bons cidadãos! Continuar a ler…

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