Passos & Passagens da “Via Crucis” de Kcho

A “Via Crucis” de Cristo ganha pendor universal e condivisível se intrínseca à condição humana. Não a partir de uma retórica do triunfo, de palavras dogmatizadas em formulações internamente coerentes, mas a partir da condivisão do drama com todos os humanos. Da kenose, precisamente, que é uma estética da incarnação, ou escato-estética profética do tempo. Esta “Via Crucis” poderia ser sintetizada na feliz expressão “teologia dos três dias” do teólogo suíço Hans Urs von Balthasar. A universalidade do cristianismo e da sua proposta de salvação para os humanos ou toca a existência ou torna-se irrelevante. O último grito de Cristo na cruz é a expressão de que a morte não silencia a voz de Deus, que continua a suscitar uma justiça dos afetos divinos como a condição de toda a justa afeição humana. É a desvinculação desta intrínseca relação que provoca a vontade de poder como vontade de domínio sobre os outros ou do exercício piedoso da “caritas dei” sem Deus e sem humano! Continuar a ler (com vídeo e imagens)…

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