Porque é que o papa Francisco pode ser o melhor político no mundo

É difícil sustentar que o papa Francisco não seja o melhor político no mundo após a sua viagem à Terra Santa neste último fim de semana. Em cinquenta e cinco horas, o septuagenário bispo de Roma visitou três países, pronunciou quinze discursos, plantou duas árvores e manteve uma conferência de imprensa revolucionária de quarenta e cinco minutos. Com um fim de semana cheio de momentos de sucesso, poderia parecer algo ousado afirmar que algum se destacava entre todos. Mas se há um que terá um impacto duradouro na região, foi a surpresa dominical do papa Francisco. Enquanto celebrava a missa ao ar livre em Belém, Francisco, inesperadamente, convidou o presidente israelita Shimon Peres e o presidente palestino Mahmoud Abbas a irem ao Vaticano, em junho, para um encontro de oração e de diálogo. No espaço de uma hora, ambos aceitaram. Reduzir o encontro de junho a um ato meramente simbólico significaria não compreender o papel que a religião pode e deve desempenhar ao enfrentar questões políticas e éticas difíceis. Ao longo da história do mundo, profetas religiosos navegaram criativamente através de situações tensas para fazer avançar a paz e a justiça. Continuar a ler…

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