Insubstituível palavra

Sem o livro de Job, o Cântico, os Salmos, o Evangelho de Lucas, o livro do Génesis, a arte, a poesia e a literatura seriam bem diversas; seriam certamente menos belas e mais pobres de palavras. Na base da força da Bíblia – incluindo a força poética – está uma radical, incondicional, absoluta fidelidade à palavra, muito difícil de entender para os leitores do nosso tempo, mas também para nós decisiva. O nosso tempo atravessa uma profunda noite da palavra e das palavras e, por isso, corre o risco de morrer afogado num mar de tagarelice, de chat, de sms. Temos absoluta necessidade de nos reconciliarmos e de reencontrar a palavra e as palavras, a sua seriedade e responsabilidade. Para este novo encontro, uma grande e decisiva ajuda poderá vir-nos de escutar e frequentar os poetas. Eles são essenciais para a vida porque criam, fazem viver as palavras e defendem-nas da morte. São essenciais sobretudo nos tempos sem palavra – e por isso sem palavras – que vivemos. Continuar a ler…

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