Cinema: “A mãe e o mar”: Com o espanto e encanto de quem descobre um tesouro

Prestes a chegar ao circuito comercial nacional, “A mãe e o mar” é o mais recente filme do português Gonçalo Tocha. Apresentado pela primeira vez em fevereiro de 2013 no prestigiado Festival Internacional de Cinema de Roma, o documentário passaria em julho pelo Festival de Curtas de Vila do Conde, seguindo em fevereiro deste ano para o MOMA (Museu de Arte Moderna), Nova Iorque, integrado no Festival Internacional de Cinema e Média de não Ficção. “A mãe e o mar” retoma a delicadeza do realizador no diálogo que estabelece com uma realidade, no caso única na costa portuguesa – a das mulheres “pescadeiras”, algumas com carta de arrais (mestres de embarcação), e da sua relação com o mar. Na praia de Vila Chã, Vila do Conde, uma forma de vida e uma paixão evocada e ainda assumida por Glória, a única “pescadeira” da atualidade. Um encontro íntimo, desvendado com o espanto e o encanto com que se descobre um tesouro, filmado e montado com a sensibilidade capaz de nos transportar para um universo desconhecido com tal proximidade que nos impregna, sem quase darmos por isso, do mesmo sentimento de pertença que uniu e une, anos a fio, aquelas mulheres e aquelas famílias aquele mar. Continuar a ler (com vídeos e imagens)…

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