As mulheres e a desigualdade: Que caminhos?

A par do tradicional papel de esposas e mães, o regime democrático comportou uma dignificação social da mulher. Mas apesar da importante redução das assimetrias que essa dignificação social comportou, a desigualdade de género permanece, já que as mulheres continuam a ter uma presença bastante inferior à dos homens nos lugares de decisão, sendo frequentemente constrangidas por decisões nas quais a sua voz não se faz ouvir. Como reduzir simultaneamente a desigualdade de género e a desigualdade de classe e de “etnia”, de modo a construirmos uma sociedade verdadeiramente inclusiva, justa e representativa? Estaremos verdadeiramente dispostos a lutar pelos direitos de (todas) as mulheres? Como reduzir o fosso que ainda separa homens e mulheres, mas também mulheres ricas e mulheres pobres, mulheres portuguesas e aquelas que não o são? E como é que a Igreja pode (e deve?) contribuir para a redução deste fosso, sendo que a radiografia que se faz para Portugal também se aplica, por vezes com maior propriedade, à Igreja (sobretudo se atendermos aos muitos impedimentos que as mulheres enfrentam dentro da comunidade eclesial)? Continuar a ler…

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