Vasco Graça Moura: A Páscoa bonita de um descrente

A missa de sétimo dia por alma de Vasco da Graça Moura (1942-2014) foi celebrada, a pedido da família, na igreja da Foz do Douro, sua terra natal e onde foi batizado. O poeta, ficcionista, ensaísta, dramaturgo, cronista e tradutor deixou um vasto património cultural que lhe dá uma réstia de imortalidade na memória dos portugueses. No seu belo poema “Domingo de Páscoa”, confessa-se «descrente empedernido», mas lembrando que o compasso, ao anunciar o Ressuscitado, de casa em casa do casario da Foz Velha, era «bonito, tocante, familiar, colorido, matinal e sempre esperado». Na missa da Foz, familiares, amigos e admiradores recomendaram Vasco Graça Moura à largueza do Espírito misericordioso de Deus. Depois da proclamação, escuta e meditação da Palavra de Deus, tive a oportunidade e o prazer de ler três poemas seus que refletem a qualidade da sua arte e ouvi mais dois, lidos com a emoção de familiares. Ficamos com a sensação de elevar até Deus símbolos ricos da criatividade do Vasco Graça Moura, imagens visíveis do verdadeiro Deus invisível e indizível. Continuar a ler…

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