Ao ritmo das Horas: Em visita a um mosteiro cisterciense

«Velar-se do mundo», pelos lugares de clausura e pelas horas de silêncio, significa a consciência de que o mais importante e essencial da vida acontece no silêncio e na clausura, num mundo onde predomina o mediático, onde só é o que é visto e mostrado, onde até a celebração do Lava-Pés acontece com câmaras de filmar, de fotografar e de registar. Os monges não se mostram, não fazem questão de mostrar o que fazem, nem gostam de falar de si: por isso o mundo (inclusive o mundo dos cristãos) muitas vezes não os compreende. E eles aí estão: gostam de conversar, e conversam com quem os visita, mas não encharcam os ouvidos de quem os escuta; preferem até ser eles a escutar (e quanto poderíamos aprender com esta sabedoria, mesmo no âmbito da chamada «nova evangelização»). Os monges não têm «atividades» ou «programas» planeados para quem os visita, além de proporcionarem o silêncio, a beleza natural do espaço em que vivem e do qual cuidam, e os seus próprios momentos de oração – nos quais convidam todos a participar, mas sempre na condição de «cada um participar do modo que lhe parecer mais útil». Continuar a ler…

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