A poesia «divide-se em quem faz os poemas com palavras vazias e quem o faz com palavras densas, pesadas de vida»

«a poesia é um estado de transe/ a poesia é um estado com Deus/ quando tem hora em que Deus nos visita/ a casa se enche de tudo quanto/ Deus carrega consigo no seu útero». Estará a poesia a caminhar para a mudez? «Não acho. Os poetas têm tanto a dizer. Caminhamos é para a surdez completa da sociedade, que não dá mais nenhum valor para a poesia, que não quer pensar, que tem medo de olhar para dentro das coisas e de si mesma. Mas eu não acho que os poetas vão parar de escrever por isso. Tantos poetas foram totalmente ignorados, outros ridicularizados.» «Quanto mais a sociedade marginaliza a poesia, mais precisa dela. Marginaliza porque não quer pôr em discussão a sua organização injusta, as suas leis rígidas e mecânicas, onde só a economia, o mercado contam e decidem os parâmetros e as possibilidades de vida de milhões de pessoas. Você já viu algum economista que é poeta? Eu até gostaria de conhecer um.» Entrevista e cinco poemas de Vera Lúcia de Oliveira. Continuar a ler (com imagens)…

Anúncios