Papa Francisco aponta caminhos para a comunicação da Igreja: Silêncio, diálogo, proximidade

A proximidade física mais do que digital, o silêncio, a reflexão crítica e, uma vez mais, a convicção de que a escuta da diferença e o diálogo devem ser linhas orientadoras para a Igreja católica são algumas das prioridades enunciadas pelo papa Francisco na sua primeira mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais. «Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros», indica. Francisco acentua que «o testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana». À Igreja «não basta circular pelas “estradas” digitais, isto é, simplesmente estar conetados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Continuar a ler…

Dia Mundial da Criança: «Todas as crianças são importantes, todas!»

Se ser criança é tão importante, então todas as crianças são importantes, todas as crianças são importantes, todas! Não pode nem deve haver crianças abandonadas. Nem crianças sem lar. Nem meninos e meninas de rua. Não pode nem deve haver crianças usadas pelos adultos para a imoralidade, para o tráfico de drogas, para as pequenas e grandes infrações, para a prática do vício. Continuar a ler (com imagens)…

Papa Francisco recebeu crianças em risco de abandono escolar

O papa Francisco recebeu hoje, no Vaticano, cerca de 500 crianças em risco de abandono escolar, em iniciativa organizada pelo segundo ano consecutivo pelo Átrio dos Gentios, plataforma da Igreja para o diálogo entre crentes e não crentes coordenada pelo Pontifício Conselho da Cultura. Parte das crianças frequentam escolas dos arredores de Nápoles, tendo viajado até ao Vaticano em comboio reservado para o efeito, enquanto outras estão inscritas em estabelecimentos de ensino da periferia de Roma. «Agradeço-vos esta visita, estou contente por vos encontrar todos juntos, estou muito contente», disse Francisco, citado pelo site “Vatican Insider”, a que as crianças responderam: «Também nós». No fim do encontro pontuado pela alegria e pela música, o papa rezou pelas crianças: «Agora dou-vos a bênção, agora pedirei ao Senhor por vós, para que faça de vós meninos e meninas, rapazes e raparigas, homens e mulheres que levem por diante o amor». Continuar a ler (com imagens)…

Intervenção de Francisco Sarsfield Cabral ao receber o Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes

Quando pretendem justificar a transmissão de programas degradantes mas de grande audiência os patrões das televisões têm na ponta da língua uma resposta: nós até nem gostamos destes programas, mas o público gosta… O “tele-lixo” é, portanto, democrático. Se a maioria dos telespectadores preferisse ópera, com certeza que as estações de televisão transmitiriam ópera. O que há a fazer, então, é tentar mudar o gosto do grande público. Ou seja, resolver o problema pelo lado da procura, não pelo lado da oferta, rejeitando quaisquer tentações censórias. Não é fácil, leva tempo, mas é o caminho. Que implica um esforço para ensinar as pessoas a lidar com a comunicação social. Nas escolas deveria ser explicada, por exemplo, a linguagem televisiva e as ilusões que ela é susceptível de criar em quem estiver desprevenido. Continuar a ler…

Mensagem de D. Pio Alves na entrega do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes a Francisco Sarsfield Cabral

Não é raro que à comunicação social, com maior ou menor razão, se etiquetem juízos como «superficial», «plana», «apressada» ou «sem substância». O Dr. Francisco Sarsfield Cabral não é certamente o único, mas é um ativo representante de um jornalismo diferente, um jornalismo profundo, reflexivo e preparado, que acredita naquilo que nos é recordado pelo Concílio Vaticano II, no Decreto Inter Mirifica: que só uma informação «objetivamente verdadeira» e «íntegra» «facilita aos homens um conhecimento mais amplo e contínuo dos factos, de tal modo que pode contribuir eficazmente para o bem comum e maior progresso de toda a sociedade humana». Continuar a ler…

Fernando Ulrich afirma que «mercado» não chega para resolver desemprego, elogia portugueses e critica papa

O presidente do banco BPI afirmou hoje em Fátima, na 10.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que é preciso mais «voluntarismo» para atenuar a «grande chaga» do desemprego, porque o «mercado» não chega para essa tarefa. Depois de salientar que o emprego «tem de ser partilhado», Fernando Ulrich lamentou a falta de entendimento em Portugal sobre a falta de trabalho: «Choca-me que sendo este o problema mais grave que o país tem, nunca nos sentamos à mesa para encontrar soluções, porque o mercado não chega. Temos de ser voluntaristas». Referindo-se à austeridade, o responsável disse que não encontra alternativas substancialmente diferentes daquelas que o Governo decidiu: «Foi muito duro para muita gente, mas não sei como é que, na globalidade, se podia fazer de maneira diferente»: «Fosse qual fosse o primeiro-ministro, teria feito exatamente a mesma coisa, com um outro ajustamento». Na mesa redonda com Marçal Grilo, intitulada “O estado da arte da nossa Democracia”, o bancário disse que compreendia as posições do papa quanto à economia, mas preferia que os apelos do papa fossem mais mobilizadores do que denunciadores. Continuar a ler…

Papa Francisco: Vida cristã nem sempre é uma festa, mas é preciso nunca perder a fé e a alegria

A vida cristã implica momentos e períodos de medo, como aconteceu com o próprio Cristo e os apóstolos, mas a certeza da fé e a alegria que ela traz é mais forte do que todo o temor, frisou hoje o papa Francisco, na missa a que presidiu no Vaticano. «Acontece a todos nós na vida um pouco de medo», e nessas ocasiões pergunta-se por vezes se «não seria melhor baixar um pouco o nível e ser um pouco menos cristão e procurar um compromisso com o mundo», afirmou o papa, citado pela Rádio Vaticano. «Devemos dizer a verdade: nem toda a vida cristã é uma festa. Nem toda! Chora-se, muitas vezes chora-se. Quando estás doente; quando tens um problema na família com o filho, com a filha, a mulher, o marido; quando vês que o salário não chega ao fim do mês e tens um filho doente; quando vês que não podes pagar o empréstimo da cada e tens de ir para a rua. Tantos problemas, tantos que temos. Mas Jesus diz-nos: “Não tenhais medo”, apontou. Continuar a ler…