O aniquilamento de Cristo, caminho a seguir

Cristo aniquila-se a Ele mesmo: do verbo grego que significa «esvaziar», «despojar» vem o termo “kénose”. Este aniquilamento consiste, em primeiro lugar, na incarnação: tornar-se limitado e mortal, colocar-se num estado de inferioridade em relação ao Pai. Cristo permanece Deus, mas a glória que a divindade lhe valia por direito, e que deveria normalmente sobressair na sua humanidade – a Transfiguração foi a manifestação do estado normal dessa realidade -, Ele escolheu privar-se dela para a receber apenas do Pai como preço do seu sacrifício. Paulo não faz especulações dogmáticas. Propõe-nos um exemplo de humildade para nossa imitação. Um exemplo que vai contra o espírito de aquisição e egoísmo que visa sempre o meu engrandecimento e o sucesso exterior, que é o do homem velho em cada um de nós. Cristo convida-nos à pobreza de coração, à despossessão radical em radical em relação aos nossos “direitos”, ao dom gratuito, à humildade da obediência à vontade do Pai. Continuar a ler…

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