Rezar: Humildade, comunhão, amor

A primeira coisa necessária é admitir a nossa debilidade. Devemos comportarmo-nos como o publicano da parábola evangélica que reza como é na verdade, que se apresenta a Deus sem máscaras, mas reconhecendo a própria qualidade de pecador (Lucas 18, 13). Não só as suas palavras («ó Deus, tem piedade de mim, o pecador») são um modelo para nós, mas é-o sobretudo a sua disposição interior: apenas quem é capaz de uma atitude humilde, pobre, mas realíssima, pode estar diante de Deus aceitando ser conhecido por Deus por aquilo que verdadeiramente é. De resto, nós conhecemo-nos de modo imperfeito, pelo que o que conta é sermos conhecidos por Deus. Pedir o Espírito Santo é a prece prioritária e absoluta, porque nela tudo está incluído; o próprio Jesus assegurou-nos que esta oração é sempre escutada pelo Pai: «Se vós que sois maus sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai celeste dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem». Eis, então, o diálogo, ou melhor ainda, o dueto, a comunhão… Não se trata de negar o peso do nosso pecado, de esconder a nossa miséria, mas de transcender o conhecimento que temos de nós mesmos, a favor do conhecimento que Deus tem de nós. Continuar a ler…

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