Catolicismo e arte sacra: Evocação de Bento XVI no seu 87.º aniversário

A Encarnação significa, em primeiro lugar, que Deus, o invisível, entra no espaço do visível, para que nós, que somos presos à matéria, o possamos reconhecer. Neste sentido, a Encarnação foi desde sempre incluída tanto nos atos da salvação da História como no falar sobre Deus. Mas o ato de descer de Deus tem a missão de nos envolver num processo de elevação: a Encarnação visa a transformação através da cruz e do corpo novo da ressurreição. Deus procura-nos, onde nós estamos, não para permanecermos no sítio onde nos encontramos, mas sim para nos excedermos e irmos para Ele. Consequentemente, uma redução da figura de Cristo ao «Jesus histórico» que pertence ao passado, falha tanto o significado da sua figura como o da Encarnação. Não podemos ficar desprovidos de sentidos, havemos de os abrir o mais possível. Só estamos a ver bem Cristo, dizendo como Tomé: «Meu Senhor e meu Deus.» Continuar a ler…

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