A fé alimenta-se de poesia

«O que eu não me revejo é num conformismo. É em ser mais um, em ser mais uma voz, nesta mecânica de homogeneização e de repetição, a que uma certa cultura e que um certo sistema dominante nos obrigam. Nisso não me revejo.» Em entrevista publicada no primeiro número da revista “Estante”, editada pela Fnac, o padre José Tolentino Mendonça sublinha que a fé alimenta da «pobreza extrema» que é a poesia. «No fundo, o estar sempre a começar. Cada poema é um início. Como o estar sempre perante o branco, perante o silêncio, perante o não saber. E recomeçar. A fé alimenta-se muito disso, porque a fé não é o acumulado do ontem, mas é viver no aberto da esperança e do corpo, do nascer e do morrer, do amor e da fragilidade. E no fundo a escrita treina-me para a sucessão de começos que a vida é nas suas várias dimensões.» Continuar a ler…

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