Leitura: “D. José Policarpo, uma voz tranquila no palco da democracia”

«Só há dois momentos na História do País que são equivalentes ao 25 de Abril, em termos da grandiosidade de mudança de horizontes: o processo da Independência, no século XII, e o ciclo das Descobertas.» Estas palavras foram proferidas por D. José Policarpo (1936-2014), anterior cardeal-patriarca de Lisboa, em entrevista que concedeu aos jornalistas António Marujo e Jorge Wemans em 1999, 25 anos após a revolução que assinalou a passagem da ditadura para a democracia em Portugal. A conversa, originalmente publicada sob o título “Igreja e democracia”, foi recentemente reeditada pela Paulinas Editora, no volume intitulado “D. José Policarpo – Uma voz tranquila no palco da democracia”. «Ao reeditar, por ocasião da sua morte, esta longa entrevista a D. José Policarpo, demo-nos conta da densidade dos quinze anos que nos separam daquele fim de milénio em que ela foi realizada e de como, nessa década e meia, a figura do nosso entrevistado se foi confirmando e conformando», escrevem os dois jornalistas na «Advertência» que abre o livro. Na data em que passam 30 dias sobre a morte de D. José Policarpo (12.3.2014), evocamos a sua figura com dois excertos do volume relativos às incidências da cultura no catolicismo e na sociedade, bem como sobre o que foi feito e o que falta fazer após a “Revolução dos Cravos”. Continuar a ler…

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