É novo » 1.4.2014

Leitura: “Jesus, uma boa notícia”
«Identificar Jesus com um conjunto de valores é uma forma muito comum de nos referirmos a ele, entre crentes e até entre não crentes. Trata-se, no geral, de um discurso bastante linear, capaz de gerar amplos consensos à volta de uma figura que desperta os melhores sentimentos. Já bem diferente é o que acontece quando se introduz a questão da possibilidade de uma relação com Jesus vivo, aqui e agora. Entrando no campo específico da fé, não tardam a aparecer as resistências. Que não crentes reconheçam a genialidade humana de Jesus, bem presente no sentido que atribuem aos valores que presidem à sua vida, e que aí colham um exemplo inspirador para o seu viver, só pode ser acolhido pelos cristãos como um sério apelo à autenticidade da sua experiência de fé.» “Jesus, uma Boa Notícia”, do monge cisterciense Carlos Maria Antunes (“Atravessar a própria solidão”, “Só o pobre se faz pão”), e de Gustavo Sousa Cabral, formado em Ciência Religiosas, é a primeira obra editada pela Livraria Fundamentos, em Braga, de que apresentamos um excerto.

Arte é nostalgia de Deus | IMAGENS |
A arte de Mira Schendel «constrói-se como ardente indagação» do «invisível» que atravessa «profundamente»a humanidade e «dos seus processos lentos ou vertiginosos, impercetíveis ou nomeáveis».O «patamar de compreensão» de Mira é este: «Quando nos abandonamos ao silêncio, ele revela-se, torna-se visual. O processo de criação mais não visa do que essa forma de transparência. A irradiação do silêncio age sobre o observador, metamorfoseando tudo em seu redor, dissolvendo as fronteiras entre linguagens, superando a distinção entre material e imaterial, entre direito e avesso, dentro e forte». «A obra de arte é, para usar palavras de Mira, “uma ponte. Temos de atravessá-la. Não fugir dela, não morar nela”. A única habitação real e verdadeira é o próprio acontecer.» O Museu de Serralves, no Porto, apresenta até 24 de junho a primeira grande exposição em Portugal de Mira Schendel, para quem Arte é nostalgia de Deus, não precisa pintar aquilo que se vê, nem aquilo que se sente, mas aquilo que vive em nós»

Impor ou servir?
O evangelho de São Marcos identifica a tentação que tem minado a Igreja ao longo dos tempos. Nada de muito original: para satisfazer a ambição do poder, a vontade de mandar, é preciso saber construir uma carreira e intervir no momento exato. A narrativa não podia ser mais clara. Quando se pergunta que pode a Igreja fazer pela paz, pressupõe-se uma situação grave, atravessada por conflitos nacionais ou internacionais. Não deve tentar substituir o que pertence aos caminhos da política. Mas, sabendo o que perverte as relações económicas, políticas e sociais, tem de mostrar pela sua vida, pelo seu comportamento, pela transformação do poder de dominar em serviço, no seu interior, que existem alternativas ao modo como são governadas as nações. A igreja tornar-se-ia, desse modo, fermento, sal da terra e luz do mundo.

Papa Francisco apela à conversão dos cristãos «turistas existenciais»
O papa Francisco identificou esta segunda-feira três categorias de crentes: cristãos que confiam nas promessas de Deus e o procuram e seguem, aqueles que vivem estagnados, e os que estão convencidos de que fazem progressos mas não são mais do que «turistas existenciais». A essência da vida cristã é «caminhar para a promessa», mas para muitos crentes este é um horizonte longínquo: «Sim, creem que haverá o Céu e tudo ficará bem. Está certo que acreditam nele, mas não o procuram. Cumprem os mandamentos, os preceitos, tudo, tudo, mas estão parados». Destes cristãos, acrescentou Francisco, Deus «não pode fazer fermento no seu povo porque não caminham», o que constitui «um problema». Há também os crentes que se equivocam nas suas opções e que persistem no erro: «Todos nós algumas vezes errámos a estrada, sabemo-lo. O problema não é errar a estrada; o problema é não regressar quando se dá conta do erro».

Jacinto Lucas Pires e Gonçalo M. Tavares conversam com o público na livraria da Universidade Católica
A livraria da Universidade Católica, em Lisboa, promove em abril a terceira edição do “Todos à Uma”, iniciativa «de contacto direto com grandes autores», que começa esta quarta-feira com Jacinto Lucas Pires. Neste dia, nove das obras do autor, entre as quais “Perfeitos milagres”, “Sagrada família”, “Para averiguar do seu grau de pureza” e “Arranha-céus”, estão à venda com 20% de desconto. Das 13h00 às 13h15 são «15 minutos de paragem, 15 minutos de conversa, de cultura, de conhecimento» no piso 0 do edifício da Biblioteca João Paulo II, realça o site da instituição.

José Tolentino Mendonça abre 8.ª Conferência do Turismo da Madeira
O diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, que fala sobre o tema “A cidade do Funchal: um olhar”, é o responsável pelo discurso principal da sessão de abertura do encontro. «Um dia, que esperamos não muito distante, a imagem desta baía em ruínas, soterrada hoje em lama e pranto, há-de dar lugar, de novo, à paisagem verdadeira. Passaremos deste inverno intransigente e funesto à clemência de uma estação que devolva ao Funchal a sua luz. As buganvílias voltarão a estender placidamente sobre as ribeiras os seus braços brancos, rosa, cor-de-vinho; a árvore de fogo do Largo do Colégio levantará mais alto o seu deslumbre; os Jacarandás repetirão o assombro colorido; as Tipuanas desdobrarão, nos inícios de Junho, um incrível tapete amarelo frente a São Lourenço ou na subida de Santa Luzia. Esperamos que, num tempo não distante, se possa reconhecer, de novo, a limpidez do traçado atlântico do centro, as ruas confusamente populares, o arabesco do mercado, o mesmo desenho de cheiros, a mesma mescla de sonoridades, o brando silêncio que nas praças tem o seu quê de familiaridade tímida, quase cerimoniosa.»

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Queres ser curado?»

Agenda para hoje

Porto
Documentário: O rosto de Jesus na arte
Centro de Cultura Católica (Casa da Torre da Marca, R. D. Manuel II, 286)
21h00
Entrada livre

Lisboa
Ciclo de conferências “A fé em crise”
Acredito ou não acredito?
Ana Maria Caetano
Paróquia de S. Tomás de Aquino
21h00

Anúncios