É novo » 21.3.2014

Policredos: Observatório da Religião no Espaço Público lança boletim trimestral
A convicção «de que a religião continua a despertar o interesse da opinião pública» está na base da criação do “Policredos: Observatório da Religião no Espaço Público”, ligado ao Centro de Estudo Sociais da Universidade de Coimbra e da Universidade Fernando Pessoa. «Sistemas de valores, instituições, grupos, religião na esfera privada e na esfera pública, secularização, pós-secularização, multiculturalismo, religião e identidade, papéis da religião na dinâmica sociopolítica das sociedades, lugares de emancipação e lugares de opressão, experiências alternativas – tudo isto são temas na ordem do dia não só no contexto europeu, mas também no contexto global», assinala a nota de apresentação do projeto. O “Policredos” pretende abordar as relações complexas entre política, religião e cultura à escala global, ainda que concentrando-se particularmente em contextos do Sul da Europa e na articulação dos mesmos com a fronteira externa com a África e o Islão, bem como com a América Latina», lê-se no site da plataforma.

Pobreza escandalosa e pobreza virtuosa
Pertence à verdade da Igreja ser radicalmente pobre. Nasce e alimenta-se da graça divina nas expressões da história humana, segundo a diversidade das culturas e tradições religiosas. Nas comunidades cristãs tudo é fruto de um dom para que cultivem a gratuidade nos serviços que prestam à sociedade: recebestes de graça, dai de graça. As comunidades cristãs não são a salvação, mas sacramento, sinal e instrumento da salvaguarda e da cura da natureza. O alfa, o ómega e o coração do mundo é o Mistério infinito no qual vivemos, nos movemos e existimos. A Igreja existe para nos acordar para o essencial. É desejável que, no seio das comunidades cristãs, muitas pessoas se dediquem, com todo o afinco, a cultivar ciências, artes e sabedorias para produzir e distribuir, da forma mais justa e mais respeitadora da natureza, tudo o que torna a vida humana mais digna de ser vivida.

A primavera está por toda a parte. Até em nós?
Certamente a voz da primavera não nos deixa indiferentes: ela há de sempre sobressaltar-nos. Mas olhamos para ela com mais nostalgia do que com esperança. Contemplámo-la à distância. Ou então defendemo-nos dela como podemos, fingindo não perceber o que significa. No fundo de nós mesmos, consideramos que a primavera já não é para nós. E no nosso coração andamos às voltas com aquela pergunta que também a Bíblia conserva e que não temos paz enquanto não conseguirmos responder: «Pode um homem, sendo velho, nascer de novo?».

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Nunca lestes na Escritura: “A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos”?»

Ciclo de Réquiem de Coimbra estreia obra do século XVI
O segundo Ciclo de Réquiem Coimbra, organizado pelo Coro Sinfónico Inês de Castro, vai apresentar cinco concertos de 29 de março a 18 de abril, entre os quais se inclui uma obra inédita de Bernal (Alfonso Perea). A peça interpretada pela Cappella Musical Cupertino de Miranda baseia-se num manuscrito daquele compositor do século XVI, pertencente ao espólio da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Wolfgang Amadeus Mozart, Tomás Luís de Victoria, Duarte Lobo são alguns dos compositores presentes no programa, que prevê as participações da Orquestra do Norte, Coro Casa da Música e Viana Vocale Coro AMVC. O concerto que apresenta a obra em estreia é o único a decorrer na Capela de S. Miguel, da Universidade de Coimbra, enquanto que os restantes se realizam na Sé Velha.

Biblioteca do Vaticano apresentou parceria para digitalização de 82 mil manuscritos
O acordo entre a Biblioteca Apostólica do Vaticano e a empresa NTT Data, sediada em Tóquio, para a digitalização de 82 mil manuscritos foi apresentado esta quinta-feira na sala de imprensa da Santa Sé. «Com este projeto, a Biblioteca volta a relacionar-se com as instituições de diversas regiões do mundo, prosseguindo a sua política geral, os seus objetivos e perspetivas, fazendo-o graças aos seus manuscritos, que são um sinal da universalidade da cultura», acentuou o arcebispo Jean-Louis Bruguès. Os manuscritos a digitalizar «vão da América pré-Colombo ao extremo oriente chinês e japonês, transitando por todas as culturas e línguas que animaram a cultura da Europa», revelou o bibliotecário. «A missão humanista que caracteriza a Biblioteca abre-a a tudo o que é humano, até às más variadas periferias culturais do ser humano; e com este espírito humanista quer conservar e tornar disponível o imenso tesouro da humanidade que lhe foi confiado. Por isso digitaliza-o e oferece-o para consulta livre na internet», acrescentou.

Cinema: “Mel” | IMAGENS |
O fino limite que separa este dos outros casos que até então não questionava, agora tornado evidente, e a inquietude provocada pela explícita ausência do sentido da vida, também camuflada e latente em si própria, transformam a missão de morte de “Mel” numa missão de vida. Ausente de uma referência explícita a Deus, e independentemente do desfecho do filme, é quase impossível não sentir o sopro que impele uma ex-modelo, atriz, nascida no seio de uma família de pintores e músicos onde se combinam sangue e cultura germânica, grega, italiana, francesa e egípcia, a realizar a sua primeira longa metragem sobre temas tão delicado e atuais. Que antes do suicídio assistido são os da solidão, o da débil implicação humana, uns com e para os outros, a ausência de significado e sentido da vida, e o estado terminal de sofrimento em que muitos são colocados por todas aquelas causas.

Agenda para hoje

Terras de Bouro
Congresso sobre S. Bento, nos 50 anos da proclamação como Patrono da Europa
Santuário de S. Bento da Porta Aberta
Para saber mais: Renascença

Cantanhede
Debate: Ser com os últimos – Leituras da “Evangelii gaudium” do papa Francisco
Os “últimos” e a política: para uma cultura do serviço
D. Manuel Linda, José Manuel Pureza
Auditório do Centro Paroquial
21h00
Entrada livre

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