É novo » 15.3.2014

Falar e ser entendido (no primeiro aniversário do pontificado de Francisco)
Este é certamente um dos aspetos em que o pontificado do Papa Francisco se tem revelado providencialmente inovador. Ele tem mostrado à Igreja no seu conjunto que é possível falar e ser entendido; que se pode anunciar o kerygma evangélico a um auditório diversificado, do ponto de vista humano e cultural, e cada um entendê-lo, de forma relevante, na sua própria língua; que a palavra serve para ensinar, mas também para consolar, comover e reconciliar; que a palavra ganha profundidade sempre que se torna simples e transparente; que a palavra que une razão e coração é aquela parabólica; que a linguagem que não se esquece é a que tem uma qualquer sonoridade maternal. Nesse sentido, é fundamental que o exemplo de Francisco inaugure e inspire, de facto, uma nova estação na forma como a Igreja se comunica.

A morte é a porta da esperança: Em memória de D. José Policarpo
Jesus tinha-nos avisado, mas nós esquecemos com tanta facilidade esse aviso várias vezes repetido. «Virei quando menos se espera, à hora que não calculais, como um ladrão que surpreende aqueles que estão em casa»; é o choque com a eternidade. O mais impressionante é que este choque violento com a eternidade, para aqueles que não a anularam já na sua consciência, acaba por ser um confronto directo com Deus, talvez como nunca tínhamos realizado na nossa vida terrena. Deus impõe-se nesse momento, impõe-se como a única alternativa para vencer a solidão. Este choque com a eternidade será libertador se o experimentámos continuamente na nossa relação com Jesus Cristo morto e ressuscitado. «Ninguém morre para si mesmo». S. Paulo podia ter dito «ninguém morre sozinho». «Se vivemos, vivemos com o Senhor, se morremos, morremos para o Senhor». E então, Jesus Cristo, na sua Páscoa, surge como essa experiência fundamental de humanidade, que encerra a sua única e verdadeira esperança, que é a de mitigar esse choque com a eternidade, e fazer dele um encontro jubiloso com a esperança e a garantia do definitivo.

Agenda para hoje

Bragança
Inauguração da exposição “O brilho da fé”
Ourivesaria sacra
Museu do Abade de Baçal
17h00

Lisboa
Debate: A palavra dramática e a palavra poética de Karol Wojtyla (João Paulo II)
José Tolentino Mendonça; moderação: Maria Teresa Dias Furtado
Centro Cultural de Belém (Sala Sophia de Mello Breyner)
18h30-20h00
Iniciativa integrada na 52.ª edição de “As encruzilhadas da arte”

Tavira
Música: Ciclo da Quaresma e Páscoa
Banda Musical de Tavira
Igreja de Santa Maria
21h30
Organização: Paróquia de Santiago e Santa Maria de Tavira

Anúncios