É novo » 14.3.2014

Francisco, o papa que renunciou à “corte”
A imagem de Francisco sentado na quarta fila, entre os outros cardeais e bispos da Cúria Romana que juntamente com ele estão a realizar os exercícios espirituais em Ariccia, próximo do Vaticano, é emblemática deste primeiro ano de pontificado. Renunciar ao trono, ir para a última fila para testemunhar, também visivelmente, que a autoridade é antes de tudo serviço, não representa uma novidade para ele. O arcebispo de Buenos Aires, cardeal Antonio Quarracino, que em 1992 quis como bispo auxiliar aquele padre jesuíta taciturno a quem não pesava estar muitas horas no confessionário, costumava dizer: «Sei sempre onde está o meu auxiliar Bergoglio. Na última fila…». Mesmo depois de se ter tornado arcebispo e cardeal, mesmo durante as suas frequentes visitas às “vilas miséria”, os bairros de barracas de Buenos Aires, Bergoglio costumava sentar-se nos últimos lugares. Por isto foi natural renunciar a alguns símbolos que ao longo dos séculos o papado herdou do uso imperial. E a sua atitude, um estilo que é também substância, tornou-o próximo e acessível.

D. José Policarpo: Na morte, «a vida não acaba, apenas se transforma»
Hoje (…) é bom tomarmos consciência de que a vivência do sofrimento e da morte têm um sentido ou outro, segundo esperamos ou não esperamos a vida eterna. É que só esta dá sentido ao sofrimento e resolve o enigma da morte, na qual a vida não acaba, apenas se transforma.

Papa Francisco envia telegrama de condolências pela morte de D. José Policarpo
Com pesar recebi a notícia do falecimento do cardeal José da Cruz Policarpo e desejo expressar a minha união de oração com o Patriarcado de Lisboa, a família do defunto e quantos choram a sua morte inesperada. Confio à misericórdia de Deus o amado cardeal, recordando-me da sua preciosa colaboração nos diferentes organismos da Santa Sé e dos meus encontros com este pastor apaixonado pela busca da verdade. Ele era solícito em colocar os dons recebidos do Senhor ao serviço do Povo de Deus e dos seus irmãos bispos sobretudo nos anos que o viram presidente da conferência episcopal. Dou graças ao Pai do Céu pelo seu ministério episcopal em que ele se prodigalizou com generosidade conduzindo pelos caminhos do Evangelho o povo que lhe fora confiado, com o mesmo zelo com que realizara os seus serviços precedentes, nomeadamente na Universidade Católica Portuguesa.

D. José Policarpo esteve sempre disponível para o diálogo intercultural, diz Jorge Sampaio
O cardeal D. José Policarpo «foi sempre alguém com quem se pôde contar como artífice em Portugal» do diálogo entre culturas, afirmou esta quinta-feira Jorge Sampaio, antigo presidente da República. Política interna e internacional e diálogo intercultural eram alguns dos assuntos das conversas públicas e privadas: «Foi possível discutir muitas coisas na base da confiança, que me atrevo a dizer que era mútua, porque os temas eram sempre abordados muito mais além daquilo que se poderia designar como conversa de circunstância». «É natural que tendo conseguido apreciar a sua bondade, a sua fina intelectualidade, a sua cultura – que não era apenas uma cultura eclesiástica, sobre a Igreja, mas também cívica e política e de tolerância e compreensão pelas opiniões alheias – não possa deixar de recordar com grande, grande tristeza neste momento», lamentou.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Se fores apresentar a tua oferta sobre o altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta.»

Portos há muitos
Eu conheço pessoas cuja vida se pode classificar de viver num porto; estão permanentemente em espírito de saída… num ingénuo querer ir e voltar. Uma e outra vez verbalizam o desejo do regresso a casa… ao seu país de origem. Mas, como «o sonho é que comanda a vida», há quem se aproveite deste legitimo direito de abalar e do natural anseio de melhorar a vida. E eis que aparece sempre alguém, com promessas (falsas), alimentando o sonho de poder singrar algures, numa terra fantasiada, onde corre leite e mel…euros e/ou dólares. E aí, asseguram-lhes, poderão usufruir de mil e uma oportunidades, com as quais, rápida e facilmente, irão colmatar as necessidades e fazer um pé-de-meia, (sabe-se lá como e a que preço!). O nosso intento é ajudar as Roseli(s) a aterrar na realidade, protegidas, amparadas, seguras em definitivo. Não está a ser nada fácil! Emaranhadas na trama da teia… a neblina do porto em que vivem mói-lhes os sentimentos… e não as deixa rasgar a rede(s)… para, de uma vez por todas, decidir o rumo a seguir.

Revista Portuguesa de Filosofia dedica novo fascículo ao tema “O rito dá que pensar”
O rito dá que pensar” é o tema da mais recente edição da Revista Portuguesa de Filosofia, fundada há 69 anos e integrada na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Braga). O assunto estudado radica no enunciado «lex orandi, lex credendi», dos primeiros séculos da era cristã, segundo o qual «a ordem da devoção ritualizada dá forma à ordem do acreditar, isto é, do pensamento», explica o texto de apresentação, assinado pelo diretor da publicação, Manuel Sumares. Os ensaios que compõem as mais de 400 páginas do fascículo visam demonstrar a validade desta regra, começando pelo de João Duque, sobre a “Linguagem do Mito”, inspirado na tese de Gadamer sobre a constituição linguística do mundo. O artigo salienta que «a doação fenomenológica do fundamento infinito na linguagem finita é que caracteriza a especificidade do rito, como linguagem do fundamento e como fundamento da linguagem».

Tomás Halík, autor de “Paciência com Deus” e “A noite do confessor”, distinguido com Prémio Templeton
O padre e filósofo checo Tomáš Halík, autor do livro “A noite do confessor”, a ser lançado esta segunda-feira em Portugal, foi distinguido com a edição de 2014 do Prémio Templeton, de 1,3 milhões de euros, um dos maiores do mundo atribuídos a pessoas individuais. O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa, Karel Schwarzenberg, elogiou o padre Halík pela capacidade de conseguir juntar pessoas de variadas crenças religiosas, bem como ateus e agnósticos. «Durante muitos anos, o professor Halík tem construído pontes entre várias religiões, culturas e nações. Através da sua vida e trabalho, tem ajudado a fomentar o respeito por valores espirituais e religiosos entre a opinião pública secular», acentuou o ex-governante. «O mundo em que vivemos é profundamente ambivalente e cheio de paradoxos, e portanto oferece oportunidade para várias interpretações, tanto religiosas como ateístas. Pascal escreveu que há luz suficiente para aqueles que desejam acreditar, e escuridão suficiente para aqueles que escolhem a outra alternativa. Deus não nos tira a liberdade e a responsabilidade implícitas na nossa escolha», sublinhou Halík.

“O papa sorriu”: Museu de Arte Sacra expõe caricaturas de Francisco | IMAGENS |
O Museu de Arte Sacra de S. Paulo, no Brasil, inaugura este sábado a exposição “O papa sorriu”, que conta com 38 caricaturas realizadas por igual número de desenhadores brasileiros e estrangeiros. «Impressionados com os sorrisos e abraços distribuídos pelo Papa, especialmente com os jovens, um grupo de cartoonistas reuniu diversas obras que retratam o Pontífice e sua simpatia», refere a nota de apresentação da mostra. «É a primeira vez que caricaturas entram num museu de arte sacra», realçou o presidente da Associação dos Cartoonistas do Brasil, José Alberto Lovetro. «O papa Francisco está fazendo com que a Igreja se aproxime de um de seus maiores críticos, o cartoonista. E ele faz isso com bom humor. Nós temos um papa bem-humorado e esse é seu diferencial», apontou Seri, um dos participantes.

Agenda para hoje

Porto
Apresentação do livro “História da Igreja em Timor-Leste” (1.º vol. – 1562-1940)
Autor: D. Carlos Ximenes Belo
Apresentação: Jorge Sampaio, Manuel Braga da Cruz, Luis Filipe Thomaz
Fundação Engenheiro António de Almeida
16h00

Estoril, Cascais
Cinema: “As voltas da vida” (2012)
Exibição e debate sobre envelhecimento, solidão, individualismo, relações pais-filhos, capitalismo selvagem, recursos humanos na empresa
Salão paroquial
21h30

Vila do Conde
Música: Concerto
“Lacrimans sitivit anima mea” (Pedro de Cristo), “Kyrie” (Manuel Cardoso), “Lamentatio Jeremiae prophetae” (Estêvão de Brito), Credo (Manuel Cardoso), “In monte oliveti” (Pedro de Cristo), “De profundis” (Pedro de Cristo), “Sanctus & Benedictus” (Manuel Cardoso), “Agnus Dei” (Manuel Cardoso), “Miserere mei Domine” (Pedro de Cristo)
Capella Musical Cupertino Miranda
Igreja matriz
21h30
Entrada livre

Anúncios