É novo » 8.3.2014

O saber feminino de um não-saber
Julgo que as muitas maneiras de as mulheres habitarem o mundo mudam de facto a narrativa-mestre religiosa, que é totalizante, e com isso contribuem para uma ligação mais essencial ao Divino. Ao olharem para trás na História tanto como para a frente, elas não podem deixar de reconhecer, como lembra Elaine Lawless, nessa narrativa religiosa dominante racismo e sexismo, homofobia e outras muitas exclusões (Lawless). Por isto mesmo, as teologias pensadas por mulheres podem proporcionar um regresso à luminosidade do Mistério, para abrir aí possibilidades de um encontro religioso entre as diferentes tradições, assim intensificando o sentido da responsabilidade pelo mundo e pela vida de todos. Nessas vozes a vir no feminino, expressar-se-á não uma qualquer obediência passiva ao já dito, mas antes a consciência nova, competente e límpida, de um não-saber.

Teresa Salgueiro interpreta ao vivo “Cânticos da tarde e da manhã” | ÁUDIO |
A cantora Teresa Salgueiro interpreta este domingo, em Lisboa, músicas do CD “Cânticos da tarde e da manhã”, acompanhada pelo Coro Solemnis, Carisa Marcelino (acordeão de concerto) e Óscar Torres (contrabaixo). Os disco apresenta hinos que abrem os dois grandes tempos diários de oração da Igreja católica – Laudes, pela manhã e Vésperas, à tarde. Trata-se de textos poéticos que a liturgia universaliza, enquanto que as melodias são assinadas por reputados compositores de música sacra. «O objetivo foi proporcionar a quem escuta, um belo texto de oração e meditação para o início e fim de cada dia da semana». Conheça as motivações que conduziram a este disco, bem como a lista de hinos e seus compositores, e escute duas das suas faixas.

A matança dos inocentes
Sinto-me profundamente afetado pela aprovação, no Parlamento do Reino da Bélgica, de uma lei que permite aos médicos matarem menores de idade. Quero deixar aqui a minha opinião sem ambiguidades e sem qualquer preocupação em ser politicamente correto. É claro que cada país faz, dentro das suas fronteiras, o que os seus habitantes, e quem os represente no sistema político, desejarem que seja feito. 86 deputados votaram a favor desta lei, 44 votaram contra e 17 acharam que não valia a pena darem opinião e abstiveram-se. Tudo bem; melhor dizendo, tudo mal. Pois quando esses habitantes, por via dos seus representantes políticos, aprovam comportamentos que ofendem gravemente a dignidade de todos os que pertencem à família humana temos o direito de dar a nossa opinião.

S. João de Deus, padroeiro dos hospitais, doentes e enfermeiros
«Vêm aqui tantos pobres, que até eu me espanto como é possível sustentar a todos; mas Jesus Cristo a tudo provê e a todos alimenta. Vêm muitos pobres à casa de Deus, porque a cidade de Granada é muito fria, e mais agora que estamos no inverno. Entre todos – doentes e sãos, gente de serviço e peregrinos – há aqui mais de cento e dez pessoas. Como esta casa é geral, recebe doentes de todos os géneros e condições: tolhidos, mancos, leprosos, mudos, dementes, paralíticos, tinhosos, alguns já muito velhos e outros muito crianças ainda, e por cima disto muitos peregrinos e viajantes, que cá chegam e aqui encontram lume, água, sal e vasilhas para cozinhar os alimentos. E para tudo isto não se recebe renda especial, mas Cristo a tudo provê.» João Cidade, mais tarde S. João de Deus, saiu de Portugal para Espanha aos oito anos para uma vida de aventura. A Igreja lembra-o a 8 de março.

As mulheres na vida da Igreja e do mundo | IMAGENS |
«Também hoje a Igreja recebe um grande benefício do exercício da maternidade espiritual de numerosas mulheres, consagradas e leigas, que alimentam nas almas o pensamento de Deus, revigoram a fé das pessoas e orientam a vida cristã rumo a metas cada vez mais elevadas.» No Dia Internacional da Mulher, recordamos excertos de algumas das reflexões sobre santas da Idade Média e Renascimento que o papa emérito Bento XVI proferiu nas audiências gerais de quarta-feira realizadas em 2010 e 2011. A seleção inclui Hildegarda de Bingen, Clara de Assis, Gertrudes, Isabel da Hungria, Brígida da Suécia, Catarina de Sena, Joana d’Arc e Teresa de Ávila.

O jejum mais difícil é a bondade e a ternura, diz papa Francisco
A relação entre a espiritualidade cristã, especialmente no tempo da Quaresma, e o afeto pelos pobres e excluídos que resulta em ações concretas estiveram no centro da homilia que o papa Francisco proferiu esta sexta-feira no Vaticano. O jejum que Deus quer é aquele «que se preocupa com a vida do irmão, que não se envergonha – diz o próprio profeta Isaías – da carne do irmão», vincou Francisco na missa a que presidiu, revela a Rádio Vaticano. «Quando dou uma esmola, olho nos olhos do meu irmão, da minha irmã? Quando sei que uma pessoa está doente, vou ao seu encontro? Saúdo-a com ternura? Há um sinal que talvez nos ajude, é uma pergunta: sei acariciar os doentes, os idosos, as crianças, ou perdi o sentido da carícia?», interrogou.

Patriarca emérito de Lisboa intervém em conferência sobre Deus e o inferno, aberta a crentes e não crentes
O patriarca emérito de Lisboa, D. José Policarpo, é o conferencista convidado para intervir no encontro intitulado “Pode Deus permitir o inferno”, que decorre a 2 de abril, em Aveiro. «Pode Deus permitir o Inferno? Pode, inclusive, tê-lo criado? Como conceber o amor infinito de Deus a par de uma conceção infinita de dor e sofrimento?» são algumas das questões a que o cardeal poderá responder. Na mesma página corre uma sondagem sobre o tema da conferência, com a pergunta «Na sua visão, pode Deus permitir o inferno?», sendo quatro as alternativas de resposta: «Sim, por uma questão de justiça», «Inferno? Mas isso existe?», «Não acredito no inferno!» e «Sendo verdade, repugna-me a ideia».

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, para que se arrependam.»

Papa Francisco recebe catedrática portuguesa do Pontifício Comité de Ciência Histórica nos 60 anos da instituição
A professora catedrática Maria de Lourdes Correia Fernandes, que em dezembro foi nomeada para o Pontifício Comité de Ciência Histórica, vai ser recebida pelo papa Francisco, no âmbito da audiência a este organismo do Vaticano. A vice-reitora da Universidade do Porto recebeu convocatória para uma reunião plenária a realizar a 12 abril, revela o semanário “Voz Portucalense”, da diocese do Porto. Francisco recebe ao final da manhã os membros da instituição criada pelo papa Pio XII a 7 de abril de 1954, há 60 anos, e que atualmente conta com cerca de 30 historiadores. Maria de Lourdes Correia Fernandes, que centra a sua investigação na «história da cultura» e na «história do sentimento religioso», afirmou que a nomeação constituía «um grande desafio e uma grande responsabilidade, não só por quem nomeia, e para o comité que é, mas também pelo facto de ser a única portuguesa».

Agenda para hoje

Lisboa
Visita guiada: “Itinerários da Fé – Fé, História e Arte de mãos dadas”
Igreja e Museu de São Roque, Ermida de Nossa Senhora da Vitória, Igreja de São Nicolau, Igreja da Conceição Velha
10h00 -12h30
Informações e inscrições: Paróquia de São Nicolau (tel. 218 879 549); endereço eletrónico: itinerarios@paroquiasaonicolau.pt

Batalha
Conferência: O papel da Igreja num mundo por refazer
Fr. Bento Domingues, op, António Marujo
Mosteiro da Batalha (auditório)
17h30

Santarém
Música: Recital
Sonatas de Carlos Seixas
David Paccetti Correia, órgão
Igreja de Marvila
17h30
Concerto intregrado na temporada 2013/14 dos Órgãos históricos de Santarém

Tavira
Música: Ciclo da Quaresma e Páscoa
Coral Jubilate Deo
Igreja de Santiago
21h30
Organização: Paróquia de Santiago e Santa Maria de Tavira

Estoril, Cascais
Música: Ciclo solidário
Marta Pereira da Costa («primeira e única guitarrista profissional de fado»); Ana Laíns, Rodrigo Costa Félix, Carlos Leitão, Ricardo Mendes (violino); viola de fado: Pedro Pinhal; contrabaixo: Jorge Carreiro
Auditório Senhora da Boa Nova
21h30
Receita destinada ao Centro Paroquial do Estoril e à Casa dos Rapazes

Lisboa
Conferência: O pórtico da segunda virtude (de Charles Péguy)
Lido e comentado por Luís Miguel Cintra
Para saber mais: Pastoral da Cultura

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