É novo » 4.3.2014

“Para um novo modelo social”: Arquidiocese de Braga organiza 3.ª Jornada da Cultura
A cidade de Braga acolhe a 12 de março a 3.ª Jornada da Cultura, dedicada ao tema “Para um novo modelo social”, que é organizada por organismos ligados à universidade, justiça e cultura da arquidiocese bracarense. A «grande ansiedade coletiva» atual caracteriza-se «pela falta de esperança e alegria, uma vez que não se vislumbra um futuro seguro», porquanto se antevê uma sociedade «marcada pela instabilidade», «deterioração das condições de emprego», «maquinização» da vida, «contração do consumo» e «falta de proteção social». «Que modelo social se anuncia? De que serve os mercados ganharem o mundo inteiro se o ser humano se desfigura? Que futuro se augura para os portugueses?», são inquietações a debater no encontro, com entrada livre. Conheça o programa e os conferencistas.

Centro de Estudos de História Religiosa lança livro sobre efeitos do Concílio de Trento em Portugal
“O Concílio de Trento em Portugal e nas suas conquistas: olhares novos” é o título da mais recente publicação do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa. A obra, coordenada por António Camões Gouveia, David Sampaio Barbosa e José Pedro Paiva, resulta da investigação desenvolvida no Seminário de História Religiosa Moderna, que em 2013 promoveu um ciclo de conferências sobre o Concílio de Trento (1545-1563), assinalando o 450.º aniversário do seu encerramento. O volume «reúne o melhor fruto» da «experiência de criação e cruzamento de novos saberes, além da reflexão crítica sobre os já consolidados, em torno do impacto e aplicação do Concílio de Trento em Portugal», sublinha a introdução.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, receberá cem vezes mais»

Quando o coração está cheio de dinheiro (ou de outra coisa), é difícil escolher Deus, diz papa Francisco
A homilia que Francisco proferiu esta segunda-feira na missa a que presidiu, no Vaticano, centrou-se no Evangelho proclamado nas eucaristias do dia, em que um homem se aproxima de Jesus com vontade de o seguir, mas desiste desse propósito quando sabe que tem de se desfazer das suas riquezas. «Quantos jovens sentem no seu coração este chamamento a aproximarem-se de Jesus, e são entusiastas» nem «têm vergonha de se ajoelhar diante dele», dando «demonstração pública da sua fé em Jesus» e querem segui-lo», apontou Francisco. No entanto, «quando têm o coração cheio de outra coisa e não são muito corajosos para o esvaziar, voltam atrás, e aquela alegria torna-se tristeza», afirmou o papa, acrescentando que hoje há muitos jovens que têm vocação para seguir Cristo mais de perto, mas por vezes há algo que os impede. «Devemos rezar para que o coração destes jovens possa esvaziar-se, esvaziar-se de outros interesses, de outros amores, para que o coração se torne livre», apontou.

Padre Tolentino Mendonça e rabi Eliezer di Martino comentam filme “O cardeal judeu”
O padre José Tolentino Mendonça, biblista e diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, e Eliezer di Martino, rabino na sinagoga Shaaré Tikva (Portas da Esperança) de Lisboa vão comentar em conjunto o filme “O cardeal judeu” (“Le métis de Dieu”). Moderado pelo jornalista António Marujo, o encontro agendado para 30 de março marca o encerramento da “Judaica”, 2.ª Mostra de Cinema e Cultura que decorre a partir do dia 27 do mesmo mês no cinema São Jorge, em Lisboa, revela o site da iniciativa. O filme de 90′ realizado em 2012 pelo cineasta francês Ilan Duran Cohen conta «a surpreendente história de Jean-Marie Lustiger, filho de emigrantes judeus polacos em França, que manteve a sua identidade cultural judaica mesmo depois de se converter, ainda jovem, ao catolicismo e de ser ordenado padre».

Papa lembra a bispos que todos os fiéis «têm olfato para as coisas de Deus» e diz que fé é mais do que «herança cultural»
«É importante que o bispo não se sinta só, não creia estar só, que seja consciente de que também o rebanho que lhe foi confiado tem olfato para as coisas de Deus», vincou esta segunda-feira o papa Francisco, no Vaticano. Depois de pedir aos bispos para não pouparem esforços na tarefa de «abrir novos caminhos ao Evangelho», Francisco frisou que «as mediações da fé são cada vez mais escassas e não faltam dificuldades para a sua transmissão», o que exige da Igreja um «estado de missão permanente, para chamar quem se afastou e fortalecer a fé, especialmente nas crianças». «A fé não é uma mera herança cultural, mas um presente, um dom que nasce do encontro pessoal com Jesus e da aceitação livre e jubilosa da nova vida que nos oferece. Isto requer anúncio incessante e animação constante, para que o crente seja coerente com a condição de filho de Deus que recebeu no Batismo», assinalou.

“O Meu Papa”: «Primeiro semanário no mundo» dedicado a Francisco sai para as bancas no início da Quaresma
A editora Mondadori vai lançar em Itália o semanário “Il Mio Papa” (“O Meu Papa”), o «primeiro semanário no mundo» integralmente dedicado a Francisco, com o número de estreia nas bancas a 5 de março, Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma. «A ideia de um jornal pensado para contar e partilhar os atos e as palavras de Francisco nasceu ao observar como a sua eleição provocou um renovado interesse em temas éticos, religiosos e morais», afirma o diretor do semanário, citado no site da editora. Para Aldo Vitali, o papa Bergoglio é uma figura que «graças à sua empatia, juntamente com o poder, a coragem e a simplicidade da sua mensagem, conquistou todos, fiéis e não crentes». “O meu papa”, que sai às quartas-feiras, ao preço de 0,50 €, tem um formato popular, com um grafismo de fácil leitura, cores e fotografias de grande impacto emotivo.

Jardins pontifícios de Castel Gandolfo abriram ao público | IMAGENS |
Os jardins da residência pontifícia de Castel Gandolfo, 25 km a sudeste de Roma, que além da beleza natural expõem achados arqueológicas, passaram a poder ser visitados por turistas desde 1 de março. As vilas pontifícias de Castel Gandolfo, que ocupam uma área de cerca de 55 hectares (mais 11 que a Cidade-Estado do Vaticano), estão incluídas nas zonas extraterritoriais da Santa Sé em Itália, concedidas no âmbito da assinatura dos Pactos Lateranenses, entre os dois estados, em 1929. No primeiro ano de pontificado, que se completa a 13 de março, Francisco raramente esteve em Castel Gandolfo, espaço de descanso e trabalho dos papas desde o século XVII. Bergoglio deslocou-se a Castel Gandolfo três vezes: a 23 de março, dez dias após a eleição, para saudar o antecessor; a 14 de julho, para a oração do Angelus; e a 14 de agosto, para presidir à missa da Assunção de Nossa Senhora. E nestas ocasiões nunca pernoitou no local.

“12 anos escravo”: Óscares para Melhor Filme, Melhor Atriz Secundária e Melhor Argumento Adaptado | VÍDEO + IMAGENS |
Northup passou 12 anos (1841-1852) como escravo, trabalhando em plantações de algodão, canaviais, como criado e em obras de engenharia. Parecia impossível que alguma vez viesse a ser libertado e voltasse a ver a mulher e os filhos. A narrativa recorda – o que não acontece muitas vezes em cinema – os pressupostos racistas dos proprietários dos escravos, tratados não como seres humanos mas como posses, a humilhação por que passaram, bem como a privação da liberdade. O realizador, Steve McQueen, começou a sua carreira como pintor, o que se torna evidente no estilo visual do filme. O cineasta recorre à câmara fixa na maior parte das sequências, deixando que a ação ocorra dentro do enquadramento. O filme mostra longos planos, como pinturas, dando tempo aos espetadores para contemplar a cena. O filme é abençoado por um forte elenco, liderado pelo ator de palco e cinema britânico Chiwitel Ejiofor. O filme apresenta Lupita Nyong’o, cuja interpretação lhe garantiu o Óscar de Melhor Atriz Secundária.

Agenda para hoje 

Bilbau, Espanha
Entrega de doutoramento “Honoris Causa” ao presidente do Pontifício Conselho da Cultura
Para saber mais: Pastoral da Cultura

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