É novo » 3.3.2014

Encontro “Fé e Arte” reúne poesia, teologia, teatro, jornalismo, pintura e escultura para fazer “Elogio dos Sentidos”
A organização «deseja indicar os sentidos do corpo como lugar do sentido, desde logo como forma de resistência ao sem-sentido que perde tanto o corpo como o espírito», refere o site da iniciativa. «Que o sentido seja espiritual e que o corpo seja material parece decorrer de si. O desafio estará, antes, em reconhecer a espiritualidade do corpo e a realização sensível do espírito», num encontro que pode criar e consolidar um «lugar comum, eclesial e culturalmente relevante», entre a fé cristã e «as várias expressões da criação artística». As duas conferências e igual número de painéis, que congregam artistas e pensadores, visam «promover novos espaços de encontro entre criação e pensamento, culto e cultura, contribuindo para a reflexão sobre a arte, a fé e a relação entre ambas junto de novos públicos». Conheça o programa.

Dizer a fé aos não crentes: Razão e emoção, como no enamoramento
A experiência do amor tem certamente uma dimensão racional – os dois conhecem-se, discutem, sonham, projetam -, mas a componente fundamental está sintonizada num comprimento de onda diferente. O rosto da mulher que se ama manifesta-se como belíssimo, único, enquanto que para os outros não é mais do que um dos muitos rostos que passam pelo “vídeo” do quotidiano. Seria errado pensar que o enamoramento é apenas uma experiência emotiva; ele, com efeito, contempla também o aspeto racional que, por vezes, pode colocar em crise o plano afetivo. O enamorado faz uma “experiência de fé” que não tem Deus como interlocutor, mas a beleza, que é, em todo o caso, uma realidade transcendente. Isto deve-nos oferecer a possibilidade de apresentar a fé não como um conjunto de normas, mas como uma experiência “outra”, que envolve toda a pessoa, mente e coração.

A gratuidade cria o novo, mas onde estão os profetas?
Os mais de 26 milhões de desempregados na Europa, entre os quais imensos jovens, a vulnerabilidade e a tristeza crescentes de tanta gente, são sinais inequívocos de que o nosso tempo precisa de inovações grandes, de topo. A Igreja do papa Francisco está a criar um ambiente propício para possíveis novas grandes inovações sociais e económicas de topo. Mas para que este ambiente seja povoado por novo trabalho, direitos, vida, era precisa a força de Isaías e de Jeremias; ou a força dos carismas. Uma Catarina de Sena, um D. Bosco, um Martin Luther King olhariam hoje para as nossas cidades dos seus cumes. Descobririam nas multidões a fome de trabalho e de vida verdadeira, o medo do presente e do futuro dos filhos. Comover-se-iam, amar-nos-iam com o seu olhar diferente e alto, e começariam logo a agir, inovando verdadeiramente. Mas onde estão os profetas de hoje?

Padre Teodoro de Almeida: Livro evoca dimensão iluminista de cofundador da Academia das Ciências de Lisboa
«Respire enfim Portugal, (…) respire a nossa reputação, que nas nações estrangeiras se acha tão injustamente oprimida, e com tão pouca razão vexada. Acabe-se o nosso opróbrio, e arvore-se o estandarte literário para reunir em um corpo as nossas forças dispersas, para animar os espíritos zelosos, mas desalentados, para estimular os que juntam um entendimento feliz com uma vontade frouxa; e estabeleça-se esta Academia, para que vejamos estranhos que finalmente damos este público testemunho de termos também como eles saído do letargo, em que nos séculos passados todos jaziam». “Oração e Memórias na Academia das Ciências de Lisboa” é um volume que recolhe as intervenções do padre Teodoro de Almeida (1722-1804) na instituição de que foi cofundador, a 24 de dezembro de 1779. Figura destacada do Iluminismo em Portugal, o sacerdote oratoriano, que esteve exilado até 1778 em Espanha e França, durante o tempo do Marquês de Pombal, destacou-se por procurar estabelecer um diálogo entre a filosofia e o cristianismo, além de ser um importante divulgador das ciências.

Providência de Deus também está nas nossas mãos, sublinha papa, que aponta caminho para a Quaresma
Se cada um de nós não acumula riqueza só para si mas coloca-a ao serviço dos outros, a Providência de Deus torna-se visível nestes gestos de solidariedade. Se, no entanto, há quem acumule só para si, o que lhe acontecerá quando for chamado por Deus? Não poderá levar a riqueza consigo porque – como sabeis – a mortalha não tem bolsos! É melhor partilhar, porque nós levamos para o Céu apenas o que partilhámos com os outros. Esta semana iniciaremos a Quaresma, que é o caminho do Povo de Deus até à Páscoa, um caminho de conversão, de luta contra o mal com as armas da oração, do jejum, da misericórdia. A humanidade precisa de justiça, de reconciliação, de paz, e poderá tê-las apenas se voltar de todo o coração a Deus, que é a sua fonte. Também todos nós precisamos do perdão de Deus. Entremos na Quaresma em espírito de adoração a Deus e de solidariedade com quantos, neste tempo, são mais provados pela indigência e por conflitos violentos.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!»

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