É novo » 25.2.2014

Exposição de artes plásticas reúne comentários aos Evangelhos por artistas contemporâneos
O patriarcado de Lisboa vai receber de 24 de maio a 31 de julho uma exposição de 33 artistas contemporâneos, que aceitaram o desafio de traduzir em expressão plástica a leitura de um dos Evangelhos proclamados nas missas de domingo. A iniciativa visa «propor uma reflexão atualizada sobre como podem relacionar-se hoje em dia, de uma forma saudável e satisfatória, a Arte e a Espiritualidade», «dar a conhecer a produção artística contemporânea» e associar «diferentes formas de expressão», refere uma nota enviada ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. «Procurámos selecionar artistas – todos eles de primeiríssima água – de gerações diferentes, por um lado, e, por outro lado que trabalham em técnicas artísticas muito diversificadas, desde o suporte tradicional de pintura, à fotografia, escultura, vídeo, cerâmica e instalação».

Leitura: “O sonho do papa Francisco – Os jovens no coração da Igreja”
«Que Igreja “serviria” para os homens de hoje, que são como os dois discípulos de Emaús? Então, o Papa desenha, em positivo, um retrato de Igreja realmente cheio de vida, acompanhando-o com uma análise da condição do homem contemporâneo: “Precisa-se de uma Igreja que não tenha medo de entrar na sua noite. Precisa-se de uma Igreja capaz de encontrá-los no seu caminho. Precisa-se de uma Igreja capaz de inserir-se na sua conversa. Precisa-se de uma Igreja que saiba dialogar com aqueles discípulos que, fugindo de Jerusalém, vagueiam sem destino, sozinhos, com o seu desencanto, com a sua desilusão de um cristianismo que já se considera terreno estéril, infecundo, incapaz de gerar sentido.” O elenco, quase litânico, contém uma visão fortemente projetiva. O retrato que daqui emerge é o de uma Igreja capaz de aproximar-se de cada homem e de caminhar ao lado dele.» Do livro “O sonho do papa Francisco”, publicado em fevereiro pela Paulinas Editora, apresentamos um excerto, extraído do capítulo “Emaús: o rosto futuro da Igreja”.

Algo de único
Para homens e mulheres nunca foi suficiente o mero consumo de bens. Animais simbólicos e ideológicos que somos, sempre pedimos mais aos produtos que consumimos: do statu social à representação de um futuro melhor durante presentes de indigência. Através dos bens quisemos falar, contar histórias, descrever-nos aos outros e ouvir o que os outros dizem. Fazer experiências. Alguns bens, aliás, estão de tal modo ligados a uma experiência que os economistas os designaram “bens de experiência” (experience goods); são os bens que apenas conseguimos compreender e avaliar depois uma experiência direta e pessoal. Quando saímos de casa para descer aos mercados procuramos experiências maiores que as coisas que compramos. Frequentemente, porém, os bens não mantêm as suas promessas, porque as experiências que fazemos são demasiado pobres em comparação com a nossa sede de infinito. Então, desiludidos mas prontos a esquecer desilusões de ontem, recomeçamos todas as manhãs as nossas liturgias económicas, à procura de bens, de sonhos, de relacionamentos humanos, de vida.

Átrio dos Gentios e Governo italiano organizam concurso para estimular via da beleza para o diálogo
“Ciências humanas, naturais e religiosas em diálogo: a via da Beleza” é o título do primeiro concurso que o Ministério da Educação italiano e o Átrio dos Gentios, plataforma da Igreja católica para o diálogo entre crentes e não crentes, vão organizar para os estudantes das escolas transalpinas. «O concurso, inspirado na experiência e atividades do Átrio dos Gentios, visa promover no âmbito das diversas disciplinas (humanistas e científicas) o empenho em fazer amadurecer a consciência da importância civil, cultural, educativa do diálogo entre pessoas crentes e não crentes», refere uma circular do ministério enviada às escolas. O projeto pretende valorizar «o contributo que as diferentes visões do mundo (religiosas e não religiosas) ofereceram, oferecem e podem oferecer para uma participação mais partilhada na vida democrática segundo os princípios da Constituição italiana», aponta o mesmo documento.

Talvez Sophia não gostasse de ir para o Panteão, diz Miguel de Sousa Tavares
O escritor Miguel Sousa Tavares não tem a certeza de que a sua mãe, Sophia de Mello Breyner, gostasse de vir a ser trasladada para o Panteão Nacional, decisão aprovada por unanimidade pela Assembleia da República a 20 de fevereiro, ainda que «enquanto cidadão» considere que se trate de um «ato de justiça». «Enquanto filho da minha mãe, não sei se ela gostaria de estar no Panteão, porque toda a sua literatura são terraços, são jardins, são noites de luar, são praias, são mar, é tudo isto… não é um sarcófago de mármore fechado numa sala, com dez pessoas à roda, por mais ilustres que sejam. Tenho muitas dúvidas sobre isso», declarou em entrevista ao programa de cultura “Ensaio geral”, da Renascença, transmitido a 21 de fevereiro. Questionado sobre a situação social em Portugal, o cronista lamentou a emigração dos jovens: «O que me faz mais impressão é ver miúdos a ir embora. Acho que é uma tragédia inominável. É mais do que o falhanço de qualquer política, é o falhanço de qualquer sentido objetivo daquilo que se está a fazer».

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos». E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes: «Quem receber uma destas crianças em meu nome é a mim que recebe; e quem me receber não me recebe a mim, mas àquele que me enviou.»

Agenda para hoje

Porto
Ciclo de conferências “Impulsos de reforma da Igreja: Regressando às ‘Cartas ao Papa’ de D. António Ferreira Gomes”
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Lisboa
1.º Seminário de História do Cristianismo
Para saber mais: Pastoral da Cultura

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