É novo » 23.2.2014

Um coração que aprende a amar os inimigos: Meditação sobre o Evangelho do VII Domingo
Sê perfeito como o Pai, sê santo porque Eu, o Senhor, sou santo. Santidade, perfeição, palavras que parecem distantes, destinadas a pessoas que fazem outra vida, dedicada à oração e à contemplação. E no entanto são palavras muito concretas: «não odiarás do íntimo do coração os teus irmão», não «guardarás rancor», «amarás o teu próximo como a ti mesmo». A concretude da santidade: nada de abstrato, distante, separado, mas o quotidiano, santidade terrestre como perfume da casa, do pão, dos gestos. E do coração. Sê perfeito como o Pai. Mas ninguém poderá alguma vez sê-lo, é como se Jesus nos pedisse o impossível. Mas não diz «quanto Deus», mas «como Deus», que faz nascer o sol sobre bons e maus. Assim o farei, farei nascer um pouco de sol, um pouco de esperança, um pouco de luz a quem só tem a escuridão diante de si; transmitirei o calor da ternura, a energia da solidariedade. Testemunho de que a justiça é possível, que se pode crer no sol mesmo quando não brilha, no amor mesmo quando não se sente.

Francisco e Bento XVI: Dois papas num consistório para a História | IMAGENS |
O consistório para a criação de 19 cardeais que decorreu este sábado no Vaticano fica para a História como o que juntou dois homens de branco: o papa Francisco e o seu antecessor, o papa emérito Bento XVI. A poucos dias de completar um ano da resignação ao pontificado (28 de fevereiro de 2013), Bento XVI foi convidado pelo papa Francisco a estar presente no seu primeiro consistório, designação conferida à reunião dos cardeais com o papa. Bento XVI sentou-se na primeira fila, tendo sido saudado por Francisco quando este entrou na basílica de São Pedro. Diante do seu sucessor, Ratzinger levantou-se e tirou o solidéu. «A Igreja precisa da vossa coragem, para anunciar o Evangelho em toda a ocasião oportuna e inoportuna, e para dar testemunho da verdade. A Igreja precisa da vossa oração», acentuou Francisco na homilia da missa, dirigindo-se aos cardeais.

Quando nada existe fora dos Média
Os Média não só não são inclusivos como a realidade de quem ganha vida dentro deles não é eticamente isenta. No final, contribuir para o bem-estar das pessoas, das famílias, ou da sociedade em geral não é critério que presida ao nascimento dos conteúdos que os Média fabricam todos os dias. Penetrar o poder dos Média e fazer bom uso dele a favor de democracias mais inclusivas e participativas não é de todo fácil. Às organizações que no terreno apoiam pessoas vítimas dos mais cruéis dramas, os Média negam repetidamente qualquer tipo de espaço por não terem ou não serem assunto de interesse. Não é a primeira vez que rádios e televisões, jornais e revistas, agências e agentes de comunicação vedam a existência à recuperação da dignidade e autonomia de tantos. Permanece a ideia de que o bem não arrebata audiências, mas que sobretudo os Média nada têm a ver com isso.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis?»

Agenda para hoje

Aveiro
Música: Ciclo inaugural do novo órgão de tubos
Obras de compositores nacionais: Manuel Faria, Manuel Simões, Joaquim dos Santos, Azevedo Oliveira
Cappella Bracarensis; Costa Gomes, órgão; Graça Miranda, direção artística

16h00
Entrada livre

 

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