É novo » 21.2.2014

Valor do ser humano não pode ser medido pela saúde, ainda que frágil, nem pela idade, mesmo que avançada
Quanto vale o homem» e em que critérios se baseia o seu «valor» é a questão que está «na base das discriminações e das exclusões», sublinha o papa em mensagem dirigida ao presidente da Pontifícia Academia para a Vida. «A saúde é certamente um valor importante, mas não determina o valor da pessoa. A saúde, por outro lado, não é por si garantia de felicidade: esta, com efeito, pode verificar-se também na presença de uma saúde precária», assinala Francisco no documento enviado por ocasião da assembleia geral da instituição do Vaticano. «A mais grave privação que as pessoas idosas sofrem não é a debilitação do organismo», mas «o abandono, a exclusão, a privação de amor», frisa Francisco. Neste sentido, «uma sociedade é verdadeiramente acolhedora no que diz respeito à vida quando reconhece que ela é preciosa mesmo na velhice, na deficiência, na doença grave e até quando se está a extinguir».

O resto é indiferente
«Uma das últimas entrevistas a Sophia de Mello Breyner Andresen, se não mesmo a última, apareceu numa pequena publicação católica chamada “Cidade Nova”. As perguntas eram telegráficas, mas completamente centradas na ética da existência (tão cara a Sophia). As respostas de Sophia têm o impacto e a clareza definitiva que se espera de um testamento, que é, no fundo, o que aquela entrevista constitui. Quando Joaci Oliveira, o entrevistador, lhe pergunta: “Que gostaria de ver realizado em Portugal neste novo século?”, a poeta dá uma resposta veemente, que deveríamos acolher como um legado (político, poético, civilizacional): “Gostaria que se realizasse a justiça social, a diminuição das diferenças entre ricos e pobres. Mais justiça para os pobres e menos ambições para os ricos. O resto é-me indiferente”.» Um texto sobre a (in)sensibilidade face à desigualdade e ao sofrimento, que publicamos por ocasião do Dia Mundial da Justiça Social, que se assinala 20 de fevereiro.

A família é «desprezada» e «maltratada» mas continua a ser «a célula fundamental da sociedade», afirma papa Francisco
O papa Francisco iniciou no Vaticano uma reunião com a maior parte dos cardeais da Igreja sobre o tema da família, antecedendo o consistório do próximo sábado em que vai criar 19 cardeais. O debate procurará «aprofundar a teologia da família e a pastoral» que deve ser concretizada nas «condições atuais»: «Façamo-lo com profundidade e sem cair na casuística, porque faria inevitavelmente baixar o nível do nosso trabalho», pediu Francisco, determinando a orientação que os trabalhos devem seguir. «A família é hoje desprezada, é maltratada, e o que nos é pedido é reconhecer quanto é belo, verdadeiro e bom formar uma família, ser família hoje; quanto ela é indispensável para a vida do mundo, para o futuro da humanidade», assinalou.

Capitais: nem tudo é mercadoria
O capital espiritual da pessoa, famílias, comunidades, escolas, empresas, foi sempre a primeira forma de riqueza das nações. Uma pessoa, ou povo, continua a viver e não implode durante as crises enquanto tiver capitais espirituais a que apelar. No tempo da noite, não morrerá enquanto souber entrar dentro da sua alma e da do mundo e nela encontrar algo, alguém, a que agarrar-se para recomeçar. Não é possível dar vida a uma empresa, achar recursos morais para uma aventura em caminhos de risco – para si mesmo e para os outros – conviver com suspensões, adversidades e com a desventura de que se compõe a vida empresarial, sem capitais espirituais pessoais e comunitários. Que capitais espirituais, antigos e novos, estamos a oferecer, a criar nas novas gerações? Estamos a dotar os jovens, e todos nós, de recursos espirituais para as etapas críticas da existência? Quando recolhem os olhos dentro de si, encontram alguma coisa que os faça levantar o olhar? Se não conseguirmos uma nova-antiga fundação espiritual do Ocidente, a depressão será a peste do séc. XXI. Os sinais de fragilidade da atual geração de jovens-adultos são muito eloquentes; bastaria apenas escutá-los mais.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Se alguém quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de mim e do Evangelho, salvá-la-á.»

Diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica guia peregrinações à Terra Santa
O padre João Lourenço, biblista e diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, vai guiar este ano duas peregrinações à Terra Santa, que passam por vários locais bíblicos em Israel e Jordânia. A viagem maior, “Dos passos de Moisés à Terra de Jesus”, começa a 31 de maio e termina a 14 de junho, iniciando-se em Telavive e Jope, região «rica de recordações bíblicas» (2 Crónicas 2,16; Esdras 3,7; 1 Macabeus 12,33; Atos dos Apóstolos 9,36s; 10,11-16). Em Cesareia Marítima, antiga capital romana, além de construções “civis”, como o teatro, palácio do governador e hipódromo, evocar-se á o livro dos Atos dos Apóstolos (8,40; 10,1-44; 23, 23-35). Ainda no primeiro dia está prevista a subida ao Monte Carmelo, recordando Elias (1 Reis 18,19-40), o convento carmelita “Stella Maris” e as passagens do Antigo Testamento de Cântico dos Cânticos 7,5, Isaías 29,17; 32,15; 33,9 e 2 Reis 4,25. Conheça o itinerário das duas peregrinações.

“Francisco e Jacinta Marto, candeias que Deus acendeu” | IMAGENS |
“Francisco e Jacinta Marto, candeias que Deus acendeu” é a publicação do Santuário de Fátima que reúne o conteúdo das exposições comemorativas do centenário dos nascimentos dos dois beatos, realizadas em 2009 e 2010. «O catálogo traz como título aquela sugestiva expressão “Candeias que Deus acendeu” usada por João Paulo II no dia da beatificação dos pastorinhos», recorda o bispo de Leiria-Fátima na nota introdutória, acrescentando que “Candeias” «era o nome que a Jacinta dava às estrelas que cintilavam no firmamento». Apresentamos algumas das dezenas de fotografias desta obra, que alia a vertente documental e científica. Uma evocação no dia em que a Igreja evoca a memória de Francisco e Jacinta (20 de fevereiro).

De costureira a precursora da Paulinas Editora: Tecla Merlo nasceu há 120 anos
As Filhas de São Paulo, congregação responsável pela Paulinas Editora, assinalam a 20 de fevereiro os 120 anos do nascimento da cofundadora, a italiana Tecla Merlo, pioneira da evangelização na imprensa, cinema, rádio e televisão. Quando o pai a envia para aprender costura e bordado, Teresa, nome de batismo, está longe de imaginar que a sua ação viria a ser determinante para que a Igreja católica consolidasse a sua presença nos média e na área editorial. O nascimento da revista “Família Cristã”, que depressa se estendeu a outros países, a realização de curtas-metragens para a catequese e a gravação de discos para pessoas analfabetas constituem algumas das suas ações precursoras enquanto primeira superiora do atual Instituto Missionário Filhas de São Paulo. O Porto acolheu em 1950 o primeiro grupo de religiosas em Portugal, que além da Invicta têm atualmente comunidades, livrarias e armazéns em Lisboa, Loures, Faro, Setúbal, Portalegre e Funchal, cidade onde também é produzido um programa de rádio.

Papa Francisco: Conhece-se melhor Jesus seguindo-o todos os dias do que lendo o catecismo | IMAGENS |
O papa vincou esta quinta-feira na missa a que presidiu, no Vaticano, que o principal conhecimento sobre quem é Jesus é obtido numa vida de seguimento, e não tanto através do que se escreveu sobre ele. A homilia de Francisco baseou-se no trecho do Evangelho proclamado nas eucaristias do dia, em que Jesus pergunta aos apóstolos: «Quem dizeis que eu sou?», refere a Rádio Vaticano. «Parece que para responder àquela pergunta que todos nós ouvimos no coração – “Quem é Jesus para nós?” – não é suficiente o que nós aprendemos, estudámos no catecismo, que é importante estudá-lo e conhecê-lo, mas não é suficiente», frisou. Francisco apontou como exemplo o apóstolo Pedro, de quem é sucessor, sublinhando que é necessário olhar para o seu caminho enquanto discípulo sujeito a contradições e arrependimentos.

Agenda para hoje

Coimbra
Jantar de homenagem a D. Eurico Dias Nogueira, arcebispo emérito de Braga
D. Jorge Ortiga, D. Virgílio Antunes, José Artur Duarte Nogueira
Auditório do Justiça e Paz
20h30
Inscrições: telem. 968 478 123
Organização: Centro Académico de Democracia Cristã

Carcavelos, Cascais
Música: Concerto
Panu Cru, Prova dos Nove
Igreja paroquial
21h30
Entrada livre

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