É novo » 14.2.2014

Abraçados podemos voar
O amor é sobretudo milagre da comunhão. Uma comunhão construída também com esforço, é claro, conquistada continuamente ao território muito defendido do egoísmo, traduzida em decisões quotidianas e vigilantes. Porém, não é propriamente de uma conquista que se trata, mas do arrebatamento comum pelo dom, do espanto inesgotável, de uma hospitalidade radical. «Se me tapares os olhos: ainda poderei ver-te. Se me tapares os ouvidos: ainda poderei ouvir-te. E mesmo sem pés poderei ir para ti. E mesmo sem boca poderei invocar-te». O fundamental é vislumbrado e servido em completa dádiva, acontece sem porquês, no âmbito de uma gratuidade infatigável, numa geografia sem condições nem reservas. O amor não se explica: implica-se. É uma voluntária hipoteca, um sigilo de sangue, entrelaçamento vital. Os enamorados conspiram com o milagre e, por isso, tornam-se, de forma tão íntima, cúmplices de Deus.

Papa sublinha que «contexto histórico e cultural» faz da educação «um dos desafios mais importantes da Igreja»
O papa Francisco afirmou esta quinta-feira que a educação constitui «um dos desafios mais importantes da Igreja», no quadro de «um contexto histórico e cultural em constante transformação». Na audiência com os participantes na assembleia plenária da Congregação para a Educação Católica, o papa frisou a importância do «diálogo», especialmente tendo em conta que as escolas da Igreja são frequentadas também por estudantes não cristãos e também não crentes. Para Francisco, é fundamental que «as instituições académicas católicas não se isolem do mundo, mas saibam entrar com coragem no areópago das culturas atuais e porem-se em diálogo, conscientes do dom que têm a oferecer a todos». A par da técnica, os professores devem apurar a sua espiritualidade, porque os alunos «precisam de qualidade de ensino e de valores, não só enunciados, mas testemunhados», já que «a coerência é um fator indispensável na educação dos jovens».

Quando Bento XVI falou aos namorados | IMAGENS |
«Como namorados estais a viver uma fase única, que abre para a maravilha do encontro e faz descobrir a beleza de existir e de ser preciosos para alguém, de poder dizer um ao outro: tu és importante para mim. Vivei com intensidade, gradualidade e verdade este caminho. Não renuncieis a perseguir um ideal alto de amor, reflexo e testemunho do amor de Deus! Mas como viver esta fase da vossa vida, como testemunhar o amor na comunidade?» O papa Francisco vai encontrar-se esta sexta-feira, dia de S. Valentim e Dia dos Namorados, com mais de 20 mil noivos, provenientes de 28 países, que vão casar-se nos próximos meses. Não é a primeira vez que um papa fala aos namorados. Em 11 de setembro de 2011, por exemplo, Bento XVI encontrou-se ao ar livre com vários casais na cidade italiana de Ancona. Apresentamos alguns excertos das suas palavras, acompanhados pelas pinturas de Marc Chagall.

Entre marido e mulher, Deus no meio
Que fazer, em suma, para deixar o egoísmo fora de combate? Precisamos de estender uma ponte entre duas margens, entre dois corações. Procuramos uma nova força que, vindo de fora, se instale nos dois corações, constituindo-se em elemento unificador que enlace margens separadas e, eventualmente, divididas pela inimizade. Um sonho de épocas remotas fez-se carne, como se tivéssemos seguido no encalço dos desejos. Dizem que o vento não pode ser detido nem enjaulado, mas aqui apanhámos um sonho com as duas mãos. O cofre está cheio de tesouros e nós estamos contentes. Os esposos conseguiram sentar-se à sombra da alameda sem perguntas nos lábios e coroados de grinaldas. Semearam muito e colheram muito mais. Os seus olhos ficaram deslumbrados e o seu coração dilatou-se de ternura. Já não há distâncias; agora os silêncios estão cheios de música.

Santos Cirilo e Metódio: Padroeiros da Europa, obreiros da solidariedade, artífices da paz
Diante do alcance histórico da obra evangelizadora realizada pelos dois santos irmãos, a Igreja percebe de novo ainda mais profundamente que a evangelização é a sua própria graça e vocação, a sua mais íntima identidade. Isto significou para os Santos Cirilo e Metódio tornar preeminente o anúncio do Evangelho: um anúncio que não matou, destruiu ou eliminou, mas antes integrou, elevou e exaltou os autênticos valores humanos e culturais, típicos do génio dos Países evangelizados, contribuindo para uma abertura e solidariedade, capazes de fazer superar os antagonismos e de criar um comum património espiritual e cultural, que colocou sólidas bases para a justiça e a paz.

Dia dos Namorados: Sentimentos, olhares, afetos | IMAGENS |
«A verdade, a grande verdade é que os sentimentos interessam. Tornam-nos gente. Ensinam-nos a ser. Pedem de nós o que trazemos de único e de irrepetível. E preparam-nos para querer, para desejar receber o mesmo. Do outro. Da outra. Um comércio puro, gratuito. Tão diferente, tão distante dos rotineiros comércios.» O namoro um pouco por todo o mundo pelo olhar do fotógrafo Steve McCurry.

Há não crentes que se aproximam de Deus por serem humildes, e há crentes que se afastam por causa das paixões, diz papa
Um crente pode perder a fé por causa das suas paixões, enquanto que uma pessoa não crente pode começar a acreditar em Deus através da sua humildade, sublinhou o papa Francisco na missa a que presidiu hoje no Vaticano. Diariamente há pessoas na Igreja que fazem esse caminho «silenciosamente» para encontrar Deus, «mas também há o caminho contrário». Segundo Francisco, «ter fé não significa ser-se capaz de recitar o Credo», ao passo que saber dizer o núcleo do cristianismo não é necessariamente sinal do seguimento de Cristo: «Tu podes recitar o Credo e ter perdido a fé».

S. Valentim, bispo, mártir e protetor dos namorados
A festa do bispo e mártir Valentim liga-se aos antigos festejos gregos, itálicos e romanos que ocorriam a 15 de fevereiro em honra de deuses pagãos. Estas celebrações relacionavam-se com a purificação dos campos e os ritos de fecundidade. Tendo-se tornado demasiado licenciosas, foram proibidas pelo imperador Augusto e mais tarde suprimidas por Gelásio em 494. A Igreja cristianizou os ritos pagãos da fecundidade, antecipando-os para 14 de fevereiro e atribuiu ao mártir a capacidade de proteger os noivos e namorados que se destinavam ao matrimónio e às uniões com filhos. Uma das lendas associadas ao bispo diz que São Valentim oferecia rosas aos pares de noivos para lhes desejar uma união feliz.

Concertos a seis órgãos regressam à basílica de Mafra | VÍDEO |
A basílica do palácio nacional de Mafra recebe a partir de março o 4.º ciclo de concertos a seis órgãos, composto por 10 atuações que decorrem no primeiro domingo do mês, às 16h00. João Vaz é o responsável pela direção artística, enquanto que as peças são interpretadas por Sérgio Silva (órgão do Evangelho), Isabel Albergaria (Epístola), David Paccetti Correia (S. Pedro d’Alcântara), Margarida Oliveira (Sacramento), Diogo Rato Pombo (Conceição) e Daniela Moreira (Santa Bárbara). O que faz dos órgãos de Mafra «um conjunto único não é o seu número – já de si notável – mas o facto de terem sido construídos ao mesmo tempo e de terem sido concebidos originalmente para tocar em conjunto», refere o site do palácio. «Os seis instrumentos foram construídos pelos dois mais importantes organeiros portugueses do seu tempo – António Xavier Machado e Cerveira e Joaquim António Peres Fontanes – tendo sido terminados entre 1806 e 1807.

Vida do mendicante S. Bento Labre venceu prémio de banda desenhada no âmbito do Festival de Angoulême
O álbum sobre a vida do mendicante S. Bento Labre (1748-1783) venceu a 28.ª edição do prémio internacional de banda desenhada cristã atribuído no contexto do festival de Angoulême, em França, um dos principais do género. O livro “Quelques écorces d’orange amère” (“Algumas cascas de laranja amarga”), selecionado entre nove concorrentes, tem argumento do padre Christophe Hadevis, desenho de Erwan Le Saëc e cor de Tatiana Domas. «Escrupuloso e austero, Bento Labre teve de renunciar várias vezes a juntar-se a uma comunidade religiosa, por não ter sido aceite. Ele escolhe então uma vida de mendicante e peregrino, viajando de santuário em santuário. Decide fazer-se pobre entre os pobres [em Roma], até partilhar com eles o fruto da sua mendicidade e fazer o voto de nunca mais se lavar.» Evangelizar «o leitor e o desenhador» é um dos objetivos do religioso de 45 anos, capelão de estudantes e docente de um curso de banda desenhada e religião numa universidade católica francesa, em que ensina a «transmitir a mensagem da fé pela imagem».

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara».

— Agenda para hoje —

Monção
Conferências: Jornadas Teotonianas
Para saber mais: Pastoral da Cultura

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