É novo » 11.2.2014

Envolvidos pelo amor de Deus pelo mundo, também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos
A parábola conhecida como do Bom Samaritano é clara acerca do pequeno bem concretamente possível para cada um de nós. Sem excluir ninguém por critérios prévios de proximidade: ser próximo é aproximarmo-nos dos outros e tratá-los como irmãos. Não serão gestos heroicos. Serão os humanamente possíveis. Para nos tornarmos cada vez mais humanos. Como plenamente humano é Jesus de Nazaré. «Passou fazendo o bem». Na Tradição, Ele é visto como o Bom Samaritano da humanidade. Este é um primeiro movimento: ir. Ir ao encontro do outro que precisa de ajuda. Só porque precisa. Porque é fraco, doente, pobre. Ir como Jesus. Com Jesus. Mas há uma outra realidade, aparentemente contraditória. Ao ir ao encontro do outro que precisa é a Jesus que encontramos. Exatamente nesse outro que precisa. Só porque precisa. Porque é pobre, doente, fraco.

A Fé (a abertura no teto)
Há palavras que, sozinhas, conseguem exprimir totalidade. Justiça, beleza, verdade, possuem tal força, tal inteireza que não é necessário acrescentar-lhes adjetivos para as completar. Que mais dizer de uma pessoa verdadeira, de um homem justo, de uma vida bela? Uma dessas poucas palavras grandes e absolutas é: Fé. É possível viver, e por vezes bem, uma longa vida sem dinheiro ou bens, mas não se vive sem acreditar. Todos somos capazes de fé, porque no espaço interior de cada pessoa existe uma “janela” que dá para um “além”, uma frincha que ali permanece mesmo quando ao olharmos dentro de nós (já) não vemos nada e ainda que à frente dela tenhamos colocado um armário ou o televisor. E precisamente porque é uma palavra grande do humano, a fé é também palavra do económico.

Arte e espiritualidade no Dia Mundial do Doente:: “Via Crucis” do Hospital de S. João  | IMAGENS SLIDE SHOW |
Porque a identidade do Hospital de S. João é plasmada e manifesta neste símbolo da hospitalidade, que é a Cruz, concretamente a Cruz de Malta, a sua capela foi dotada de uma Via Crucis – o Caminho da Cruz – interpretada em imagens e palavras de artistas de hoje: o Pintor Avelino Leite e o Escritor Mário Cláudio. O traço do Arquiteto Bernardo Abrunhosa de Brito inscreve-a no lado da Capela por onde a luz lhe chega, multicolor e redentora de toda a escuridão, cada manhã. Queremos contribuir para que não se quebre o longuíssimo fio cultural e espiritual da nossa herança civilizacional, tecido de acolhimento e dádivas a partir do acolhimento e da dádiva maiores de que a Via Crucis é expressão originante. Fazemo-lo, também, porque acreditamos que cada dia desta Casa é um passo compassivo do Homem das Dores, o primeiro bem-aventurado, divinamente companheiro de cada homem ou mulher que aqui atravessam os mais profundos e estreitos vales da humana condição, potencialmente encostas que elevam e alargam infinitamente o horizonte. Evocação no Dia Mundial do Doente (11 de fevereiro).

Ir à missa não é fazer turismo nem é tempo para estar a olhar para o relógio, diz papa Francisco
O papa Francisco sublinhou hoje, no Vaticano, que a celebração da Eucaristia a que preside, na Casa de Santa Marta, não pode ser mais uma atividade no roteiro turístico de quem visita Roma, nem um período passado à espera que acabe. «A liturgia é tempo de Deus e espaço de Deus, e nós devemos colocar-nos nele, no tempo de Deus, no espaço de Deus, e não olhar para o relógio», vincou Francisco, que criticou quem conta os minutos durante a missa: «Não é a atitude própria que nos pede a liturgia». «A celebração litúrgica não é um ato social, um bom ato social; não é uma reunião de crentes para rezar juntos. É outra coisa. Na liturgia, Deus está presente» de maneira «real», realçou Francisco, acrescentando que eucaristia «não se se ouve mas participa-se», porque ela é «uma comemoração real, isto é, uma teofania».

A resignação que mudou o curso da história da Igreja
«Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino.» Foi assim que Bento XVI justificou a renúncia ao pontificado. Logo depois, anunciou o início da sé vacante: às 20h00 (19h00 em Lisboa) de 28 de fevereiro. Foi uma declaração redigida por Raztinger na tarde do dia anterior e que foi traduzida em várias línguas pela Secretaria de Estado na manhã daquela segunda-feira, 11 de fevereiro, depois de o substituto daquele organismo, o arcebispo Angelo Becciu, ter obrigado cada tradutor a jurar que não violaria o segredo, que haveria de o ser apenas por poucas horas. Os rostos dos cardeais ficam atónitos. O esmoler, Guido Pozzo, próximo de Bento XVI, parece empedernido. Muitos têm o olhar parado e os músculos faciais imóveis. Naquele silêncio irreal, o decano do colégio cardinalício, Angelo Sodano, declara em nome de todos: «A notícia apanha-nos como um raio em céu sereno». Hoje, a Igreja é outra.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. É vão o culto que me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos”. Vós deixais de lado o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens».

— Agenda para hoje —

Lisboa
Ciclo de conferências “A fé em crise”
Testamento vital
José González
Paróquia de S. Tomás de Aquino
21h00

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