É novo » 7.2.2014

Realizadora e argumentista de “Mulheres de Deus” vão encontrar-se com papa Francisco para lhe entregar novo documentário | VÍDEO |
O papa vai receber a 19 de fevereiro, no Vaticano, as irmãs Daniela e Inês Leitão, realizadora e argumentista do documentário “Mulheres de Deus”, que lhe entregarão uma cópia do seu mais recente trabalho, “O meu bairro”. Francisco quer conhecer as duas irmãs que têm concebido e concretizado documentários sobre o trabalho que algumas das congregações religiosas católicas têm realizado em Portugal, explicou Inês Leitão ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. «Quem diria que a minha carta ao Papa seria lida…. quem diria que o nosso documentário seria visto. Quem diria que alguém no Vaticano concordaria que inovar na forma como mostramos a Igreja em televisão/cinema faz sentido», escreveu Inês na sua página na rede social Facebook. Daniela e Inês vão entregar a Francisco uma cópia de “O meu bairro”, documentário que incide sobre a ação dos missionários e missionárias da Consolata que vivem no Bairro do Zambujal, em Alfragide, no distrito de Lisboa. Veja o “trailer” do documentário.

Esperança (a sala dos tesouros)
Existe um laço profundo entre a esperança e a expectativa. Dizem-no também as línguas portuguesa e espanhola, nas quais com uma única palavra se pode dizer ter esperança e aguardar algo ou alguém: esperar. Existe talvez algo desta esperança no misterioso final do Conde de Montecristo: «Toda a sabedoria humana repousa nestas duas palavras: aguardar e esperar». É a espera do esposo com as lâmpadas acesas da esperança. Esta esperança, como todo o verdadeiro e grande dom, chega sem pré-aviso e sem pedir licença, quando esgotámos os recursos naturais para esperar, e nos encontramos em condições em que não haveria já qualquer razoável razão para esperar, nem sequer no Paraíso. E no entanto chega; depois do anúncio de uma doença séria, de uma grave traição, depois de infinitas solidões, quando menos se espera aflora na alma algo delicado, uma brisa ligeira; e de novo é possível esperar, esperar e aguardar diversamente.

Fé, cultura e sociedade (1): O princípio personalista
«Economia» é uma palavra grega que significa «a lei da casa» do mundo, na qual devem ser consideradas antes de tudo as pessoas antes de qualquer realidade financeira. Finança e economia não são, por isso, sinónimos. O elemento fundamental é reconhecer que a figura central que domina o horizonte é a pessoa humana. A finança é apenas um instrumento que deve estar ao serviço da economia, que é a regra da vida social de toda a humanidade. Em momentos difíceis há a necessidade de recuperar alguns valores culturais e éticos fundadores. Enquanto homem de Igreja e exegeta bíblico, gostaria de partir da visão cristã profundamente inervada no interior da sociedade e da cultura, ao ponto de constituir uma presença imprescindível. Com efeito, como é sabido, a tese central do cristianismo permanece na incarnação: «O Verbo fez-se carne» (João 1, 14). Portanto, no cristianismo há um entrelaçamento entre fé e história, e, por isso, um contacto entre religião e vida política e social.

Caminhos para Deus (4): Regresso
A cada ano este caminho fica mais preenchido. Tipicamente, as pessoas deste grupo começam a vida numa família religiosa mas distanciam-se da sua fé. Após uma infância em que foram encorajados (ou obrigados) a participar em celebrações litúrgicas, acabam por as considerar maçadoras, irrelevantes, ou ambas. A religião mantém-se distante, embora estranhamente apelativa. É então que algo reacende a sua curiosidade por Deus. Talvez tenham alcançado algum sucesso financeiro ou profissional e perguntem: «É só isto?». Ou depois da morte de um familiar, começam a questionar-se mais sobre a sua própria mortalidade. Ou os seus filhos fazem perguntas sobre Deus, despertando questões que tinham ficado adormecidas durante anos. «Quem é Deus, mamã?» E assim começa uma jornada experimental de regresso à fé, ainda que esta possa não ser a mesma que conheceram quando eram crianças. Talvez haja uma nova tradição que lhes fale mais claramente. Talvez voltem à sua religião original de uma forma diferente, e mais comprometida, do que quando eram novos.

Como podemos viver a bem-aventurança da pobreza em espírito na sociedade atual? As propostas do papa Francisco
A primeira mensagem que o papa Francisco escreveu para o Dia Mundial da Juventude, marcada para o Domingo de Ramos, 13 de abril (uma semana antes da Páscoa), incide na primeira bem-aventurança: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu». «Num tempo em que muitas pessoas penam por causa da crise económica, pode parecer inoportuno acostar pobreza e felicidade. Em que sentido podemos conceber a pobreza como uma bênção?», questiona o papa, que aponta caminhos para que a «pobreza em espírito se transforme em estilo de vida». Depois de explicar o que significa «pobres em espírito», Francisco sublinha que há três opções de vida que concretizam hoje a primeira bem-aventurança: «ser livres em relação às coisas», «conversão em relação aos pobres» e aprender o que os pobres têm para ensinar». Apresentamos alguns excertos da mensagem.

Papa Francisco: «Pedir a graça de morrer em casa, na Igreja», na certeza de que «do outro lado nos esperam»
«Morrer em casa, na Igreja» é um «presente de Deus» e uma graça que «não se compra», mas que deve ser pedida, na esperança de que a vida continua, sublinhou hoje o papa na missa a que presidiu no Vaticano. Na homilia, Francisco realçou também a necessidade de invocar «outra graça»: «[A] consciência [de que] do outro lado nos esperam; do outro lado também continua a casa, continua a família». «Que herança deixo eu àqueles que vêm atrás de mim? Uma herança de vida? Fiz tanto bem que as pessoas me querem como pai ou como mãe? Plantei uma árvore? Dei a vida, sabedoria? Escrevi um livro?», questionou. O legado dos católicos é o seu «testemunho» como cristãos, vincou Francisco: «Alguns de nós deixam uma grande herança: pensemos nos santos, que viveram o Evangelho com tanta força que nos deixam uma estrada de vida e um modo de viver como herança».

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
Ao chegarem a Jesus, vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Programa “Ensaio geral” (Renascença)
Gravação ao vivo da emissão que conta com a participação do escritor Mega Ferreira e arquiteto Carrilho da Graça
Livraria Ferin
18h45

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