É novo » 4.2.2014

Universidade de Coimbra acolhe ciclo “Cinema e Espiritualidade” organizado pela diocese
O grupo TEAR (Tecer a Espiritualidade com a Arte e a Reflexão), projeto do Instituto Universitário Justiça e Paz da diocese de Coimbra, vai organizar o ciclo “Cinema e Espiritualidade”, composto por cinco filmes. «Optando por uma visão pluralista e dialógica», a iniciativa começa a 12 de fevereiro com a perspetiva cristã, através de “A essência do amor”, realizado em 2012 pelo norte-americano Terrence Malick. «O cinema interessou-se desde muito cedo pelo espiritual. Esse interesse, sempre culturalmente enquadrado, foi fazendo desta arte um meio de reflexão e maturação de determinadas vivências espirituais.» Os filmes escolhidos «afirmam-se no terreno da reflexão espiritual, rejeitando perder contacto com a dimensão concreta do mundo, em vez disso procurando meditar sobre as relações entre a realidade vivida e a vida do espírito». Conheça o programa.

Justiça: Para além da iniquidade
Para avaliar a justiça deste capitalismo não devemos confrontá-la com a do feudalismo, que era ainda menor, mas sim com a que poderíamos realizar se não tivéssemos traído a vocação social e civil da Europa para seguir as sirenes do consumismo e da finança especulativa. Este capitalismo, que continua a produzir rendimentos e privilégios para pouquíssimos e desemprego e marginalidade para tantíssimos, que publica leis que reforçam os privilégios e desfavorecem cada vez mais os fracos e os pobres – não podendo ter a justiça da sua parte, deve contentar-se com a eficiência, quando o consegue. Se quiséssemos superar este modelo de desenvolvimento e tomar decididamente o caminho da justiça, deveríamos ter uma coragem civil e uma força de pensamento pelo menos semelhante à daqueles que geraram o movimento cooperativo europeu que, nos alvores do capitalismo, tentou uma outra via para o mercado e para a empresa; e para tal punha em discussão os direitos de propriedade, a distribuição do rendimento (tema que já não se encontra nos tratados de economia), o poder, a igualdade de oportunidades entre os sujeitos económicos, sem negar a liberdade nem o mercado.

Leigos devem dar à «Igreja-hierarquia» os «subsídios a que esta nunca chegará pelos seus conhecimentos»
O arcebispo de Braga sublinhou este domingo na sé da cidade que a «Igreja-hierarquia» precisa da opinião abalizada dos leigos para poder responder com competência aos desafios colocados pela sociedade. «Como poderá a Igreja-hierarquia, de quem se pretende e espera uma resposta a propósito de tudo, mesmo que não seja para seguir o seu conteúdo, aperceber-se de determinados sintomas da vida das nossas cidades se não houver outra parte da mesma Igreja, um laicado consciente da sua missão, que aja em nome da mesma e entre no jogo da corresponsabilidade eclesial, oferecendo à hierarquia os subsídios a que esta nunca chegará pelos seus conhecimentos?», questionou. D. Jorge Ortiga frisou ainda que os católicos precisam de detetar as «periferias de pensamento» que se conjugam fora do ambiente eclesial: «Não é necessário ir às igrejas mas há outros espaços onde a luz de Deus parece apagada mas está viva, onde a voz de Deus parece abafada mas sussurra com um encanto para quem a descobrir».

Jornadas Teotonianas: “25 anos em prol da cultura”
As Jornadas Teotonianas, organizadas pela paróquia de Monção, diocese de Viana do Castelo, assinalam em 2014 a sua 25.ª edição com uma reflexão sobre o contributo que a iniciativa deu à cultura, à sociedade e à Igreja. Os encontros, dedicados ao tema “25 anos em prol da cultura”, decorrem de 14 a 16 de fevereiro, às 21h00, no salão paroquial, com um programa que congrega palavra e música. Para o «enriquecimento» cultural que a iniciativa tem proporcionado «muito contribuíram com o seu saber ilustres figuras de todos os quadrantes culturais, sociais, políticos e religiosos, vindos de diversas partes do país», recordou o arcipreste de Monção, monsenhor Avelino Felgueiras Marques.As jornadas, criadas pelo atual bispo de Portalegre-Castelo Branco, D. Antonino Dias, ao tempo membro do clero de Viana do Castelo, evocam a figura de S. Teotónio, considerado o primeiro santo português, nascido provavelmente em Ganfei, Valença do Minho, na diocese vianense.

S. João de Brito: Entre sofrimentos e perseguições para levar o Evangelho ao Oriente
«Não é fácil imaginar hoje o que era o dia a dia de João de Brito; visitando o país tamil podemos ver as mesmas gentes e a mesma paisagem, assim como muitos dos monumentos que ele observou; deslocando-nos pela região podemos sentir a omnipresença do Hinduísmo, tal como João certamente a sentia; notamos também a continuação da lenta infiltração muçulmana, iniciada precisamente no final do século XVII. Mas o país modificou-se: os meios de comunicação desenvolveram-se e o estado de guerra permanente desapareceu; o Cristianismo levado pelos missionários não superou a religião local, mas a tolerância promoveu novos hábitos e novos tipos de convivência. Torna-se, pois, quase impossível recriar todo o antagonismo que rodeou a atividade evangelizadora de João.» A Igreja Católica assinala a 4 de fevereiro a memória do missionário mártir nascido em Portugal.

«Meus amigos, socorro»: Apelo do Abbé Pierre em favor dos sem-abrigo foi lançado há 60 anos
«Meus amigos, socorro… Uma mulher acabou de morrer de frio, esta noite às três horas, no passeio da rua Sebastopol, apertando o papel pelo qual, anteontem, tinha sido despejada…» A resposta da população foi extraordinária: de toda a França e do estrangeiro, ao longo de meses, chegaram bens materiais, géneros alimentares, vestuário, além de donativos em dinheiro. As Forças Armadas e os grandes armazéns disponibilizaram camionetas para o armazenamento das doações. Celeiros e caves foram esvaziados. Numa manhã, Abbé Pierre é chamado ao Hotel Crillon: um homem simples, sorriso grave, quase intimidado, entrega-lhe um envelope com dois milhões de francos: «Devo-vos milhões. Não os dou, entrego-os. Pertencem ao vagabundo que fui e que incarnei. Esta não é senão a justa devolução das coisas», disse Charlie Chaplin.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada». No mesmo instante estancou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo que estava curada da doença. Jesus notou logo que saíra uma força de si mesmo. Voltou-Se para a multidão e perguntou: «Quem tocou nas minhas vestes?». Os discípulos responderam-lhe: «Vês a multidão que te aperta e perguntas: “Quem Me tocou?”». Mas Jesus olhou em volta, para ver quem o tinha tocado. A mulher, assustada e a tremer, por saber o que lhe tinha acontecido, veio prostrar-se diante de Jesus e disse-lhe a verdade. Jesus respondeu-lhe: «Minha filha, a tua fé te salvou».

Onde é a nossa casa?
Acho que foi Albert Camus que disse que a questão mais premente do nosso tempo é cada homem descobrir onde é a sua casa. Aparentemente é uma ideia estranha, pois a maior parte de nós não tem que se perguntar para onde deve voltar ao crepúsculo. Dia a dia há uma rota que voltamos a trilhar sem especiais hesitações, entre a fadiga e a esperança, cruzando as paredes do tempo: esse é o caminho para nossa casa. Cada um cumpre, mesmo sem especial reflexão, trajetórias e rituais que são seus: a estrada que escolhe para regressar (sempre a mesma, sempre a mudar…); a forma familiar que tem diariamente de rodar a chave; o modo (mais lento, mais repentino) de abrir para o que ali habita; aquela fração de segundo, absolutamente impressiva, antes da primeira palavra, em que a casa inteira parece que vem ao nosso encontro, ofegante ou em puro repouso.

Esforço e desperdício
O esforço consiste no controlo das nossas faculdades. Em vez de as deixarmos à solta aqui e ali, concentramo-las no objeto que temos em vista. O esforço, contudo, é ajudado pelo distanciamento, que é a tranquilidade da mente. Precisamos de nos libertar de toda a preocupação, todos os pensamentos de sucesso, todo o desejo de vencer a luta, todas as considerações de castigo ou recompensa. Devemos voltar-nos total e serenamente na direção do nosso objeto e concentrarmo-nos no máximo da nossa força.

— Agenda para hoje —

Budapeste, Hungria
Átrio dos Gentios: Moralidade, economia, sociedade secular no século XXI
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Porto
Conferência: Igreja católica e ecumenismo – Problemas e perspetivas na situação atual
José Eduardo Borges de Pinho
Centro de Cultura Católica (R. D. Manuel II, 286)
21h00
Entrada livre

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