É novo » 3.2.2014

Temperança (para além da escassez)
Temperança é palavra que está a sair do nosso vocabulário quotidiano. Do económico já saiu há muito tempo, para deixar espaço ao seu contrário. Usamo-la agora para o clima, para as escalas musicais, para as escalas musicais ou para o cravo de Bach, que são também coisas importantes, mas que não estão no centro da nossa vida civil nem do pacto social. Com a temperança está todo o léxico da ética das virtudes que tende a desaparecer da gramática da vida em comum; e as consequências políticas, civis e económicas deste eclipse estão já tristemente à vista de toda a gente. A nossa civilização (pelo menos a ocidental) corre o risco de deixar de compreender a mensagem de vida sã contida na ética das virtudes, e isso depende de diversos motivos, de dois especialmente. O primeiro é o desaparecimento do conceito de educação do caráter, a começar pela educação das nossas crianças.

Caminhos para Deus (3): Descrença
Aqueles que percorrem o caminho da descrença não só pensam que a religião organizada não tem nenhum atrativo (mesmo que por vezes considerem que as suas celebrações e ritos são reconfortantes), como chegaram a uma conclusão intelectual de que Deus provavelmente não existe – ou que não existe, ou que não pode existir. Frequentemente procuram provas da existência de Deus, e ao não encontrá-las, ou ao depararem-se com o sofrimento intenso, rejeitam completamente a perspetiva crente. O principal benefício deste grupo é que os seus membros não assumem nenhum dos poucos estimulantes confortos da religião. Em alguns casos pensaram mais profundamente sobre Deus e a religião do que alguns crentes. E entre as pessoas mais altruístas que existem no mundo estão ateus ou agnósticos. Alguns dos mais incansáveis trabalhadores na ajuda humanitária que eu encontrei quando trabalhava com refugiados na África Oriental eram não crentes. O “santo secular” é real.

Patriarca de Lisboa abre primeiro Seminário de História do Cristianismo
O patriarca de Lisboa vai abrir o primeiro Seminário de História do Cristianismo que a Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Nova, na capital, organiza a 25 de fevereiro, dedicado ao tema “A (des)construção de uma Europa Cristã”. “Cristianismo: uma ‘nota de rodapé’ na cultura europeia?” é a interrogação a que D. Manuel Clemente, formado em História, vai procurar responder na conferência marcada para as 10h00, a que se segue um tempo de debate. O programa compreende conferências sobre algumas das principais etapas da Igreja desde os primeiros séculos até à época contemporânea, com intervenções de vários investigadores, incluindo do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Quando Ele ia a subir para o barco, o homem que tinha sido possesso pediu-lhe que o deixasse ir com Ele. Jesus não lho permitiu, mas disse-lhe: “Vai para casa, para junto dos teus, conta-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti”. Então ele foi-se embora e começou a apregoar na Decápole o que Jesus tinha feito por ele.

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