É novo » 1.2.2014

Queda, ressurreição, contradição: Meditação sobre o Evangelho do Domingo da Apresentação do Senhor
Quando Maria e José levavam o recém-nascido Jesus ao templo para o apresentar a Deus, os braços de um homem e de uma mulher disputam-no: Jesus não pertence ao templo, mas ao ser humano. É nosso, de todos os homens e mulheres sequiosos, daqueles que nunca deixam de procurar e sonhar, como Simeão; daqueles que sabem ver mais além, como Ana, e se encantam diante de um bebé, porque sentem Deus como futuro. Simeão esperava a consolação de Israel. Sabia esperar, como quem tem esperança. Como ele, o cristão é o contrário de quem não espera mais nada, mas que crê tenazmente que algo pode acontecer. Espera, os olhos, mesmo velados, tornam-se atentos, penetrantes, vigilantes, e veem: eu vi a luz preparada para os povos. A luz é Jesus, luz incarnada, carne iluminada, história fecundada. A salvação é Deus que vem e se deixa abraçar pelo homem, entretece a sua vida com a nossa. E com a vida de todos os povos, de todas as gentes.

Papa pede «diálogo» e «paciência» à Congregação para a Doutrina da Fé, que não deve basear-se em «teorias abstratas»
O papa recebeu hoje no Vaticano os participantes na assembleia plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, a quem pediu que tivessem sempre presente «as exigências do diálogo construtivo, respeitoso e paciente com os autores». «Se a verdade exige a fidelidade, esta cresce sempre na caridade e na ajuda fraterna para quem é chamado a maturar ou aclarar as próprias convicções», afirmou Francisco, citado pela Rádio Vaticano. Proteger «a integridade da fé é uma tarefa muito delicada», que o dicastério deve desempenhar «sempre em colaboração com os pastores locais e com as comissões doutrinais das conferências episcopais». A intervenção também alertou para o perigo de se procurar “converter” Deus ao pensamento dominante: «É grande, com efeito, a tentação de nos apropriarmos dos dons da salvação que vem de Deus para os domesticar – talvez até com boa intenção – à mentalidade e ao espírito do mundo. E esta é uma tentação que se repete continuamente».

Ateu em Wall Street, crente entre os últimos
Definindo-se ateu desde os 16 anos, desde sempre admirador da prosa cáustica de Richard Dawkins, Arnade reconsiderou a sua posição, impelido pela fé que encontrou entre os “left behind”, os últimos. Aqueles que na sua perspetiva deveriam ser os mais convictos defensores da não existência de Deus, dado o inferno em que se encontravam. E no entanto… «Sarah, 15 anos passados na rua, traz sempre uma cruz ao pescoço. Sempre. Michael, 30 anos nas ruas, traz um terço no bolso. Sempre. E em cada casa de consumidores de crack, no prédio mais abjeto e desolado, pode encontrar-se uma Bíblia aberta entre seringas, isqueiros e cachimbos de crack.» Takeesha, uma infância de abusos e uma vida que acabou no mercado do sexo, pediu ao seu entrevistador para ser apresentada assim: «Prostituta, mãe de seis filhos e filha de Deus». Escreve Arnade: «Somos todos pecadores. Nas ruas os viciados, os últimos, com as suas batalhas e a proximidade com a morte diárias, compreenderam-no visceralmente. Muitas pessoas de sucesso não. O seu sentido de si e a sua frieza emotiva anestesiaram a perceção da sua falibilidade».

Papa Francisco critica «perda do sentido do pecado» e «mediocridade cristã»
«Todos somos pecadores e todos somos tentados, e a tentação é o pão nosso de cada dia. Se algum de nós dissesse “nunca tive tentações”, ou é um anjo ou é um pouco tolo, não?», disse o papa. «Quando o Reino de Deus diminui, um dos sinais é que se perde o sentido do pecado», vincou Francisco, que se referiu à oração do Pai-nosso, na parte em que se pede «venha a nós o teu reino”», o que significa «cresça o teu reino». «O poder do homem no lugar da glória de Deus. Este é o pão de cada dia. Por isso, a oração de todos os dias a Deus “Venha o teu reino, cresça o teu reino”, para que a salvação não venha da nossa esperteza, da nossa astúcia, da nossa inteligência», afirmou. «[Há] muitos (…) que sofrem a nossa mediocridade cristã quando perdemos o sentido do pecado, quando deixamos que o Reino de Deus caia. Estes são os mártires dos nossos pecados não reconhecidos.»

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado. Iam com Ele outras embarcações. Levantou-se então uma grande tormenta e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água. Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada. Eles acordaram-no e disseram: “Mestre, não te importas que pereçamos?”.»

Ilustrarte 2014: Quando as imagens contam uma boa história | IMAGENS |
«Há muito que o sabemos. Quando se juntam imagens fabulosas a uma boa história, o resultado pode ser surpreendente. Os livros ilustrados podem ser objetos sedutores. Criam com os “leitores” uma empatia que perdura e os torna ávidos de mais e melhores imagens.» A 6.ª edição da Ilustrarte, Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, apresenta no Museu da Eletricidade, em Lisboa, os trabalhos de 50 artistas de 17 países, selecionados a partir de dois mil ilustradores de 72 nações. Um júri internacional apurou os artistas, entre os quais se encontram os portugueses Bernardo Carvalho, Teresa Lima, André da Loba, Marta Monteiro, João Vaz de Carvalho e Ana Ventura.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Visita guiada: Os edifícios históricos da Companhia de Jesus
Igreja de S. Roque, Museu Nacional de História Natural (antigo Noviciado da Cotovia), Hospital de S. José (antigo Colégio de Santo Antão-o-Novo), Colégio de Santo Antão-o-Velho (Coleginho)
Ponto de encontro: Museu de S. Roque
10h00
Participação gratuita, sujeita a inscrição prévia obrigatória (telef. 213 235 824/233/065/444)

Golegã
Conferência: A Alegria do Evangelho: os direitos das gerações futuras
Helena Pereira de Melo
Centro do Graal (Rua do Saldanha, 1)
10h30
Para saber mais: Graal – Movimento Internacional de Mulheres

Lisboa
Música: Concerto com a liturgia da Apresentação do Senhor no Templo
Coro Gregoriano de Lisboa

21h30

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