É novo » 29.1.2014

Caminhos para Deus (1): Crença
Há tantos caminhos para Deus como pessoas na Terra. Pode acontecer que já tenha percorrido mais do que um ao longo da sua vida, ou até sentir que já andou por vários ao mesmo tempo. Para as pessoas deste caminho, a crença em Deus fez sempre parte das suas vidas. Nasceram em famílias religiosas ou foram introduzidas na religião desde cedo. Passam pela vida com mais ou menos confiança na sua crença em Deus. A fé foi sempre um elemento essencial das suas vidas. Rezam regularmente, vão a celebrações religiosas frequentemente e sentem-se à vontade a falar de Deus. As suas vidas, tal como todas as vidas, não estão isentas de sofrimento, mas a fé dá-lhes a capacidade de enquadrar a dor num contexto de sentido. Nenhum dos caminhos para Deus está livre de perigos. Uma das armadilhas de quem percorre a via da crença é a incapacidade de perceber as pessoas que viajam noutras estradas, a par de uma tentação para as julgar pelas suas dúvidas ou falta de crença.

Relação entre fé e verdade deve ser procurada não só com a mente, mas também com o coração, aponta papa Francisco
O «amor» é um critério essencial para apurar a relação entre fé e verdade, considera o papa, que esta terça-feira revelou os vencedores da edição de 2013 dos prémios das academias pontifícias, a que concorreram trabalhos centrados na obra de S. Tomás de Aquino. A relação entre fé e verdade deve ser procurada «não só com os olhos da mente, mas também com os do coração, isto é, na perspetiva do amor», sublinha Francisco. «A fé conhece na medida em que está ligada ao amor, já que o próprio amor traz uma luz. A compreensão da fé é aquela que nasce quando recebemos o grande amor de Deus, que nos transforma interiormente e nos dá olhos novos para ver a realidade», assinala. A «”oculata fides”, uma fé que vê», que o doutor da Igreja assinala, implica «consequências importantes seja para o agir dos crentes, seja para o método de trabalho dos teólogos», frisa Francisco.

Nova “Brotéria”: S. Bernardo e Barnett Newman, Afeganistão, Caminho de Santiago, educação para os valores
A ascese em S. Bernardo e no artista contemporâneo Barnett Newman, uma experiência de ensino à distância em campos de refugiados, o mosaico do Afeganistão, a importância do Caminho de Santiago para a Europa e o ensino dos valores constituem alguns dos temas da mais recente edição da revista “Brotéria” (dezembro/2013). Na primeira parte do artigo “A estética de S. Bernardo e a poética de Newman”, identificam-se as principais características do pensamento estético do primeiro, «com o objetivo de verificar os pontos de contacto com o ascetismo no pensamento e na prática artística». Num segundo momento, a autora, Sofia Arez, procura «a ressonância» dos princípios enunciados pelo impulsionador dos cistercienses (1090-1153) na realização da obra “The Stations of the Cross: Lema Sabachtani”, do pintor norte-americano Barnett Newman (1905-1970).

Dia Mendel: Filósofos, cientistas, médicos e historiadores debatem fé e ciência
O monge agostiniano austríaco Gregor Mendel (1822-1884), autor de importantes descobertas na área da genética e enunciador as leis da hereditariedade, é o patrono de debates que vão decorrer em mais de duas dezenas de cidades italianas. A segunda edição do “Mendel Day”, que decorre entre fevereiro e março, reúne historiadores, filósofos, médicos, engenheiros e cientistas que pretendem contribuir para «uma leitura da relação entre ciência e fé fundada, e não ideológica», revela a agência de notícias SIR. Recordar que «a genética penetra a inteligência do Criador colocada no criado», que a vida é uma realidade «que obedece a leis e ao mesmo tempo aprofunda o Mistério», perspectivar o ser humano enquanto «religioso» e estranho a todo o «reducionismo materialista» constituem algumas das convicções que sustentam a iniciativa.

Leitura: “A bibliotecária de Auschwitz”
Oito livros, apenas, fizeram aquela que terá sido, talvez, a mais pequena biblioteca infantil do mundo. Existiu num local insuspeito, de forma clandestina, e serviu de janela aberta ao mundo para um grupo de crianças. As obras escondidas no barracão 31 foram como que a liberdade, ainda que condicional, do campo de concentração: «Nesse lugar horrível, onde quando olhas para fora apenas vês chaminés que deitam as cinzas das pessoas queimadas, vês lama, gente armada e cães a ladrar, de repente entras num barracão, abres um livro, e esse livro leva-te para as pirâmides do Egito, para a Revolução Francesa ou para a conquista da América», diz o autor de “A bibliotecária de Auschwitz”. «O livro acaba por ser uma janela, uma espécie de passaporte, de helicóptero que te tira dali por um instante», salientou Antonio Iturbe: «Os livros não podem mudar a realidade atroz ou transformá-la de forma mágica. Mas, no mínimo, podem permitir um momento de pausa. É como se a escrita fosse um parêntesis para que a vida não nos caia em cima».

Mais depressa nos entusiasmamos com um golo no futebol do que no louvor a Deus, diz papa, que convida à alegria na oração
O papa Francisco vincou hoje, no Vaticano, a importância da oração de louvor a Deus, que muitas vezes causa menos estímulo do que a alegria provocada pelos golos marcados num desafio de futebol. «A oração de louvor é uma oração cristã para todos nós. Na missa, todos os dias, quando cantamos o “Santo”. Louvamos Deus pela sua grandeza, porque é grande. E dizemos-lhe coisas belas, porque a nós nos agrada que seja assim, afirmou, citado pela Rádio Vaticano. «“Mas, padre, eu não sou capaz…” Mas és capaz de gritar quando a tua equipa marca um golo, e não és capaz de cantar o louvor ao Senhor? De sair um pouco da tua compostura para o cantar? Louvar Deus é totalmente gratuito. Não pedimos, não agradecemos: louvamos», afirmou na homilia da missa a que presidiu.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Escutai: Saiu o semeador a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram as aves e comeram-na. Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; logo brotou, porque a terra não era funda. Mas, quando o sol nasceu, queimou-se e, como não tinha raiz, secou. Outra parte caiu entre espinhos; os espinhos cresceram e sufocaram-na e não deu fruto. Outras sementes caíram em boa terra e começaram a dar fruto, que vingou e cresceu, produzindo trinta, sessenta e cem por um.»

— Agenda para hoje —

Porto
Encontros Veritati: A arte de ser professor
José Tolentino Mendonça
Universidade Católica (Foz, Auditório Carvalho Guerra)
11h30
Entrada livre, sujeita a inscrição

Padrão de Légua, Matosinhos
Música: Concerto
Coro Gregoriano do Porto
Igreja paroquial
21h30

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