É novo » 25.1.2014

Cristãos são chamados a construir pontes em vez de muros, mesmo que seja preciso «engolir muitos sapos», diz papa Francisco
O papa Francisco voltou a sublinhar hoje, no Vaticano, a necessidade do diálogo e da humildade, ainda que essas sejam atitudes penosas, e afirmou que as discordâncias devem ser resolvidas logo que os ânimos serenem. «Humilhar-se e fazer sempre a ponte, sempre. Sempre. Isto é ser cristão. Não é fácil. Não é fácil. Jesus fê-lo: humilhou-se até ao fim, fez-nos ver a estrada», apontou o papa na missa a que presidiu, revela a Rádio Vaticano. Segundo Francisco, quando surge um problema, «o mais rápido possível, no momento em que se possa fazê-lo, depois que é passada a tormenta, aproximar-se ao diálogo, porque o tempo faz crescer o muro, como faz crescer a erva daninha que impede o crescimento da semente». «Quando os muros crescem é muito difícil a reconciliação, é muito difícil», acentuou o papa, para quem o diálogo exige «a mansidão, sem gritar», pensando no que o interlocutor pode oferecer.

Volta o teu rosto para a luz: Meditação sobre o Evangelho do III Domingo
A palavra inaugural de Jesus, premissa de todo o Evangelho, é «convertei-vos». E logo depois o “porquê” da conversão: porque o reino fez-se próximo. Ou melhor: Deus fez-se próximo, muito próximo de ti, envolve-te, está dentro de ti. Então, «converte-te» significa: volta-te para a luz, porque a luz já está aqui. A conversão não é a causa mas o efeito da tua «noite tocada pela alegria da luz» (Maria Zambrano). Imaginava que a conversão era fazer penitência pelo passado, uma condição imposta por Deus para o perdão, pensava encontrar Deus como resultado e recompensa do meu empenho. Mas que boa notícia seria um Deus que dá segundo a minha prestação? Jesus revela-nos que o movimento é exatamente o inverso: é Ele que me encontra, que vem até mim, que me habita. Gratuitamente. Antes que eu faça alguma coisa, antes que eu seja bom, Ele fez-se próximo. Então eu mudo de vida, mudo a luz, mudo o modo de entender as coisas.

No casamento, Deus é o amor maior
«Acabou!» Com essa breve observação, muitas pessoas descrevem o final de seu casamento. Por trás desse verbo há crises, sofrimentos, desabafos e, não poucas vezes, discussões infindas. Em que lugar foram enterrados os sorrisos do dia do casamento e as promessas de fidelidade «até que a morte nos separe»? Em que fase da vida se desvaneceu a certeza de que «ninguém será mais feliz do que nós dois»? Como entender a amargura que tomou conta de um relacionamento que parecia tão feliz?… Nenhum casamento termina “de repente”. Especialistas matrimoniais constatam que, normalmente, o caminho da desintegração tem quatro etapas, profundamente interligadas – isto é, cada etapa prepara e praticamente condiciona a seguinte. Nos meus mais de quarenta anos ao serviço da Igreja, atendendo inúmeros casais, nunca encontrei um casal que rezando diariamente e que colocasse Deus no centro das suas vidas, tenha passado por crises matrimoniais insuperáveis.

Já lestes S. Paulo? Evocação do Apóstolo dos Gentios no dia da sua conversão | IMAGENS |
Numa daquelas frases inesquecíveis que cunhou, Paulo de Tarso escreve: «quando sou fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12,10). E a nossa pergunta vem imediata: “que homem enigmático é este que revolve a ordem esperada das coisas, elogiando a fragilidade em vez da força?”. A verdade é que quem pretenda tornar-se leitor de Paulo tem de adequar o ouvido e o coração a uma linguagem paradoxal, que nos desconcerta, nos comove e nos forma. A gramática que ele utiliza (isto é, o seu modo de pensar e de dizer) estilhaça as convenções. A tradição judaica olhou para a pregação dele com suspeita e escândalo. Os gregos e os romanos, habituados à sofisticação do pensamento e ao poder da retórica, menosprezaram o seu discurso que lhes parecia uma loucura. E, mesmo hoje, passados dois mil anos do seu nascimento, o seu discurso não deixa de ressoar profético e desafiador.

Patriarca de Lisboa debate situação social em Portugal com ministro do Emprego e Solidariedade
“A situação social em Portugal” é o tema que a 5 de fevereiro vai reunir D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, com o detentor da pasta do Emprego, da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares. O encontro entre o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e o ministro do CDS-PP é moderado por Artur Santos Silva, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, instituição que acolhe a sessão, na capital. O debate faz parte da programação da 9.ª edição do ciclo de conferências e debates “Olhares Cruzados sobre Portugal”, organizado pela Universidade Católica Portuguesa (Centro Regional do Porto) e pelo jornal “Público”.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.»

Daniel Sousa e “Feral”: Animação portuguesa candidata aos Óscares | VÍDEO |
Anunciada a lista de nomeados para os cobiçados Óscares, Portugal recebeu com enorme surpresa e orgulho a notícia de um candidato luso na categoria de curtas metragens de animação. Um feito inédito conseguido pelo jovem realizador Daniel Sousa que, juntamente com o norte-americano Dan Golden, responsável pelo som, e o seu “Feral” (13 minutos), se juntam a uma já longa lista de realizadores portugueses merecedores do reconhecimento internacional pelo valor das suas obras. Os filmes de Daniel Sousa, sempre curtas metragens e todos de animação, destacam-se pela renovação de uma gramática de busca, de sentido de existência e de relação, partindo de temas e contos clássicos para equacionar um ser-se humano no nosso tempo. O realizador portugueês é sem sombra de dúvida um criador a acompanhar, pelo uso inteligente da sua criatividade, pela amplitude do olhar sobre o mundo contemporâneo valorizando narrativas intemporais, e pela profundidade da sua reflexão.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Conferência: “O trabalho e o emprego em Portugal”
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Fátima
Formação bíblica: Hinos das Cartas de Paulo
Centro Bíblico dos Capuchinhos
10h00 – 17h00

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