É novo » 24.1.2014

Papa Francisco aponta caminhos para a comunicação da Igreja: Silêncio, diálogo, proximidade
A proximidade física mais do que digital, o silêncio, a reflexão crítica e, uma vez mais, a convicção de que a escuta da diferença e o diálogo devem ser linhas orientadoras para a Igreja católica são algumas das prioridades enunciadas pelo papa Francisco na sua primeira mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais. «Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros», indica. Francisco acentua que «o testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana». À Igreja «não basta circular pelas “estradas” digitais, isto é, simplesmente estar conetados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro.

Bíblia, cultura e unidade dos cristãos
A cultura é, por natureza, um grande laboratório da experiência ecuménica; por um lado há a valorização da singularização, mas por outro há a alegria e a necessidade de gerar convergências e encontros. Nesse sentido a cultura é também uma escola de diálogo, aproximação, alteridade, descoberta apaixonada do outro e tentativa de construção de um caminho comum. Todas as iniciativas que possam aproximar culturalmente são muito bem vindas. Em certos níveis talvez seja ainda difícil colocar um cristão ortodoxo e um cristão católico mas a música une-nos; a pintura dos ícones une-nos.

S. Francisco de Sales: «Onde quer que estejamos, podemos e devemos aspirar à vida perfeita»
Os católicos assinalam a 24 de janeiro a memória de S. Francisco de Sales (1567-1622), bispo e doutor da Igreja de origem francesa, patrono dos jornalistas, autores, escritores e surdos-mudos. O cofundador da Ordem da Visitação é considerado o pai da espiritualidade moderna. «A devoção deve ser exercida de maneira diferente pelo fidalgo e pelo operário, pelo criado e pelo príncipe, pela viúva, a solteira ou a mulher casada; e não somente isto: é necessário acomodar o exercício da devoção às forças, aos trabalhos e aos deveres de cada pessoa em particular. (…) É um erro, se não mesmo uma heresia, querer banir a vida devota do regimento dos soldados, da oficina dos operários, da corte dos príncipes, do lar das pessoas casadas. É certo que a devoção puramente contemplativa, monástica e religiosa não pode exercer-se em tais ocupações; mas para além destas três espécies de devoção, existem muitas outras próprias para o aperfeiçoamento daqueles que vivem nos estados seculares.»

Curso livre sobre Bíblia e cultura em Portugal
A Universidade Lusófona (Lisboa) inicia este sábado um curso livre, com encontros presenciais ou através da internet (“e-learning”), que se apresenta como uma introdução ao estudo das representações da Bíblia na cultura Portuguesa». «Da literatura à pintura, da escultura à arquitetura, do teatro ao cinema, passando pela música, serão identificados paradigmas determinantes na construção da(s)identidade(s) cultural portuguesa», refere o site da instituição. O curso “Bíblia e Cultura”, coordenado por Paulo Mendes Pinto (Universidade Lusófona) e Timóteo Cavaco (Sociedade Bíblica) decorre durante os próximos 10 sábados, das 14h30 às 17h30, ao longo de 10 sessões (versão presencial).

Entrega | VÍDEO |
Descalço venho dos confins da infância/ Que a minha infância ainda não morreu./ Atrás de mim em face ainda há distância/ Menino Deus, Jesus da minha infância,/ Tudo o que tenho, e nada tenho, é teu// Venho da estranha noite dos poetas,/ Noite em que o mundo nunca me entendeu/ Vê trago as mãos vazias dos poetas./ Menino Deus, amigo dos poetas,/ Tudo o que tenho, e nada tenho, é teu

Patriarca de Lisboa intervém em conferência sobre “O trabalho e o emprego em Portugal”
O patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, é um dos intervenientes da conferência “O trabalho e o emprego em Portugal”, que a Associação Cristã de Empresários e Gestores (Acege) organiza este sábado, na capital. “Caminhos de inflexão: perspetiva económica e humana” é o tema da conversa entre o prelado, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, com início marcado para as 12h45, no Centro Cultural de Belém. O encontro abre antes, às 9h30, com um painel que conta com as participações do presidente da Acege, António Pinto Leite, e Raul Galamba, que apresentarão o estudo “Emprego em Portugal: caminhos de inversão”. A seguir começa o segundo colóquio, “O trabalho: que perspetivas para uma geração experiente?”. “O emprego: que perspetivas para as novas gerações?” é a interrogação colocada pelo terceiro painel.

Ciúme e inveja são venenos que matam a alegria e a Igreja, considera papa Francisco
O papa Francisco vincou esta quinta-feira, na missa a que presidiu no Vaticano, que o ciúme, a inveja e as murmurações destroem as relações entre os cristãos e prejudicam a Igreja. «Uma comunidade cristã, quando sofre – alguns dos seus membros – de inveja, de ciúme, acaba por se dividir: um contra o outro. Este é um veneno forte», afirmou Francisco, citado pela Rádio Vaticano. No coração de uma pessoa atingida pelo ciúme e pela inveja ocorrem «duas coisas claríssimas», a começar pelo azedume: «A pessoa invejosa, a pessoa ciumenta, é uma pessoa amarga: não sabe cantar, não sabe louvar, não sabe o que é a alegria, olha sempre para “o que aquele tem e eu não tenho”». O segundo comportamento daninho é dizer mal dos outros: Porque este não tolera que aquele tenha algo, a solução é rebaixar o outro, para que eu seja um pouco mais alto. E o instrumento são as murmurações».

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte. Chamou à sua presença aqueles que entendeu e eles aproximaram-se. Escolheu doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar, com poder de expulsar demónios.

— Agenda para hoje —

Braga
Apresentação do livro “Entregar-se, acolher e comungar”
Autor: P. Vasco Pinto de Magalhães, sj
Editora: Tenacitas
Centro Académico de Braga
19h00
Entrada livre

Porto
Conferência: D. António Barroso, as circunstâncias do seu exílio e da sua ação pastoral
P. José Adílio de Macedo; sessão presidida por D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal; atuação do Coro Gregoriano do Porto
Associação Católica do Porto (Rua de Passos Manuel, 54)
21h30
Entrada livre

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